12.17.2014

Colheitas de Sangue Dias 20, 27 e 31 Dezembro no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro

Colheitas de Sangue Dias 20, 27 e 31 Dezembro no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro

As próximas Colheitas de Sangue vão decorrer nos Dias 20, 27 e 31 de Dezembro todas entre as 9:00 horas e as 13:00 horas no Posto Fixo da ADASCA, localizado no Mercado Municipal de Santiago, 1º. Piso. Compareçam, divulguem, sejam solidários.

Lembramos que o Mercado Municipal de Santiago dispõe de excelentes para estacionamento das viaturas, como ainda um Parque de Estacionamento Subterrâneo onde podem deixar as viaturas a título gratuito, sem correr riscos de ser multado.

O sangue é um dos elementos muito importante para a vida, a sua aquisição tem que vir do homem, já que sem o homem não há sangue nos hospitais e para nós é um gesto de agradecer/louvar.

“Deus deu ao homem a capacidade de ir para a Lua, mas ainda não deu a capacidade de criar uma substância que substitua o sangue. Talvez para que o homem nunca se esqueça de que um depende do outro, sempre”. (Marielly Campos).


"Decidi doar simplesmente. Acho que essa é uma atitude que todos nós deveríamos ter. Ajudar o próximo é uma atitude humana", disse a mais nova dadora associada da ADASCA.

Já Paulo da Silva, de 39 anos, disse que aquela era a sua quarta dádiva. "Sempre venho aqui de três em três meses para fazer a minha doação. Estou a cumprir com o meu dever cívico, fazendo a minha parte e sei que várias pessoas são beneficiadas com o meu esforço", afirma.

"Não existe nada que substitua o sangue humano, ele é vida. A doação é um acto de solidariedade que ajuda a salvar vidas. Por isso convidamos a todos para que sejam dadores fiéis e ajudem nesta difícil missão de dar vida a quem precisa". "Se estão pedindo é porque há pessoas que estão necessitando. Amanhã, quem sabe, eu mesma, ou um familiar nosso pode precisar”, desabafa a Rosemary.

Dar e aceitar: dois gestos que resumem a vida humana e lhe dão um sentido redobrado. Compareçam... Tragam um(a) amigo(a), mesmo que aparentemente sejamos muitos, nunca somos de mais. A vida é um dom inestimável e maravilhoso que o homem tem pelo simples facto de ser homem.

Ajudem a divulgar esta mensagem reencaminhando-a para os vossos amigos.

Amem a liberdade, sejam felizes
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
ONDE POSSO DOAR SANGUE EM AVEIRO NO ANO DE 2015?
Quem quiser tem as Coordenadas GPS: N 40.62659,W -8.65133

NB: Aproveite e inscreva-se como potencial dador de medula óssea.

Atenção: Alguns grandes jornais e revistas com circulação nacional deixaram de dar voz às associações de dadores de sangue, alinhando assim com a indiferença com que o governo nos tem votado.
Aos leitores que não concordam com este tratamento inaceitável, apelamos que cancelem as suas assinaturas, ou deixem de comprá-los nos locais habituais!
Estamos perante uma nova versão para praticar a censura: é não dar cobertura jornalística.
http://aveiro123-portaaberta.blogspot.pt/2014/11/imprensa-nao-da-voz-as-associacoes-de.html

12.16.2014

NATAL MAIS SOLIDÁRIO PARA OS NOSSOS POBRES

NATAL MAIS SOLIDÁRIO PARA OS NOSSOS POBRES

O meu coração, embora cansado de bater, transborda de ternura e de amor para com os seres e as coisas, nesta quadra festiva e evocativa. No entanto, nunca como nesta data, me sinto mais triste e angustioso. Lembro-me dos que nada têm, nem família ou parentes chegados, e que nesta altura se sentem como se nada fossem nesta vida e neste mundo onde se instalou a confusão, com agravante da chaga do desemprego.
A esses eu abro os braços, e todos os que sofrem, por várias razões, são a grande família que neles aperto de encontro ao meu coração. Mas sofro ainda mais porque não tenho possibilidade, de levar um pedaço de pão a todos os que têm fome, um agasalho aos que têm frio, uma palavra de conforto aos desesperados.

