12.25.2014

Imagens de Aveiro em Dia de Natal (1ª. Parte)

Imagens de Aveiro em Dia de Natal (1ª. Parte)











Em dia de Natal, a cidade de Aveiro encontra-se praticamente sem movimento, numa ou noutra rua, encontramos algumas pessoas, mas, longe do que é habitual e a que esta linda cidade nos habitou, ainda que, com o passar do tempo tenha perdido alguma dinâmica.

Somos da opinião que o parque habitacional carece duma intervenção urgente, como medida para manter a linha arquitectónica, imprimindo mais vida ao comércio tradicional.

Existem ruas inteiras onde já não vive ninguém, apenas vão resistindo algumas lojas tradicionais. Outras, abriram, mas encerram passado pouco tempo.

Que estas imagens sirvam ao menos para alimentar saudades a quem é natural de Aveiro, e que quiçá não a visita à muito tempo.

Adoro fotografar esta linda cidade, ainda que não seja natural daqui, contudo, já cá vivo há mais de 30 anos, tempos em que Aveiro era rica em órgãos de comunicação social, encontrando-se agora reduzida a apenas dois jornais, sendo um semanário, propriedade da Igreja Católica Romana, um diário propriedade de um grupo de imprensa, de qualidade questionável. É que temos, reflexo dos tempos que correm.

Postado por Joaquim Carlos, Coordenador do Projecto de Imagem e Comunicação, podendo as imagens ser usadas na condição que seja feita referência da sua de origem.


12.21.2014

Imagens da zona habitacional da Forca em Aveiro (2)

Imagens da zona habitacional da Forca em Aveiro (2)


"Fotografar é recortar um determinado espaço em uma específica fracção de tempo. Os grandes fotógrafos são aqueles que conseguem ultrapassar essas limitações, fazendo com que essa determinada imagem transcenda molduras e retenha o tempo em seu momento mais preciso." (desconheço o autor)



A cultura em si pode ser classificada como uma relação complexa entre a sociedade, o individuo e as relações humanas. Weber dizia que o homem é um animal amarrado em teias de significados que ele mesmo teceu, a cultura é um exemplo de teia criada pelo homem, ele mesmo criou e é rodeado por ela.

Para Marcuse, a dominação funciona como administração total das necessidades e prazeres, escravizando o homem no trabalho e no lazer, preenchendo o tempo livre dos indivíduos com programações dirigidas, fabricando uma humanidade apta a consumir objectos inúteis, cuja obsolescência fora desejada.  (apud, NAZÀRIO, 1998, p.84).

A sociedade contemporânea, diluída e efémera, constrói padrões de aceitabilidade social que conflitam com o perfil almejado por muitos indivíduos. Comentando sobre a cultura do consumo, as pessoas gastam dinheiro que não possuem, para comprar coisas que não necessitam, para impressionar pessoas que não conhecem. 


“Em plena cultura do individualismo, da independência pessoal e da liberdade (como valores dominantes), vive-se uma espécie de mais-alienação, de rendição absoluta ao brilho não exactamente dos objectos, mas da imagem dos objectos. Mais ainda: rendição ao brilho da imagem de algumas personagens públicas identificadas ao gozo que os objectos deveriam proporcionar” (BUCCI & KEHL, 2004, p. 65).

“... a crença na independência radical do ser individual em relação ao todo nada mais é do que uma aparência. A própria forma do indivíduo é a forma de uma sociedade que se mantém viva em virtude do mercado livre, no qual se encontram sujeitos económicos livres e independentes.” (HORKHEIMER & ADORNO, 1973, p. 53)

Vivemos uma época em que tudo gira em torno da imagem. Segundo Bucci; Kehl (2004), os mitos, hoje, são muito olhados. “São pura videologia” (p.16). Está sempre atendendo aos interesses do poder, mas segundo os autores, este poder não é bem o poder político, como imaginamos, nem o poder de um grupo. O poder, segundo Debord, citado pelos autores, “é a supremacia do espectáculo - a nova forma de modo de produção capitalista - sobre todas as actividades humanas” (p.20). Enfatizam que o capitalismo contemporâneo é um modo de produção de imagens. Que no século XIX o objectivo era desmascarar o carácter burguês do estado, mas, no século XXI, devemos compreender e decifrar os mecanismos pelos quais a política, a religião, a ciência, a cultura e as formas de representação que convergem para a imagem, só circulam e adquirem existência como imagem, que a tudo subordinam.

