7.09.2012

Lusófona não divulga composição do Conselho Científico

9 de Julho, 2012

O processo do ministro Adjunto Miguel Relvas na Universidade Lusófona hoje facultado aos jornalistas é omisso quanto à composição do Conselho Científico que terá atribuído as equivalências que resultaram em 2006/2007 na licenciatura de Ciências Políticas e Relações Internacionais.

Do conjunto de fotocópias consta um parecer assinado pelos professores José Fialho e António Fernando dos Santos Neves dizendo que «a informação que consta do dossiê apresentado [pelo aluno] denota uma elevada experiência profissional que se reparte por três domínios», que são os cargos políticos, cargos públicos e experiência profissional no domínio empresarial, «nomeadamente no espaço lusófono».

«Face ao exposto considera-se que o currículo submetido tem mais-valias claras e aspectos salientes muito positivos», refere o parecer, que acrescenta que há três aspectos que merecem particular relevância: a longevidade das funções desempenhadas, a natureza das mesmas, maioritariamente de liderança ou grande responsabilidade institucional, e a sua variedade».

Foram estes os aspectos que mais pesaram para a atribuição de 160 créditos (ECTS) ao aluno Miguel Relvas no ano lectivo 2006/2007.

Entre a experiência profissional invocada para o processo de equivalência figura o de consultor da sociedade de advogados 'Barrocas Sarmento e Neves', do grupo SGS, da empresa ROFF, administrador da Printec/GIBB Brasil, vice-presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro, presidente da Assembleia Geral da Associação de Folclore da Região de Turismo dos Templários 2011/2022, entre outros.

Com as equivalências atribuídas pela Universidade, Relvas apenas teve de fazer quatro disciplinas semestrais - Quadros Institucionais da Vida Económica Politica e Administrativa (3.º ano , 2.º semestre), Introdução ao Pensamento Contemporâneo (1.º ano, 2,º semestre), Teoria do Estado da Democracia e da Revolução (2.º ano, 1.º semestre) e Geoestratégia, Geopolítica e relações Internacionais (3.º ano, 2.º semestre).

Segundo os dados constantes nas fotocópias consultadas pela Lusa, que teve pouco mais de meia hora para toda a informação disponibilizada à comunicação social sobre o assunto, Miguel Relvas concluiu a licenciatura de Ciência Política e Relações Internacionais em 24 de Outubro de 2007 com a classificação final de 11 valores.

Nas fotocópias apresentadas há folhas que aludem à frequência de Miguel Relvas no primeiro ano de Direito na Universidade Livre em 1984, mas sem qualquer comprovativo de que tenha realizado e concluído com aprovação qualquer disciplina de primeiro ano. Constam apenas algumas notas do exame de acesso àquela Universidade, como por exemplo Filosofia (10 valores), História (12 valores) e Geografia (10 valores).

Relativamente ao certificado de frequência na Universidade Lusíada em 1995/1996, não consta do processo facultado aos jornalistas qualquer comprovativo de que Miguel Relvas tenha obtido aproveitamento a qualquer disciplina.

O processo consultado pela Lusa estava dividido em seis pastas: legislação, candidatura, matrícula/inscrição, registo académico, certificado académico e processo financeiro.

Nos dados referentes ao processo financeiros constam três recibos de pagamento no total de 1.777,52 euros.

O processo de licenciatura de Miguel Relvas tem estado envolto em polémica. No passado fim de semana, na sequência de uma notícia publicada pelo semanário Expresso segundo a qual «Três dos quatro professores de Relvas nunca o avaliaram», a Universidade Lusófona divulgou os nomes dos quatro docentes que avaliaram o ministro Miguel Relvas no ano letivo 2006/2007.

Da lista divulgada pela Lusófona apenas um docente coincide com os nomes avançados pelo Expresso, o professor Almeida Tomé, que assumiu ao semanário que teve Miguel Relvas como estudante.

Segundo a Universidade Lusófona, Manuel Jerónimo Marques dos Santos, António Joaquim Viana de Almeida Tomé, Paulo Jorge Rabanal da Silva Assunção e António Fernando dos Santos Neves foram os docentes que avaliaram o ministro no ano letivo de 2006/07.

António Filipe, Feliciano Barreiras Duarte e Pereira Marques eram os três docentes apontados pelo Expresso como nunca tendo visto nem Miguel Relvas.

Depois da nota da Lusófona, o gabinete do ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares negou, em comunicado, a notícia do Expresso, adiantando que Miguel Relvas poderá processar judicialmente os responsáveis editoriais do semanário, bem como a autora da notícia e desafia o jornal a «repor a verdade dos factos e pedir desculpas aos seus leitores».

Num outro comunicado divulgado posteriormente a Universidade Lusófona garantiu que vai levar este caso à justiça, sublinhando «estar a conduzir e tomar todas as diligências legais para processar aqueles que estão a mover um processo com claras intenções certamente alheias aos interesses dos seus milhares de alunos e docentes».