Eu sozinho, pouco posso fazer em favor dos famintos e dos desgraçados a quem a vida jamais sorriu. Mas tu, amigo, e tu aqueloutro e outro mais, todos nós em conjunto, se quisermos, somos capazes de realizar alguma coisa de belo e humano e erguer uma voz cujo eco repetirá pelas artérias congestionadas dessas grandes cidades.
As riquezas do mundo estão mal distribuídas, e em cada homem existe uma dose de egoísmo (excepção feita aos espíritos raros) que empalidece o brilho dos seus sentimentos.
Não é preciso ter a piedade de Jesus, a filosofia de Job ou a ternura de S. Francisco para dar a quem sofre. Para isso basta dedicar um único dos mil quatrocentos e quarenta minutos que o dia tem, analisar as nossas acções.
Quantas iniquidades cometemos com o sorriso nos lábios, e valha a verdade, sem mesmo as avaliar. Perdulários, vaidosos e sôfregos de prazer, há homens e mulheres que consomem fortunas nas suas futilidades, quase sem discutir preço, mas pensam três vezes na modestíssima quantia com que hão-de subscrever um donativo.
É verdade que os bens terrenos não têm uma divisão equitativa, mas eu não censuro os ricos... Nada disso. Que Deus lhes aumente ainda mais a riqueza! O que eu lhes peço é que se lembrem dos que nada têm e por eles distribuam um pouquinho da sua fartura.

É isso o que eu te quero dizer, amigo. Que o teu monte cresça; gasta ou amealha, conforme queiras, mas não te esqueças de que há tanta gente necessitada a quem as migalhas da tua mesa e as roupas quase esquecidas nas tuas gavetas, poderiam alimentar e agasalhar.
Na maioria das casas ainda não existe o chamado "quarto de arrumos" que melhor se chamaria o "cemitério das coisas". Durante anos, objectos e roupas ali envelhecem, se deterioram e quando o bolor e a traça completam a sua nefasta acção, vai tudo para o lixo.
Isto só tem uma qualificação: procedimento criminoso. Nalguns casos raros, dá-se a um pobre um casaco já bafiento ou um par de sapatos com as solas esburacadas. No entanto, esse casaco, há anos, quando foi "arrumado" no tal quarto, era de aspecto decente e não tinha bafio; porque não se deu nessa altura a quem dele precisasse? Para que se deixou estragar? Os sapatos que se puseram de parte, ainda em estado de conservação aceitável, por que não se deram também nessa ocasião? Porque o egoístico sentimento de posse não o permitiu. Há quem estupidamente delire em dizer para si mesmo: "está ali, é meu"! "E o está ali" apodrece, não lhe serve para nada nem aproveita a ninguém!

