10.10.2014

Fotorreportagem da Colheita de Sangue do dia 10 de Outubro no Posto Fixo da ADASCA


Fotorreportagem da Colheita de Sangue do dia 10 de Outubro no Posto Fixo da ADASCA



Nesta imagem pode-se ver ao fundo dois expositores com revistas e livros infantes. O incentivo à leitura faz parte da nossa missão. A ADASCA procura dar o melhor que pode aos dadores que nos procuram, não lhes viramos as costas.
Se há exemplos a seguir (a imitar) o destes dadores de sangue é um deles. Assiste-lhes a plena consciência do seu dever cívico, com o seu gesto salvam mais vidas.







Aqui temos um grupo de bons amigos, além de serem dadores de sangue. Faz-me lembrar os idos em que os dadores se sentiam como que irmanados no gesto de doar sangue, sentia-se o respeito por nós, hoje, somos tratados como objectos descartáveis, que se usam e são lançados fora. Provoca mágoa! Obrigado AMIGOS por continuarem a ser solidários, continuem a ser resistentes, os doentes necessitam de vós.

Caros Colegas Dadores e Amigos!

Como é habitual da parte da ADASCA, vimos dar conhecimento dos resultados obtidos com a Colheita de Sangue ocorrida no dia 10 de Outubro no Posto Fixo da ADASCA.

Assim:
- Total de inscritos: 32
- Aprovados: 21
- Suspensos: 11
- Eliminados: 0
- CEDACE: 4 vs medula óssea

Comentários: temos vindo a assistir com profunda preocupação desde o ano 2012, a uma redução de adesão à dádiva de sangue que nos preocupa bastante. As causas são diversas, sendo que a principal, está relacionada com a retirada da isenção das taxas moderadoras aos dadores de sangue nos Hospitais Públicos. Temos alertado vezes sem conta o ministério da saúde para este problema. Resultado: total indiferença.

Os resultados obtidos com a brigada do dia 10 no Posto Fixo registamos 6 inscrições a mais, comparativamente com a brigada realizada no dia 11/10 do ano transacto, quando a nossa previsão era para as 50 presenças. Podemos considerar estes resultados baixo do que era esperado, porque se enquadra na Campanha a favor do Tiago Costa até final do corrente mês.

De acordo com as informações que nos são enviadas pelos colegas dadores, outras causas podem eventualmente estar relacionadas com as despesas nas deslocações, a dificuldade em ausentar-se do local de trabalho, pois temos conhecimento que existe ainda alguns empresários poucos sensíveis a esta área de solidariedade. Lamentamos, na medida em que o sangue é necessário todos os dias nos hospitais, e eles não estão imunes a essa necessidade ou um familiar seu.

Os dadores de sangue ainda não são dispensáveis ao Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente nos Serviços de ImunoHemoterpia, embora nem sempre sejamos respeitados como devíamos. Estamos perante um grande défice de respeito e reconhecimento público. O sentimento da marginalização além de doloroso é indescritível, o que pode motivar alguns dadores deixarem de comparecer.

Na nossa opinião, as brigadas de colheitas às 4ª.s feiras deviam registar maior adesão, considerando que decorrem num horário que facilita a ausência dos locais de trabalho, no entanto, o que verificamos com alguma tristeza é que isso não tem acontecido. Resta-nos a esperança de que o cenário se altere, pois nunca é de mais lembrar que os doentes é que necessitam de nós. Hoje eles, amanhã pode ser um de nós...

Algumas associações de dadores de sangue, têm feito tudo para que a isenção das taxas moderadoras, na qualidade de incentivo vs motivação seja reposta, num gesto de reconhecimento público pela dádiva benévola de sangue, não podendo ser vista como uma troca material vs comercial ou outra qualquer, pois só os mal intencionados assim poderão argumentar, nós não subscrevemos esse princípio.

Presentemente e com a adesão dos colegas que vão receber a presente mensagem, a ADASCA representa cerca de 3512 dadores de sangue associados conforme os Estatutos, num espaço de 7 anos e 9 meses de existência legal, sendo assim a maior associação do género da zona centro, de acordo com a informação do Centro Regional de Sangue de Coimbra, também com mais sessões de colheitas num local só.