A desinformação tem como objectivo influenciar a opinião pública, difundindo mentiras que parecem verdades. Para os agentes da desinformação o ideal consiste em descobrir o jornalista de “boa-fé”, porque, por definição este é ingénuo, facilmente influenciável. Também se pode dar o caso de ser difundida uma “informação tendenciosa”: para tal, infiltra-se um jornal respeitado pelo público e toda a imprensa lhe seguirá as pisadas.

Contudo, além de não podermos subestimar o poder da influência da mídia na vida das pessoas, também não podemos ignorar a importância desta caso seja utilizada de forma mais ética e consciente. Quero dizer que o poder que os veículos de comunicação têm para mobilizar as pessoas é muito grande e pode ser usado para o bem ou para o mal.
Campanhas de doação de sangue, de vacinação, de incentivo à reciclagem, para economizar água, pela paz, para ajudar pessoas, e muitas outras, quando divulgadas e incentivadas pela mídia ganham proporções enormes e trazem resultados muito além do esperado.

Segundo Marilena Chauí : “A produção ideológica da ilusão social tem como finalidade fazer com que todas as classes sociais aceitem as condições em que vivem, julgando-as naturais, normais, correctas, justas, sem pretender transformá-las ou conhecê-las realmente, sem levar em conta que há uma contradição profunda entre as condições reais em que vivemos e as ideias”.

Actualmente, a imagem penetra amplamente em todos os momentos de vida humana, fazendo com que o cidadão se torne um receptor constante da comunicação visual.

Como defendia o filósofo alemão Walter Benjamin, as imagens adquiriram um novo valor de uso: o "valor de exposição" ou de proximidade.

McCurry fez esse retracto imortal bem antes da disseminação da internet e do surgimento do smartphone. Agora, em um mundo anestesiado pela avalanche diária de imagens, conseguiriam ainda os olhos da menina nos dizer algo urgente sobre nós mesmos e sobre a ameaçada beleza do planeta que habitamos? Para mim, a resposta afirmativa é mais do que óbvia.

"A fotografia representa um papel importantíssimo no desenvolvimento da arte." - Gustave Le Gray


















"A fotografia representa um papel importantíssimo no desenvolvimento da arte." - Gustave Le Gray

Imagens da zona habitacional da Forca em Aveiro


Imagens da zona habitacional da Forca em Aveiro



O ser falante é tão susceptível à influência das imagens que chega a não poder prescindir delas. Caso contrário, permaneceria numa condição devastadora para o eu e para a consciência. As imagens têm importância para o ser humano desde muito cedo, antes mesmo que ele comece a falar. O sentido pleno do termo "imagem", em psicanálise, remete à relação do sujeito com as identificações formadoras do eu. O que é próprio da imagem é o investimento pela libido, quer dizer, aquilo pelo qual um objecto se torna desejável. Em todo processo de inserção e reconhecimento do sujeito nos laços sociais, sua identificação fundamental supõe a relação com a imagem. A identificação é, propriamente, a transformação produzida no sujeito, quando ele assume uma imagem. O acesso a uma imagem implica a identificação no duplo sentido do termo, isto é, o de reconhecer sua própria forma e o de assimilar o que reconhece.


A imagem especular, diferentemente, é sempre dependente do original, pois corresponde à reprodução invertida que uma superfície polida dá de um objecto nela reflectida. Entretanto, a relação do sujeito moderno com a imagem não se reduz mais à relação com a imagem especular. Trata-se de saber que efeitos isso tem para a subjectividade.