Lusa/SOL

Tags: Universidade Lusófona, licenciatura, Miguel Relvas, Política

7.04.2012

Será o dador de sangue um herói? Herói é o ministro da saúde

A comemoração do dia Mundial do Dador de Sangue este ano teve como lema: “Cada dador de sangue é um herói”, creio ter sido o lema escolhido pelo Comissário Dalli.

Em que País da União Europeia cada dador é assim considerado e respeitado? Em Portugal, garantidamente que não, por cá tiram-nos o sangue com uma mão e com a outra vão-nos á carteira obrigando-nos a pagar as taxas moderadoras nos hospitais, quando estes necessitam do nosso precioso líquido. Em Portugal os dadores de sangue não são vistos como heróis, mas como elementos duma economia de escala, triturando a pouca dignidade que nos assiste.

A palavra herói é demasiada grave para ser usada e abusada pelos políticos que habitam em cada carteira do dador de sangue. Movido pela curiosidade do conceito de herói decidi consultar o dicionário complementar de Augusto Moreno a fim de compreender o seu real significado ficando a saber que um Herói é: “Homem extraordinário pelas suas proezas guerreiras, pelo seu valor ou magnanimidade; protagonista de uma obra literária; (…) Homem ilustre por feitos de grande coragem”.

Pela forma como os dadores começaram a ser tratados pelo ministério da saúde, através da aplicação do Decreto-lei nº. 113/2011 de 29 de Novembro, somos levados a crer que não somos assim tão necessários. A ser verdade, porque nos incomodam tanto para doarmos sangue e sensibilizar outros a fazê-lo? Os dadores que doaram sangue regularmente nos hospitais durante anos, e os que ainda o fazem, no caso de necessitarem de cuidados médicos urgentes, é justo pagarem para lhes tratarem da saúde? Mesmo que se trate de episodio pontual? Não devia ser ele tratado como um herói?

Dador que é dador de sangue, atendendo à delicadeza das suas motivações solidárias, sempre com o seu pensamento centrado no doente que dele necessita, sente-se naturalmente indignado com este género de tratamento, quando na verdade devia ser o SNS a tratá-lo de forma empenhada, para que o sujeito volte a doar sangue de novo o mais breve possível.

Quiçá sejamos mais heróis pela paciência que nos assiste, e não tanto pelo gesto solidário que possa encerrar. Herói é o ministro da saúde pela coragem e determinação que tem evidenciado em manter a obrigatoriedade aos dadores no pagamento dos valores das taxas moderadoras, quando estes deviam estar isentos, sentindo-se motivados a comparecer nos locais de colheitas.

O erro legislativo cometido pelo ministro em questão não pode ser imputado aos inocentes, a saber: dadores de sangue e suas associações.

A solução está nas suas mãos, sem mais argumentações: reponha a isenção e terá os dadores de regresso. Quando isso acontecer, o herói é o ministro da saúde e não os dadores ou movimento associativo. Quer queiramos ou não, a actual situação deve ser imputada ao seu autor moral e material. Esta é a verdade crua e nua que deve ser assumida.

As qualidades de um verdadeiro herói são a força moral, a coragem e a disposição para ajudar os outros. Os heróis que perduram através dos tempos são aqueles que ajudam a libertar as pessoas da doença, pobreza ou da fome. O ministro da saúde vai ficar para a história como um herói, numa versão diferente, infeliz.

Joaquim Carlos

*Fundador/Presidente da Direcção da ADASCA – Site: www.adasca.pt

7.02.2012

Dívida do Centro Hospitalar do Baixo Vouga ao Instituto Português do Sangue

Dois meses antes da comemoração do Dia Mundial do Dador de Sangue, a ADASCA – Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro, procurou saber qual o montante das dívidas dos hospitais públicos, privados e clínicas para com o Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST), de forma a podermos orientar a nossa reflexão para área.

Tendo em conta que a nossa pretensão nunca foi satisfeita, fomos obrigados a recorrer a outro expediente.

Lamentamos apenas o facto de um determinado partido político a quem recorremos ter dado a conhecer em primeira mão à comunicação social, e não a esta associação o montante da dívida existente, quiçá nunca se tenha lembrado de o fazer antes.

Na edição do Diário Económico datada do dia 21 de Junho, na página 17 ficamos a saber que os Hospitais devem qualquer coisa como 45 milhões de euros ao IPST, sendo o de Santa Maria e Pulido Valente os responsáveis por 43% desta dívida.

Neste caso em concreto, o que mais nos interessava na altura, e ainda hoje nos interessa é sabermos quanto deve o Centro Hospitalar do Baixo Vouga ao IPST cujo valor não deixa de ser preocupante.

Ora vejamos os valores constantes no mapa que nos foi enviado e que diz respeito somente ao CHBV cuja facturação está devidamente detalhada conforme se segue a 90 dias: 247.835€, 90 a 100 dias: 385.477€, 180 a 360 dias: 879.197€, 360 a 540 dias: 231.491€, de 540 a 720 dias 84.688€, finalmente a 720 dias: 142.356€, somando assim um total de 1.971.045€.