Podíamos ter ido mais além, ou seja, os resultados podiam ser mais elevados se certos funcionários com responsabilidades administrativas do Centro de Sangue e Transplantação de Coimbra não se dispusessem à  de algumas patifarias. Sobre este assunto e outros serão dados a conhecer oportunamente numa das edições da Revista Tribuna da ADASCA.

O nosso sincero agradecimento a todos quantos compareceram ao longo ano de 2013 nas sessões de colheitas de sangue, promovidas e realizadas pela ADASCA, na certeza que o fizeram a pensar nos doentes que necessitam do nosso gesto solidário, muitas das vezes com sacrifício nas deslocações, nós compreendemos esse esforço, mas, há quem não o compreenda vs valorize, esse alguém não nos respeita, marginaliza-nos, chama-se Paulo Macedo e diz-se ministro da saúde (?), para não falar de outros com menos revelo.

Como sempre ao dispor sou,

Amem a liberdade, sejam felizes.

Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Tm: 964 470 432 - Telef: 234 095 331 (Sede)
ONDE POSSO DAR SANGUE EM AVEIRO?


 NB: Pedimos e agradecemos que nos informe se recebeu em boas condições o presente e-mail. OBRIGADO.

10.06.2014

Moção de Mário Freitas na 4ª Convenção Nacional de Dadores de Sangue

Moção de Mário Freitas na 4ª Convenção Nacional de Dadores de Sangue
Carapinheira
Montemor-o-Velho
04 de Outubro de 2014


A “moção” aqui apresentada tem, como único objetivo, requerer aclaração da metodologia implementada na gestão da dádiva altruísta de sangue pela tutela. Entendo que esta, com o sistema em curso, não concorre para atrair mais dadores consequentemente distancia-se do caminho por todo desejado - o da autossuficiência. No essencial, embora o conteúdo se patenteie mais alargado, o trabalho que apresento a esta Convenção, identifica-se com o que direcionei na 2ª Convenção em Viana do Castelo.

A solidariedade não é uma ação política neutra. Ela é uma prática rendida aos efeitos distributivos da produção, de que o Estado-Providência se apropria, baseada numa distribuição vertical de parte dos rendimentos nacionais.

O modo como o Estado racionaliza as suas ligações com a assistência social deduz-se de formas da regulação política, económica e normativa.
Regulação ideo-política – reconhecimento e práticas de alavancagem setorial. Reconhecimento significa: legitimação de práticas fundadas na égide da moral, na figura do “beneficiário que encontra resposta na generosidade e capacidade de intervenção próprias do voluntariado social organizado.“

Regulação económica – subvenções ordinárias e extraordinárias.
Subsidiariedade: respeita à circulação de capitais nas instituições credenciadas provenientes do Estado. Produz-se a coberto de 2 lógicas essenciais: a emissão ordinária mensal de valores dirigidos à gestão institucional, concretizada nos denominados "acordos de cooperação" e a emissão extraordinária consagrada pelos programas extraordinários de financiamento a investimentos.

Pensar nas instituições em geral, nas de “utilidade pública” e IPSS como vitais para uma proteção social de proximidade. Redesenhar a ação tutelar no sentido de ajudar os utilizadores a gerar conteúdos e soluções. Orientar a ação tutelar para a avaliação dos resultados. Adotar a nova atitude de abertura, criatividade, confiança e capacidade de pensar de forma diferente.


Como cidadão e ex-dirigente diretivo vou procurar, humildemente, nesta intervenção, tentar dar um pequeno contributo para que algumas questões pertinentes que se inserem na atual gestão da dádiva altruísta de sangue e de potenciais dadores de medula óssea possam vir a ser debatidas num futuro breve.

Pretendo, unicamente, repito unicamente, cooperar para que todos o façam, também, conseguindo unir a nobre e vastíssima família de dadores – Grupos, Associações e afins, ligados à dádiva altruísta de sangue.

Apelo ao vosso sentido de união! Preocupa-nos o futuro.
Importa referir que, na atual situação, os resultados dos indicadores de carácter estrutural e organizacional são pouco abonatórios face às “divergências” entre as várias estruturas devido, eventualmente, à falta de arguente crível.