"Fotografar é recortar um determinado espaço em uma específica fracção de tempo. Os grandes fotógrafos são aqueles que conseguem ultrapassar essas limitações, fazendo com que essa determinada imagem transcenda molduras e retenha o tempo em seu momento mais preciso." (desconheço o autor)



O homem do século XX é diferente dos homens de outras épocas mesmo quando, essencialmente, continua sendo o mesmo. Este novo 'habitat' proporciona ao homem uma rede extraordinariamente densa de estímulos, condicionamentos e provocações sensoriais. O homem muda porque tudo muda ao seu redor. Criou-se e continuamos criando um meio (habitat) muito distinto. A civilização moderna, com seus meios técnicos de transporte, seus meios de comunicação (imprensa, rádio, cinema, TV), enfim, com seus meios mecânicos e até electrónicos de interrelação, está oferecendo ao homem novas formas de perceber, de intuir, sentir e pensar.


O acto de comunicar implica um pensar crítico, sem ele não pode existir comunicação e sem comunicação não há verdadeira educação. Afinal, antes de ser um processo unicamente técnico, a comunicação é um processo eminentemente humano.

Postado por Joaquim Carlos, Coordenador do Projecto Imagem e Comunicação, podendo as imagens ser usadas na condição de ser feita referencia da sua fonte.

Restaurante ‘O Cagareu’ localizado na zona das Barrocas em Aveiro

Restaurante ‘O Cagareu’ localizado na zona das Barrocas em Aveiro


- Restaurante,
- Snack – Bar
- Take Away
- Sala P/Grupos
 
Imagem do 1º. Jantar de Natal Solidário da ADASCA. Os interessados também podem dar um pé de dança.


Tratasse de um restaurante histórico, localizado na Rua Magistério Primário, nº. 14 (junto à Igreja das Barrocas), na zona das Barrocas, também um bairro típico da cidade de Aveiro.



Os interessados em obter mais informações, pode fazê-lo através do Telef: 234 188 025 ou pelo e-mail: cagareurestaurante@gmail.com

12.17.2014

Colheitas de Sangue Dias 20, 27 e 31 Dezembro no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro

Colheitas de Sangue Dias 20, 27 e 31 Dezembro no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro

As próximas Colheitas de Sangue vão decorrer nos Dias 20, 27 e 31 de Dezembro todas entre as 9:00 horas e as 13:00 horas no Posto Fixo da ADASCA, localizado no Mercado Municipal de Santiago, 1º. Piso. Compareçam, divulguem, sejam solidários.

Lembramos que o Mercado Municipal de Santiago dispõe de excelentes para estacionamento das viaturas, como ainda um Parque de Estacionamento Subterrâneo onde podem deixar as viaturas a título gratuito, sem correr riscos de ser multado.

O sangue é um dos elementos muito importante para a vida, a sua aquisição tem que vir do homem, já que sem o homem não há sangue nos hospitais e para nós é um gesto de agradecer/louvar.

“Deus deu ao homem a capacidade de ir para a Lua, mas ainda não deu a capacidade de criar uma substância que substitua o sangue. Talvez para que o homem nunca se esqueça de que um depende do outro, sempre”. (Marielly Campos).


"Decidi doar simplesmente. Acho que essa é uma atitude que todos nós deveríamos ter. Ajudar o próximo é uma atitude humana", disse a mais nova dadora associada da ADASCA.

Já Paulo da Silva, de 39 anos, disse que aquela era a sua quarta dádiva. "Sempre venho aqui de três em três meses para fazer a minha doação. Estou a cumprir com o meu dever cívico, fazendo a minha parte e sei que várias pessoas são beneficiadas com o meu esforço", afirma.

"Não existe nada que substitua o sangue humano, ele é vida. A doação é um acto de solidariedade que ajuda a salvar vidas. Por isso convidamos a todos para que sejam dadores fiéis e ajudem nesta difícil missão de dar vida a quem precisa". "Se estão pedindo é porque há pessoas que estão necessitando. Amanhã, quem sabe, eu mesma, ou um familiar nosso pode precisar”, desabafa a Rosemary.

Dar e aceitar: dois gestos que resumem a vida humana e lhe dão um sentido redobrado. Compareçam... Tragam um(a) amigo(a), mesmo que aparentemente sejamos muitos, nunca somos de mais. A vida é um dom inestimável e maravilhoso que o homem tem pelo simples facto de ser homem.