Não se suponha que faço aqui a apologia de se exercer a caridade apenas na quadra do Natal. Os pobres precisam durante todo o ano, mas eu, amigo leitor, é que aproveito esta oportunidade da Festa Familiar para falar ao teu coração, para lembrar aquilo que deves fazer sempre: DAR!
Há uns anos, numa digressão que efectuei ao Algarve, li um reclame que dizia assim: "Comer chocolates da marca tal é sempre Domingo". Porquê? Porque o domingo é o dia que nos agrada, é o dia que nos dá maior prazer. Ora, para termos o prazer de dar, é sempre domingo!
O prazer de dar suplanta todos os outros. Experimenta, amigo, e verás com que alegria dás aos necessitados o que a ti não faz falta! Contudo, dá o que pode ser imediatamente aproveitado e não, por exemplo, o par de sapatos esburacados; quem os recebe não tem dinheiro para a meias solas e, por isso, continua a andar com os dedos de fora; assim dá-lhe ao menos, o necessário para o sapateiro; isso será duplamente agradecido. Não basta dar; é preciso dar o que é útil.
Dá com o coração e com a cabeça e lembra-te sempre que "dar aos pobres é emprestar a Deus". Não te sentirás ufano em ser credor da Omnipotência? Pois olha que isso é fácil. Dá tudo o que não precisares, e dá também, se assim o entenderes, alguma coisa do que necessitas. Vê bem que os pobres, como tu, possuem um estômago e, como tu também, um corpo que precisa de ser vestido.
Não alimentes nem estimules com o teu óbulo (donativo) a mendicidade industriosa, mas socorre a verdadeira miséria, e principalmente a miséria envergonhada, aquela que raras vezes estende a mão à caridade pública. Eleva um pensamento a tua mãe quando encontrares aquela velhinha trôpega, recorda-te dos teus filhos quando vires dois garotinhos andrajosos, de facezitas esquáticas, e lembra-te de i próprio se eles te pedirem esmola para o pai doente.
Ah! Tu já tens lágrimas nos olhos! Bom sinal! Eu bem sabia que tinhas coração, amigo. Aproveita então esta oportunidade do Natal e faz uma revista ao "quarto de arrumos", compartimento, aliás, que agora penso que já existe nas novas casas, visto que os técnicos negaram em tempos e com razão, a sua "utilidade".
Quer tenhas quer não, abre os armários, as gavetas e as malas. O que ai há de roupa que não usas! Vestidos de tua mulher, fatos teus, calçado, um mundo de coisas entregues à volúpia da traça, por mais naftalina que lhe ponhas.

Não haverá ao pé da tua porta pessoas a quem sejam altamente úteis essas tuas inutilidades? Não tens a quem dar? Então despacha isso para nós, melhor entregue tudo isso na nossa associação. A ADASCA sabe onde a miséria vive; nós conhecemos pobres que necessitam do teu auxílio, aqueles a quem as coisas velhas, sem préstimo para ti, vão servir de coisas novas, cheiinhas de utilidade.
Procede como te digo e, aliás como o teu coração manda. Quando vires pela porta fora os velhos trastes e roupas do teu "cemitério das coisas", sentirás um imenso alívio na consciência e um aleluia bem fundo no coração. O teu fato com que embirravas, e por isso não vestias, em vez de jazer no túmulo duma mala, vai de novo servir para cobrir um ser igualzinho a ti, mas a quem a fortuna não bafejou. Isto não te alegra? Certamente que sim. Verás como este Natal terá um novo encanto! 
Sentado à mesa farta, no aconchego da tua casa e rodeado pela tua família, pousarás os olhos no Menino rosado do presépio, que, desde as palhinhas do seu berço, te sorri com elevo.
O olhar de Jesus Cristo cai sobre ti, e o seu coração, como o meu e o teu, transborda de ternura e alegria, ao ver que os homens não esqueceram de todo a verdade do Seu Verbo, nem em vão Ele viveu uma existência terrena de martírio, a pedir para os que têm fome e têm frio.

As riquezas amontoadas causam perturbações sociais e inquietação permanente. O
mundo tem necessidade de gestos solidários concretos. O frio chegou: o necessitado espera.
Boas Festas, amigo, e em nome dos deserdados que, nesta quadra, devem a ti um pouco de conforto, a eterna gratidão do amigo de sempre.

Por Joaquim Carlos.
Presidente da Direcção da ADASCA
Site: www.adasca.pt
Blog: aveiro123-portaaberta.blogspot.com
Tlm: 964 470 432 – Telef: 234 095 331


NB: Os interessados em ajudar com donativos podem fazê-lo de forma segura por transferência bancária, ou através de cheque nominativo a ADASCA.
NIB da ADASCA: 0036 0189 99100051821.35, Montepio Geral, Balcão de Aveiro, opção donativo, Eucalipto, Rua de Anadia, nº. 10, Empreendimento Vila Jovem, 3810-208 Aveiro.

*Aceitamos roupas de adulto e criança, calçado, brinquedos, azeite, óleo, bacalhau, enlatados, arroz, massas, frutos secos, farinha, açúcar, bolachas/biscoitos, leite, chocolate em pó em barras, bolos rei, café, chá, entre outros bens alimentícios de longa duração.


Emitimos recibos.