No ofício nº. 2908/SEAPI datado do dia 19 de Junho pode ler-se que “tendo sido solicitada a competente informação à Administração Central do Sistema de Saúde, IP, sobre os valores em dívida ao Instituto Português do Sangue e da Transplantação (ACSS), IP., nos foi transmitido que, em 31.12.2011, ao então Instituto Português do Sangue, I.P., se encontra dívida da parte dos serviços hospitalares públicos, o valor de 45.635.600€” e continua: “Mais nos foi informado de que, a ACSS, IP não dispõe de informação sobre os valores em dívida àquele instituto por parte dos serviços hospitalares privados”.

Será que o montante desta dívida está relacionado com o corte brutal nos subsídios neste ano às associações dadores de sangue? Tudo indica que sim, mas, que culpa temos nós? Cumprimos com o nosso dever.

Quanto do CHBV seria bom que limpa-se a sua imagem o mais breve possível, não deixando porém de respeitar a dignidade dos dadores sangue, sempre que estes sejam obrigados a dirigir a este hospital. Afinal, os dadores e as suas associações têm influência na economia do País. O nosso sangue além ser vida, é ouro os números falam por si. Alguém poderá questionar: o que a ADASCA tem a ver com isto? Muito.

Joaquim Carlos

Presidente da Direcção da ADASCA

Aveiro, 02-07-2012

6.25.2012

Recolha de Sangue para Projecto de Investigação - Estudo Genético pela Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior

É do conhecimento público, que no próximo dia 29 (6ª. feira) entre as 9 e as 13 horas vai decorrer a última Colheita de Sangue do mês de Junho no Posto Fixo da ADASCA.

Leiam com atenção o pedido que se segue, endereçado pela Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, como ainda o documento de Consentimento em PDF que pode ser impresso no site: www.adasca.pt.

Considerando os objectivos que nos são dado a conhecer, é para a ADASCA uma honra receber a Equipa da referida Universidade na nossa Sede. Aceitem o nosso convite, compareçam e porque não convidar também os vossos amigos a aderir também.


Presidente da Direcção da ADASCA

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Exmo. Senhor Joaquim Carlos,

No seguimento do meu recente contacto telefónico, venho por este meio solicitar a sua colaboração num projecto de investigação que está a decorrer na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, sob a minha responsabilidade.

A nossa equipa tem acompanhado várias brigadas do IPS-Coimbra, a vários pontos de recolha de sangue da Região Centro, com o objectivo de recrutar voluntários para um estudo genético de pessoas saudáveis. O estudo é anónimo, não recolhemos dados identificativos (apenas idade, sexo, naturalidade e altura/peso) e consiste na recolha de um tubo de sangue, no momento da habitual recolha de sangue, pelo que não envolve qualquer incómodo adicional. A participação é de caracter voluntário e será distribuída uma folha explicativa (em anexo).

Este estudo foi autorizado pelo Conselho Directivo do IPS e pelo responsável da Região Centro (Dr. Mário Chin). Poderá obter informações adicionais junto da sua secretária (D. Filipa, tel 239791070).

Ainda não recrutamos voluntários do distrito de Aveiro, pelo que lhe solicito autorização para enviar 2 jovens colaboradores, às instalações da ADASCA no próximo dia 29 de Junho, das 9 às 13h. A função destes colaboradores é de apenas distribuírem as fichas informativas e tirarem alguma dúvida que possa existir. O resto será feito pelos senhores enfermeiros da brigada, que já estarão informados sobre este projecto de investigação.


Com os meus melhores cumprimentos,

Prof. Doutor Manuel Lemos

Faculdade de Ciências da Saúde

Universidade da Beira Interior

6.22.2012

IPO do Porto com reservas minimas de sangue

Caros Colegas Dadores de Sangue e Amigos!

RTP Noticias - IPO do Porto assume reservas minimas de sangue - http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=564594&tm=8&layout=122&visual=61&source=mail

Convém ouvir as declarações contidas nesta gravação/Viedo. É do conhecimento público que o culpado da redução das dádivas é o ministro da saúde. Quem tudo quer tudo perde, diz o ditado popular, e aqui aplica-se esta máxima.

Os dadores sempre deram lucro ao IPST e ao ministério da saúde, pelo que não se percebe a retirada da isenção das taxas moderadoras. É assim tão dificil reconhecer que se errou, e que se pode reparar o erro cometido? Estamos perante uma postura mais de teimosia do que se render à evidência da solução para o problema, para bem dos doentes, e por fim a motivação para a dádiva.

O "depósito" pode até ficar vazio, mas, vai-se dizendo que não existe problemas, nem preocupações nesta área.

Joaquim Carlos

Presidente da Direcção da ADASCA

Site: www.adasca.pt

Blog:aveiro123-portaaberta.blogspot.com