Ajudem a divulgar esta mensagem reencaminhando-a para os vossos amigos.

Amem a liberdade, sejam felizes
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
ONDE POSSO DOAR SANGUE EM AVEIRO NO ANO DE 2015?
Quem quiser tem as Coordenadas GPS: N 40.62659,W -8.65133

NB: Aproveite e inscreva-se como potencial dador de medula óssea.

Atenção: Alguns grandes jornais e revistas com circulação nacional deixaram de dar voz às associações de dadores de sangue, alinhando assim com a indiferença com que o governo nos tem votado.
Aos leitores que não concordam com este tratamento inaceitável, apelamos que cancelem as suas assinaturas, ou deixem de comprá-los nos locais habituais!
Estamos perante uma nova versão para praticar a censura: é não dar cobertura jornalística.
http://aveiro123-portaaberta.blogspot.pt/2014/11/imprensa-nao-da-voz-as-associacoes-de.html

12.16.2014

NATAL MAIS SOLIDÁRIO PARA OS NOSSOS POBRES

NATAL MAIS SOLIDÁRIO PARA OS NOSSOS POBRES

O meu coração, embora cansado de bater, transborda de ternura e de amor para com os seres e as coisas, nesta quadra festiva e evocativa. No entanto, nunca como nesta data, me sinto mais triste e angustioso. Lembro-me dos que nada têm, nem família ou parentes chegados, e que nesta altura se sentem como se nada fossem nesta vida e neste mundo onde se instalou a confusão, com agravante da chaga do desemprego.
A esses eu abro os braços, e todos os que sofrem, por várias razões, são a grande família que neles aperto de encontro ao meu coração. Mas sofro ainda mais porque não tenho possibilidade, de levar um pedaço de pão a todos os que têm fome, um agasalho aos que têm frio, uma palavra de conforto aos desesperados.

Eu sozinho, pouco posso fazer em favor dos famintos e dos desgraçados a quem a vida jamais sorriu. Mas tu, amigo, e tu aqueloutro e outro mais, todos nós em conjunto, se quisermos, somos capazes de realizar alguma coisa de belo e humano e erguer uma voz cujo eco repetirá pelas artérias congestionadas dessas grandes cidades.
As riquezas do mundo estão mal distribuídas, e em cada homem existe uma dose de egoísmo (excepção feita aos espíritos raros) que empalidece o brilho dos seus sentimentos.
Não é preciso ter a piedade de Jesus, a filosofia de Job ou a ternura de S. Francisco para dar a quem sofre. Para isso basta dedicar um único dos mil quatrocentos e quarenta minutos que o dia tem, analisar as nossas acções.
Quantas iniquidades cometemos com o sorriso nos lábios, e valha a verdade, sem mesmo as avaliar. Perdulários, vaidosos e sôfregos de prazer, há homens e mulheres que consomem fortunas nas suas futilidades, quase sem discutir preço, mas pensam três vezes na modestíssima quantia com que hão-de subscrever um donativo.
É verdade que os bens terrenos não têm uma divisão equitativa, mas eu não censuro os ricos... Nada disso. Que Deus lhes aumente ainda mais a riqueza! O que eu lhes peço é que se lembrem dos que nada têm e por eles distribuam um pouquinho da sua fartura.

É isso o que eu te quero dizer, amigo. Que o teu monte cresça; gasta ou amealha, conforme queiras, mas não te esqueças de que há tanta gente necessitada a quem as migalhas da tua mesa e as roupas quase esquecidas nas tuas gavetas, poderiam alimentar e agasalhar.
Na maioria das casas ainda não existe o chamado "quarto de arrumos" que melhor se chamaria o "cemitério das coisas". Durante anos, objectos e roupas ali envelhecem, se deterioram e quando o bolor e a traça completam a sua nefasta acção, vai tudo para o lixo.
Isto só tem uma qualificação: procedimento criminoso. Nalguns casos raros, dá-se a um pobre um casaco já bafiento ou um par de sapatos com as solas esburacadas. No entanto, esse casaco, há anos, quando foi "arrumado" no tal quarto, era de aspecto decente e não tinha bafio; porque não se deu nessa altura a quem dele precisasse? Para que se deixou estragar? Os sapatos que se puseram de parte, ainda em estado de conservação aceitável, por que não se deram também nessa ocasião? Porque o egoístico sentimento de posse não o permitiu. Há quem estupidamente delire em dizer para si mesmo: "está ali, é meu"! "E o está ali" apodrece, não lhe serve para nada nem aproveita a ninguém!