12.14.2014

Instituto do Sangue foca-se nos novos dadores para travar quebra de 6% nas colheitas

Instituto do Sangue foca-se nos novos dadores para travar quebra de 6% nas colheitas

ROMANA BORJA-SANTOS 12/12/2014 - 20:33


Campanha “Dador 1.ª Vez” conta com música de Luísa Sobral. Quem se estrear nas dádivas leva diploma para casa.

As reservas do país estão garantidas e, qualquer que seja o grupo sanguíneo dos doentes, há unidades de sangue suficientes para mais de dez dias. Mas, perante a saída de jovens do país e o envelhecimento da população, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), lançou uma nova campanha que se foca precisamente nos novos dadores, visto que até ao final de Outubro houve uma quebra de 6% nas colheitas de sangue. Uma tendência que é preciso estancar.

Temos como principal objectivo cativar os dadores que o fazem pela primeira vez e ao pensarmos em dadores de primeira vez estamos a pensar predominantemente nas camadas mais jovens da população. As reservas têm estado garantidas, mas temos de preparar o nosso futuro, pois temos uma população muito envelhecida e muitos jovens a deixar o país”, explicou ao PÚBLICO o presidente do IPST, alertando que na altura do Natal, seja pelas férias como por doenças como a gripe, costuma haver uma quebra nas reservas.

De acordo com os dados avançados por Hélder Trindade, até ao dia 31 de Outubro deste ano foram recolhidas 163.090 unidades de sangue, quando no mesmo período do ano passado tinham sido 173.617 – o que representa uma quebra na ordem dos 6%. Quando ao número de dadores, no ano passado foram registados 26.760 dadores de primeira vez, representando este grupo quase 20% do total de inscritos.

A descida nas colheitas foi, no entanto, compensada pela redução do número de unidades de sangue utilizadas pelos hospitais, que caiu em relação aos anos anteriores. “As cirurgias são cada vez menos invasivas, existindo cada vez mais procedimentos por endoscopia. A grande cirurgia é cada vez mais uma minoria”, exemplificou o presidente do IPST, alertando, ainda assim, que com o envelhecimento da população a pressão colocada sobre a prestação de cuidados de saúde vai ter tendência para aumentar.

Quanto à campanha intitulada “Dador 1.ª Vez” e apresentada nesta sexta-feira pelo IPST, Hélder Trindade adiantou que segue a tendência do instituto de comunicar de forma mais directa com os potenciais dadores e com uma linguagem mais dirigida aos jovens. “A campanha conta com uma música de Luísa Sobral sobre dar sangue, que espero que seja muito badalada. Em Janeiro e Fevereiro vamos também contar com spots com o Nuno Markl”, acrescentou o responsável, explicando que a campanha conta com anúncios para rádio, televisão e em superfícies comerciais que ilustrarão de forma cómica o acto de dar sangue pela primeira vez. Quem aderir receberá, também, um diploma.

“Queremos aproximar-nos dos mais jovens e com o diploma lembrar que devem continuar a dar. Hoje para ti, amanhã para mim. Se cumprirmos o nosso dever social de solidariedade nós também estamos seguros. Pode ser um pouco egoísta dizer-se isto assim, mas sabemos que é verdade”, defendeu Hélder Trindade. A campanha associada à série The Walking Dead, apesar das críticas, também vai continuar. “Neste ano conseguimos 760 dádivas da campanha e 70% foram de novos dadores”, afirmou o presidente do IPST, considerando que este é um exemplo de que devem “estar onde estão os mais novos”.

Em relação ao facto de desde há três anos os dadores terem perdido a isenção nas taxas moderadoras, Hélder Trindade reconhece que discorda da medida, mas acredita que esta mudança não está a afastar as pessoas, estando mesmo ultrapassada. Ainda assim, admite que as dificuldades no trabalho e em pagar transportes podem afastar alguns dadores.


Postado por Joaquim Carlos

Comentários: O Dr. Hélder Trindade desde que iniciou funções no Conselho Directivo do IPST, tem apresentado um conjunto de justificações para todas as quebras de dádivas de sangue, decorreram elas em qualquer época do ano, empurrando para o lado da irresponsabilidade as medidas legislativas que foram implementadas pelo ministério da saúde.