Desta Convenção demanda-se, que entre as questões aqui supracitadas, a abordagem – Federações – volte à agenda das inúmeras Instituições e grupos federados ou não federados, do IPST, IP e dos dadores em geral. Ver implantado, novamente, em Portugal, o regime de única federação. Após este desiderato traçar, de imediato, a simples estratégia de almejar a autossuficiência.

Se as Fundações, através da Lei nº 24/2012 publicada no DR, 1ª série – nº 131 de 9 de Julho de 2012 viram, com esta Lei, a prossecução das suas atividades reguladas porque não equacionar idêntica situação às federações?

O funcionamento das federações está consonante com a atividade que atualmente exercem?

Como mera nota utópica de registo singular desempenhei, no passado, cargo federativo, nos Corpos Sociais das federações agora em exercício.
Lutar pela uniformização do CNDS – cartão nacional de dador de sangue que tarda em chegar a todos os dadores (iniciada a emissão do novo modelo em Dezº 2012). Permitir o seu uso em qualquer região do país (Hospitais e Centros de Saúde) e nos CST – Centro de Sangue e da Transplantação obviamente;

A simplicidade, para obter um potencial dador de medula óssea, resume-se ao preenchimento de um inquérito e a uma simples recolha de sangue. Porque não “convidar” todos os dadores de sangue que reúnam essas condições a inscreverem-se? Porque não regulamentar essa prática?

Alvitrar que os eventos – DNDS (27 de Março) e DMDS – (14 de Junho) sejam, unicamente da responsabilidade do IPST, IP (resolução da Presidência do Conselho de Ministros nº 40/86 - DR 1ª série nº 114 de 19 de Maio de 1986) em concertação com Associações e congéneres;

Depois é a si, aos presentes, que diretamente me dirijo e rogo a vossa compreensão, bom senso, prudência e apoio.

Os recursos endógenos, desde logo os que tornam possível a dádiva altruísta de sangue, numa visão integrada, mas também, impreterível, o que paralelamente não pode ser dissociado: formação, sensibilização e coordenação a nível sectorial para crescimento da participação cívica da população dadora com maior incidência nos jovens é premente considerando o declínio acentuado nas dádivas.

Neste sentido e trazendo-vos a grata experiência de 22 anos como dirigente é indispensável que se façam parcerias com o Ministério da Educação implementando protocolos com as escolas (oficiais ou privadas) – primárias; secundárias; politécnicos ou universidades – para ministrar, regularmente, seminários, palestras ou conferências. São os locais ideais para “semear”…

Por outro lado, a inquestionável realidade da média etária ser alta e consequentemente a questão de saber, se as Instituições sem fins lucrativos em causa estão a mais, mas se estão a ser fiéis à missão que lhes foi confiada e desempenham um elemento de importância significativa no processo sustentado das sociedades, designadamente, através do incremento do espírito comunitário e da livre participação e expressão individual dos seus membros.

Não menos importante é a tutela necessitar de um interlocutor que fale a uma só voz.

Como o poderá fazer se qualquer assunto que queira discutir pressupõe circunspeção mas é constantemente debatida com falta de sensatez das partes envolvidas?
Como é que o IPST, IP (ex-IPS, IP Lei 25/89 de 2 de Agosto, DL nº 270/2007, DL nº 294/90) avalia o número de Associações ou Grupos? Ao que sabemos não há conhecimento “oficial”, no universo das Associações, a que federação pertencem.

De igual modo se desconhece quantos Grupos e Associações não têm qualquer vínculo federativo.

As federações pouco fizeram, de concreto, repito de concreto, em 24 anos, precisamente desde a publicação do DL 294/90. Acoitaram-se na desculpa da “execução” do seguro do dador!

As federações estão ligadas ao Estado dado afetarem o seu acervo patrimonial a fins de interesse público, não lucrativo e de cariz social.
Estão ambas credenciadas com o estatuto de “Utilidade Pública”?

Possui alguma a designação de IPSS?
Há silêncios que dizem tudo e palavras que nada dizem!
O primeiro subscritor do EDS – Estatuto do Dador Sangue, nem sequer foi aludido, provavelmente por, à data da elaboração, não ser federado!