Não se suponha que faço aqui a apologia de se exercer a caridade apenas na quadra do Natal. Os pobres precisam durante todo o ano, mas eu, amigo leitor, é que aproveito esta oportunidade da Festa Familiar para falar ao teu coração, para lembrar aquilo que deves fazer sempre: DAR!
Há uns anos, numa digressão que efectuei ao Algarve, li um reclame que dizia assim: "Comer chocolates da marca tal é sempre Domingo". Porquê? Porque o domingo é o dia que nos agrada, é o dia que nos dá maior prazer. Ora, para termos o prazer de dar, é sempre domingo!
O prazer de dar suplanta todos os outros. Experimenta, amigo, e verás com que alegria dás aos necessitados o que a ti não faz falta! Contudo, dá o que pode ser imediatamente aproveitado e não, por exemplo, o par de sapatos esburacados; quem os recebe não tem dinheiro para a meias solas e, por isso, continua a andar com os dedos de fora; assim dá-lhe ao menos, o necessário para o sapateiro; isso será duplamente agradecido. Não basta dar; é preciso dar o que é útil.
Dá com o coração e com a cabeça e lembra-te sempre que "dar aos pobres é emprestar a Deus". Não te sentirás ufano em ser credor da Omnipotência? Pois olha que isso é fácil. Dá tudo o que não precisares, e dá também, se assim o entenderes, alguma coisa do que necessitas. Vê bem que os pobres, como tu, possuem um estômago e, como tu também, um corpo que precisa de ser vestido.
Não alimentes nem estimules com o teu óbulo (donativo) a mendicidade industriosa, mas socorre a verdadeira miséria, e principalmente a miséria envergonhada, aquela que raras vezes estende a mão à caridade pública. Eleva um pensamento a tua mãe quando encontrares aquela velhinha trôpega, recorda-te dos teus filhos quando vires dois garotinhos andrajosos, de facezitas esquáticas, e lembra-te de i próprio se eles te pedirem esmola para o pai doente.
Ah! Tu já tens lágrimas nos olhos! Bom sinal! Eu bem sabia que tinhas coração, amigo. Aproveita então esta oportunidade do Natal e faz uma revista ao "quarto de arrumos", compartimento, aliás, que agora penso que já existe nas novas casas, visto que os técnicos negaram em tempos e com razão, a sua "utilidade".
Quer tenhas quer não, abre os armários, as gavetas e as malas. O que ai há de roupa que não usas! Vestidos de tua mulher, fatos teus, calçado, um mundo de coisas entregues à volúpia da traça, por mais naftalina que lhe ponhas.

Não haverá ao pé da tua porta pessoas a quem sejam altamente úteis essas tuas inutilidades? Não tens a quem dar? Então despacha isso para nós, melhor entregue tudo isso na nossa associação. A ADASCA sabe onde a miséria vive; nós conhecemos pobres que necessitam do teu auxílio, aqueles a quem as coisas velhas, sem préstimo para ti, vão servir de coisas novas, cheiinhas de utilidade.
Procede como te digo e, aliás como o teu coração manda. Quando vires pela porta fora os velhos trastes e roupas do teu "cemitério das coisas", sentirás um imenso alívio na consciência e um aleluia bem fundo no coração. O teu fato com que embirravas, e por isso não vestias, em vez de jazer no túmulo duma mala, vai de novo servir para cobrir um ser igualzinho a ti, mas a quem a fortuna não bafejou. Isto não te alegra? Certamente que sim. Verás como este Natal terá um novo encanto! 
Sentado à mesa farta, no aconchego da tua casa e rodeado pela tua família, pousarás os olhos no Menino rosado do presépio, que, desde as palhinhas do seu berço, te sorri com elevo.
O olhar de Jesus Cristo cai sobre ti, e o seu coração, como o meu e o teu, transborda de ternura e alegria, ao ver que os homens não esqueceram de todo a verdade do Seu Verbo, nem em vão Ele viveu uma existência terrena de martírio, a pedir para os que têm fome e têm frio.