A causa principal prende-se com a retirada da isenção das taxas moderadoras aos dadores de sangue nos hospitais públicos, ainda que as dificuldades de ausência do trabalho e em suportar os custos dos transportes possam condicionar as deslocações dos dadores, todos os dirigentes associativos reconhecem isso.

A retirada da isenção nos hospitais públicos continua a ser assunto sério para os dirigentes associativos, causa que não vamos permitir que seja empurrada para o fundo de qualquer gaveta.

“A campanha associada à série The Walking Dead, apesar das críticas, também vai continuar.” Esta a sua afirmação categórica, o mesmo é dizer que a falta de respeito pela dignidade do dador vai continuar, porque a necessidade justifica recorrer a todos os meios, até aos mais indignos…

Quiçá, alguns dirigentes tenham que recorrer a meios pouco simpáticos para pôr termo a esta falta de vergonha, que classificamos de comércio descarado de sangue humano em Portugal.

Note-se que, apesar do descontentamento generalizado da maioria dos dirigentes associativos, ainda não foi pedida a demissão do Dr. Hélder Trindade, por uma questão de delicadeza e humanismo pelas responsabilidades que as funções exigem… mas, não está descurada uma tomada de posição sobre essa possibilidade.

O Dr. Hélder Trindade, nunca se decidiu estar presente nas Convenções Nacionais de Dadores, para ali nos transmitir as suas preocupações, e o que pretende implementar no futuro nos Centros Regionais de Sangue. Porque será? Mas, na primeira oportunidade, serve-se da imprensa para nos enviar recados e apontar o dedo acusatório.

Uma vez que as federações nada têm feito para inverter certos acontecimentos, alguém vai ter que, em breve tomar decisões/posições pouco agradáveis para o Dr. Hélder Trindade.

O IPST não pode continuar barricado no diálogo com os dirigentes associativos. Cada vez mais se justifica o surgimento de uma nova estrutura de âmbito nacional, para intervir na área jurídica para que, os dadores se sintam convenientemente representados, e não serem usados em jogos de gabinete pouco claros, em nada dignificando o gesto de doar sangue. Uma questão de tempo.

Haja RESPEITO por quem se disponibiliza para doar o que seu corpo produz. As pessoas “vendem-se” por pouco, os valores de consciência são com frequência manipulados.

Seja reposta a isenção das taxas moderadoras aos dadores nos hospitais públicos, na certa que, os que deixaram de comparecer regressarão. Façam a vossa parte, e nós fazemos a nossa.

12.12.2014

Colheitas de sangue diminuiram 6%, instituto quer chamar mais jovens à dádiva

Colheitas de sangue diminuiram 6%, instituto quer chamar mais jovens à dádiva




O Instituto Português do Sangue revelou hoje que, a 31 de outubro, havia menos 6% de dadores inscritos do que no mesmo mês do ano anterior, e destacou a necessidade de angariar mais novos dadores, para precaver o futuro.

"Tivemos uma diminuição de 6% de colheitas efetivas, o que correspondeu a menos 10.527 colheitas", disse à Lusa o presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), Hélder Trindade.

O responsável salientou, no entanto, que nesse mesmo período o país também gastou menos sangue, em grande parte porque as cirurgias são cada vez menos invasivas.

Assim, de acordo com os dados do IPST, o país consumiu por dia menos 104,8 unidades de sangue, tendo o instituto fornecido menos 30 unidades por dia.

A "Campanha 1.ª vez", hoje apresentada, é muito dirigida aos jovens, razão por que conta com a participação da cantora Luísa Sobral, e estará brevemente em 'spots' televisivos e de rádio. "O objetivo é chamar a atenção dos jovens, para compensar as perdas que temos tido. Não sentimos que perdemos a juventude, conseguimos manter, mas não é suficiente", afirmou Helder Trindade.

Em 2013 houve 26.760 dadores de primeira vez, que representaram 19% do total de dadores, acrescentou. "O problema é que não podemos pensar só no dia de hoje, porque o país está a envelhecer e a emigração, que não conseguimos travar, atinge as camadas mais jovens", explicou o presidente do IPST.