É pois relevante que se recorde que a ADSDVC – Associação Dadores Sangue Distrito Viana Castelo foi a primeira subscritora do projeto lei que deu origem ao atual EDS - “Estatuto do Dador de Sangue” consubstanciado na Lei nº 37/2012 de 27 de Agosto, por esta Associação idealizado, em conjunto com 57 Associações do setor elaboraram o documento que colheu mais de 4.500 assinaturas da sociedade civil o que permitiu que todos os partidos, com assento na AR – Assembleia da República, exaltassem, a uma só voz, o pedido mas sem a participação de qualquer das Federações. A citada lei, de forma genérica e abstrata, define a dádiva de sangue (artigo 4º), enumera os deveres (artigo 5º) e os direitos (artigo 6º) do dador de sangue e declara a autorização de ausência das actividades profissionais (artigo 7º).

No seu artigo 10º estabelece que a lei, publicada em 27 de Agosto de 2012, será regulamentada pelo Ministério da Saúde no prazo de 90 dias após a sua publicação o que ainda não aconteceu e deu origem, pelo primeiro subscritor, a uma queixa apresentada ao Senhor Provedor da Justiça a 16 de Fevereiro p. p. e recebida na Provedoria a 21 do mesmo mês com a Refª 03/JP/2014 e que deu origem ao processo Q-1394/14 distribuído à Unidade Temática 6 que trata  de Outros Direitos Fundamentais, ficando a cargo da Assessora Drª Diana Grilo.

Na saúde deve haver coragem de assumir uma política de gestão rigorosa dos recursos disponíveis e não admitir, passivamente, que mera pendência jurídica faça parte das pendências processuais num ambiente incógnito cujo imbróglio se mantém duradouro.

A conjuntura económica atual exige que se continuem a tomar medidas de contenção financeira e austeridade, que se consubstanciam numa maior racionalização e equidade na distribuição dos dinheiros públicos pelo que deve ser gerido com todo o rigor.

É esta a tese que constantemente se escuta dos membros do Governo.
Se considerarmos os impostos diretos e indiretos entregamos ao Estado mais de 60% dos nossos rendimentos.

Acresce a injusta medida no pagamento de taxas moderadoras a que a “família” de dadores benévolos ficou agregada.

Afinal o dador benévolo de sangue é o cidadão que melhor tem a saúde controlada pelo que sumariamente recorre aos serviços de saúde! A partir dessa data começou, indubitavelmente, o decréscimo de dadores.

O voluntariado e o altruísmo fazem parte do gene praticando-os desinteressadamente. Não significa, na dificílima fase porque todos passamos, que as prerrogativas existentes – taxas moderadoras consagradas no DL nº 294/90 de 21 de Setembro confirmadas no Despacho nº 6961/2004 tivessem sido retiradas com a publicação, a 29 de Novembro, do DL nº 113/2011 na sua alínea e) do artigo 4º. Paradoxo saber que o DL 113 após publicação entra em vigor no dia seguinte. A Lei 37 ficou no esquecimento! Fácil de explicar… E a seguir vem a cobrança coerciva para pagar a taxa moderadora. Inimaginável!

Será que agora com a aproximação de eleições vamos voltar a ter isenção da taxa moderadora?

Saber que há repartição de verbas do Estado profundamente lesiva da produção e do trabalho tornando-se, portanto, um modelo errado e injusto pauperizando as Associações e criando, involuntariamente, movimentos indiscriminados que em nada beneficiam o da dádiva altruísta de sangue.

Finalizando apelo que haja coragem para enunciar, o que em devido tempo foi denunciado, que o decréscimo nas dádivas de sangue se deve, extremamente, à aplicação do DL 113/2011.

Que a destruição de componentes, sobretudo plasma, que é incinerado e que se confunde, numa errada informação, com sangue que vai para o “lixo” seja clarificado. O País destrói, de facto, a maior parte do plasma que produz. São, presume-se, muitos milhares de unidades cujo valor é ligeiramente inferior a uma centena de euros; em contrapartida calcula-se que o IPST, IP gasta, anualmente, milhões de euros a importar plasma (a fatídica intermediação)!