As riquezas amontoadas causam perturbações sociais e inquietação permanente. O
mundo tem necessidade de gestos solidários concretos. O frio chegou: o necessitado espera.
Boas Festas, amigo, e em nome dos deserdados que, nesta quadra, devem a ti um pouco de conforto, a eterna gratidão do amigo de sempre.

Por Joaquim Carlos.
Presidente da Direcção da ADASCA
Site: www.adasca.pt
Blog: aveiro123-portaaberta.blogspot.com
Tlm: 964 470 432 – Telef: 234 095 331


NB: Os interessados em ajudar com donativos podem fazê-lo de forma segura por transferência bancária, ou através de cheque nominativo a ADASCA.
NIB da ADASCA: 0036 0189 99100051821.35, Montepio Geral, Balcão de Aveiro, opção donativo, Eucalipto, Rua de Anadia, nº. 10, Empreendimento Vila Jovem, 3810-208 Aveiro.

*Aceitamos roupas de adulto e criança, calçado, brinquedos, azeite, óleo, bacalhau, enlatados, arroz, massas, frutos secos, farinha, açúcar, bolachas/biscoitos, leite, chocolate em pó em barras, bolos rei, café, chá, entre outros bens alimentícios de longa duração.


Emitimos recibos.

12.14.2014

Instituto do Sangue foca-se nos novos dadores para travar quebra de 6% nas colheitas

Instituto do Sangue foca-se nos novos dadores para travar quebra de 6% nas colheitas

ROMANA BORJA-SANTOS 12/12/2014 - 20:33


Campanha “Dador 1.ª Vez” conta com música de Luísa Sobral. Quem se estrear nas dádivas leva diploma para casa.

As reservas do país estão garantidas e, qualquer que seja o grupo sanguíneo dos doentes, há unidades de sangue suficientes para mais de dez dias. Mas, perante a saída de jovens do país e o envelhecimento da população, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), lançou uma nova campanha que se foca precisamente nos novos dadores, visto que até ao final de Outubro houve uma quebra de 6% nas colheitas de sangue. Uma tendência que é preciso estancar.

Temos como principal objectivo cativar os dadores que o fazem pela primeira vez e ao pensarmos em dadores de primeira vez estamos a pensar predominantemente nas camadas mais jovens da população. As reservas têm estado garantidas, mas temos de preparar o nosso futuro, pois temos uma população muito envelhecida e muitos jovens a deixar o país”, explicou ao PÚBLICO o presidente do IPST, alertando que na altura do Natal, seja pelas férias como por doenças como a gripe, costuma haver uma quebra nas reservas.

De acordo com os dados avançados por Hélder Trindade, até ao dia 31 de Outubro deste ano foram recolhidas 163.090 unidades de sangue, quando no mesmo período do ano passado tinham sido 173.617 – o que representa uma quebra na ordem dos 6%. Quando ao número de dadores, no ano passado foram registados 26.760 dadores de primeira vez, representando este grupo quase 20% do total de inscritos.

A descida nas colheitas foi, no entanto, compensada pela redução do número de unidades de sangue utilizadas pelos hospitais, que caiu em relação aos anos anteriores. “As cirurgias são cada vez menos invasivas, existindo cada vez mais procedimentos por endoscopia. A grande cirurgia é cada vez mais uma minoria”, exemplificou o presidente do IPST, alertando, ainda assim, que com o envelhecimento da população a pressão colocada sobre a prestação de cuidados de saúde vai ter tendência para aumentar.

Quanto à campanha intitulada “Dador 1.ª Vez” e apresentada nesta sexta-feira pelo IPST, Hélder Trindade adiantou que segue a tendência do instituto de comunicar de forma mais directa com os potenciais dadores e com uma linguagem mais dirigida aos jovens. “A campanha conta com uma música de Luísa Sobral sobre dar sangue, que espero que seja muito badalada. Em Janeiro e Fevereiro vamos também contar com spots com o Nuno Markl”, acrescentou o responsável, explicando que a campanha conta com anúncios para rádio, televisão e em superfícies comerciais que ilustrarão de forma cómica o acto de dar sangue pela primeira vez. Quem aderir receberá, também, um diploma.