Considerando que há sérias dificuldades em conseguir regularidade nos portadores de grupos AB- e B- sugere-se ao IPST, IP que os convoque, a nível Nacional, criando-lhes condições especiais. Relativamente aos dadores com sangue tipo 0Rh D+ que sejam devidamente esclarecidos a exemplo, do que fez, exemplarmente, a ADSDVC (Viana Castelo) no seu boletim “Gota de Sangue” (Edição nº 8 Setembro).


A findar deixo um repto!
Porque é que o IPST, IP não adota um sistema idêntico ao que regula o RNBP - Recenseamento Nacional dos Bombeiros Portugueses? O RNBP é o sistema de informação e gestão do registo dos Bombeiros Portugueses.  É constituído por um suporte aplicacional e uma base de dados central. Com a implementação do RNBP, foi possível criar o “Portal do Bombeiro”, que é uma plataforma ligada ao RNBP, disponível via internet, onde cada bombeiro pode aceder. Estes, no âmbito da partilha periódica de informação, com o RNU – Registo Nacional do Utente, plataforma de informação da responsabilidade do Ministério da Saúde, e com o objetivo de, neste mesmo contexto, dar cumprimento ao Artigo 22º (isenção de taxas moderadoras) e ao Artigo 45º (extensão do âmbito aplicacional), do Decreto-lei nº 241/2007, de 21 de Junho, com redação que lhe foi dado pelo Decreto-lei nº 249/2012, de 21 de Novembro, é agora também possível registar no RNBP o “nº SNS” para elementos que integram os órgãos executivos das associações humanitárias de bombeiros.

No limite, só venceremos se passarmos de consumidores a coprodutores. O abanão sociológico por que passamos vai ter repercussões drásticas.

A concluir permitam-me que vos leia uma citação!
“De tanto ver triunfar as nulidades - De tanto ver prosperar a desonra - De tanto ver crescer a injustiça - De tanto ver agigantarem-se os poderes… O homem chega a desanimar da virtude - A rir-se da honra - A ter vergonha de ser honesto!” Rui Barbosa

E um pensamento! - “Eu gosto do impossível porque lá a concorrência é menor” Walt Disney

O B R I G A D O!
Mário de Freitas


10.04.2014

Fotorreportagem da 4ª. Convenção Nacional: Hospitais devem mais de 75 milhões ao Instituto Português do Sangue (4ª. Parte)

Hospitais devem mais de 75 milhões ao Instituto Português do Sangue
LUSA 04/10/2014 - 17:11
Acusação de associação de dadores.



Os hospitais portugueses devem mais de 75 milhões de euros ao Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST), situação que condiciona a actividade daquele organismo, disse neste sábado o presidente de uma associação de dadores.

Em declarações à agência Lusa, à margem da 4ª Convenção Nacional de Dadores de Sangue, que decorre na Carapinheira, Montemor-o-Velho, Artur Jorge, presidente da Associação de Dadores do Baixo Mondego, afirmou que "a partir da dívida dos hospitais, muita coisa corre mal" no sector.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, hoje divulgados na reunião, a 31 de Dezembro de 2013 a dívida acumulada dos hospitais públicos portugueses por serviços de recolha de sangue prestados pelo IPST ultrapassava os 68 milhões de euros.

No mesmo período, a dívida acumulada das unidades de saúde privadas superava os 07 milhões.

"Há unidades de recolha paradas a nível nacional. Brigadas que são canceladas porque não há motoristas e não há verbas para suporte administrativo", afirmou Artur Jorge.

"Mas depois quem vai recolher o sangue vai de autocarro, cinco pessoas num autocarro de 55 lugares, para isso parece que já há dinheiro", desabafou, aludindo a uma iniciativa que decorreu nos meses de verão, na Figueira da Foz, em que a unidade de recolha "teve de vir do Porto porque em Coimbra não havia motorista".

Os dadores de sangue exigem que o Estado "que é tão forte com os fracos e tão fraco com os fortes" cobre as verbas em dívida aos hospitais, contribuindo para "repor a normalidade" no sector do sangue.

O presidente da associação de dadores do Baixo Mondego frisou ainda que as direcções das associações "têm pago do próprio bolso" as iniciativas de recolha de sangue que promovem, não possuem verbas "para sobreviver" e exigem "respeito" por parte do Governo.

"Até a [isenção da] taxa moderadora nos foi tirada. Não fomos nós que a pedimos, era uma retribuição, um agradecimento público aos dadores", sustentou.


Na reunião, que decorre ao longo do dia de hoje, estão presentes uma federação e 15 associações, representativas de vários milhares de dadores de sangue.

Fonte:http://www.publico.pt/sociedade/noticia/hospitais-devem-mais-de-75-milhoes-ao-instituto-portugues-do-sangue-1671871

Fotorreportagem da 4ª. Convenção Nacional: Hospitais devem mais de 75 milhões ao Instituto Português do Sangue (3ª. Parte)

Hospitais devem mais de 75 milhões ao Instituto Português do Sangue


Associação de dadores diz que situação que condiciona a atividade.






Os hospitais portugueses devem mais de 75 milhões de euros ao Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST), situação que condiciona a atividade daquele organismo, disse este sábado o presidente de uma associação de dadores.

Em declarações à agência Lusa, à margem da 4ª Convenção Nacional de Dadores de Sangue, que decorre este sábado na Carapinheira, Montemor-o-Velho, Artur Jorge, presidente da Associação de Dadores do Baixo Mondego, afirmou que "a partir da dívida dos hospitais, muita coisa corre mal" no setor.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, divulgados este sábado na reunião, a 31 de dezembro de 2013 a dívida acumulada dos hospitais públicos portugueses por serviços de recolha de sangue prestados pelo IPST ultrapassava os 68 milhões de euros. No mesmo período, a dívida acumulada das unidades de saúde privadas superava os 07 milhões.



Edição do Correio da Manhã de 04.10.2014 - 15:35

Fotorreportagem da 4ª. Convenção Nacional: Hospitais devem mais de 75 milhões ao Instituto Português do Sangue (2ª. Parte)

Dadores. Hospitais devem mais de 75 milhões ao Instituto Português do Sangue

O presidente da associação de dadores do Baixo Mondego frisou ainda que as direções das associações "têm pago do próprio bolso" as iniciativas de recolha de sangue que promovem, não possuem verbas "para sobreviver" e exigem "respeito" por parte do governo





Os hospitais portugueses devem mais de 75 milhões de euros ao Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST), situação que condiciona a atividade daquele organismo, disse hoje o presidente de uma associação de dadores.

Em declarações à agência Lusa, à margem da 4ª Convenção Nacional de Dadores de Sangue, que decorre hoje na Carapinheira, Montemor-o-Velho, Artur Jorge, presidente da Associação de Dadores do Baixo Mondego, afirmou que "a partir da dívida dos hospitais, muita coisa corre mal" no setor.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, hoje divulgados na reunião, a 31 de dezembro de 2013 a dívida acumulada dos hospitais públicos portugueses por serviços de recolha de sangue prestados pelo IPST ultrapassava os 68 milhões de euros.

No mesmo período, a dívida acumulada das unidades de saúde privadas superava os 07 milhões.

"Há unidades de recolha paradas a nível nacional. Brigadas que são canceladas porque não há motoristas e não há verbas para suporte administrativo", afirmou Artur Jorge.

"Mas depois quem vai recolher o sangue vai de autocarro, cinco pessoas num autocarro de 55 lugares, para isso parece que já há dinheiro", desabafou, aludindo a uma iniciativa que decorreu nos meses de verão, na Figueira da Foz, em que a unidade de recolha "teve de vir do Porto porque em Coimbra não havia motorista".

Os dadores de sangue exigem que o Estado "que é tão forte com os fracos e tão fraco com os fortes" cobre as verbas em dívida aos hospitais, contribuindo para "repor a normalidade" no setor do sangue.

O presidente da associação de dadores do Baixo Mondego frisou ainda que as direções das associações "têm pago do próprio bolso" as iniciativas de recolha de sangue que promovem, não possuem verbas "para sobreviver" e exigem "respeito" por parte do Governo.

"Até a [isenção da] taxa moderadora nos foi tirada. Não fomos nós que a pedimos, era uma retribuição, um agradecimento público aos dadores", sustentou.

Na reunião, que decorre ao longo do dia de hoje, estão presentes uma federação e 15 associações, representativas de vários milhares de dadores de sangue.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

Jornal i edição - Por Agência Lusa

Publicado em 4 Out 2014 - 15:08