“Queremos aproximar-nos dos mais jovens e com o diploma lembrar que devem continuar a dar. Hoje para ti, amanhã para mim. Se cumprirmos o nosso dever social de solidariedade nós também estamos seguros. Pode ser um pouco egoísta dizer-se isto assim, mas sabemos que é verdade”, defendeu Hélder Trindade. A campanha associada à série The Walking Dead, apesar das críticas, também vai continuar. “Neste ano conseguimos 760 dádivas da campanha e 70% foram de novos dadores”, afirmou o presidente do IPST, considerando que este é um exemplo de que devem “estar onde estão os mais novos”.

Em relação ao facto de desde há três anos os dadores terem perdido a isenção nas taxas moderadoras, Hélder Trindade reconhece que discorda da medida, mas acredita que esta mudança não está a afastar as pessoas, estando mesmo ultrapassada. Ainda assim, admite que as dificuldades no trabalho e em pagar transportes podem afastar alguns dadores.


Postado por Joaquim Carlos

Comentários: O Dr. Hélder Trindade desde que iniciou funções no Conselho Directivo do IPST, tem apresentado um conjunto de justificações para todas as quebras de dádivas de sangue, decorreram elas em qualquer época do ano, empurrando para o lado da irresponsabilidade as medidas legislativas que foram implementadas pelo ministério da saúde.

A causa principal prende-se com a retirada da isenção das taxas moderadoras aos dadores de sangue nos hospitais públicos, ainda que as dificuldades de ausência do trabalho e em suportar os custos dos transportes possam condicionar as deslocações dos dadores, todos os dirigentes associativos reconhecem isso.

A retirada da isenção nos hospitais públicos continua a ser assunto sério para os dirigentes associativos, causa que não vamos permitir que seja empurrada para o fundo de qualquer gaveta.

“A campanha associada à série The Walking Dead, apesar das críticas, também vai continuar.” Esta a sua afirmação categórica, o mesmo é dizer que a falta de respeito pela dignidade do dador vai continuar, porque a necessidade justifica recorrer a todos os meios, até aos mais indignos…

Quiçá, alguns dirigentes tenham que recorrer a meios pouco simpáticos para pôr termo a esta falta de vergonha, que classificamos de comércio descarado de sangue humano em Portugal.

Note-se que, apesar do descontentamento generalizado da maioria dos dirigentes associativos, ainda não foi pedida a demissão do Dr. Hélder Trindade, por uma questão de delicadeza e humanismo pelas responsabilidades que as funções exigem… mas, não está descurada uma tomada de posição sobre essa possibilidade.

O Dr. Hélder Trindade, nunca se decidiu estar presente nas Convenções Nacionais de Dadores, para ali nos transmitir as suas preocupações, e o que pretende implementar no futuro nos Centros Regionais de Sangue. Porque será? Mas, na primeira oportunidade, serve-se da imprensa para nos enviar recados e apontar o dedo acusatório.

Uma vez que as federações nada têm feito para inverter certos acontecimentos, alguém vai ter que, em breve tomar decisões/posições pouco agradáveis para o Dr. Hélder Trindade.

O IPST não pode continuar barricado no diálogo com os dirigentes associativos. Cada vez mais se justifica o surgimento de uma nova estrutura de âmbito nacional, para intervir na área jurídica para que, os dadores se sintam convenientemente representados, e não serem usados em jogos de gabinete pouco claros, em nada dignificando o gesto de doar sangue. Uma questão de tempo.

Haja RESPEITO por quem se disponibiliza para doar o que seu corpo produz. As pessoas “vendem-se” por pouco, os valores de consciência são com frequência manipulados.

Seja reposta a isenção das taxas moderadoras aos dadores nos hospitais públicos, na certa que, os que deixaram de comparecer regressarão. Façam a vossa parte, e nós fazemos a nossa.