Esta é, por isso, uma campanha mais virada para o futuro e para a prevenção, até porque, além do envelhecimento da população e da emigração, "não há apetência à dádiva" por uma série de outros fatores, como "o preço dos transportes, as dificuldades das empresas e a situação social".

Postado por Joaquim Carlos

Comentários: os dirigentes associativos têm apelado com alguma insistência ao ministro da saúde no sentido que seja reposta a isenção das taxas moderadoras aos dadores de sangue, nos hospitais públicos, porque aos privados só lá vai quem pode, ou quem quer, ainda assim, estes não dispensam o nosso precioso líquido.

Quem é indiferente aos nossos apelos, é quem não nos respeita, quem nos trata como se fomos uns indesejáveis, para de seguida apontar-nos dedo acusador como está sucedendo mais uma vez.

Os hospitais privados e públicos devem milhões de euros ao IPST, e nós dadores quando necessitamos de nos deslocar a um hospital público, temos que pagar o que não devíamos, considerando que os dadores nem sequer dão prejuízo ao ministério da saúde, bem pelo contrário, contribuem mesmo para o sustento de milhares de profissionais, e consequentemente as suas famílias.

As somas de dinheiro que é gasto em publicidade nos meios de comunicação social, era evitado, julgo que existe noção disso. As pessoas ouvem ou lêem o conteúdo, mas, não prestam a menor atenção.

Sempre se procurou encontrar justificações mais ou menos credíveis para as ausências dos dadores nos locais de colheitas. Vão surgir mais... porque o que conta é justificar o injustificável.

Note-se que os dadores pagam para serem solidários, e esse principio não pode motivar as pessoas a “sacrificarem-se”, ainda que não se desliguem dos doentes necessitados.

12.11.2014

Nota à Imprensa - STJ mantém a pena a Hugo Ernano e aumenta indemnização

Nota à Imprensa - STJ mantém a pena a Hugo Ernano e aumenta indemnização



A APG/GNR teve ontem conhecimento que o Supremo Tribunal de Justiça decidiu manter ao Profissional da GNR e nosso associado Hugo Ernano os quatro anos de pena suspensa e aumentar para 55 000€ a indeminização a pagar aos familiares da vítima. Esta decisão ficou muitíssimo aquém do que era expectável.

A decisão poderá abrir um precedente grave que poderá condicionar a actuação das forças de segurança quando era suposto que recorressem ao uso da arma de fogo. Entendemos que, com esta pena, face à criminalidade cada vez mais violenta, organizada e sofisticada, a Lei nº 457/99 que regulamenta a utilização das Armas de Fogo por parte das Forças de Segurança deve ser revista pois fica desenquadrada face à matéria de facto apresentada em sede de tribunal e face matéria crime aplicada, sem contar com as repercussões negativas junto dos profissionais da GNR, que diariamente se vêem confrontados com situações em que têm que agir e em que uma conjugação de factores de ordem imprevisível podem ter desfechos trágicos, como foi o caso.

Os cidadãos também esperam dos Profissionais das forças de Segurança uma actuação segura, que os proteja dos criminosos e não que sejam punidos quando os protegem, dai que obrigatoriamente se coloque a questão acerca de que tipo de polícia se pretende para o país, se uma polícia operante e firme no combate à criminalidade ou uma polícia frágil com receio de ser punida quando age legitimamente e de forma proporcional no exercício das suas funções.

Estes últimos 6 anos provocaram danos irreparáveis, a nível pessoal, familiar, profissional e financeiro ao Profissional da GNR, ainda não foi promovido ao posto de Guarda Principal, ainda é alvo de um o processo disciplinar, que está pendente a aguardava decisão judicial e que poderá ter como consequência mais grave a expulsão definitiva da GNR.

A APG/GNR está disponível e solidária seja qual for a decisão tomada pelo nosso associado Hugo Ernano acerca deste processo.

Lisboa, 11 de Dezembro de 2014

A Direcção Nacional

Comentários: Não deixa de ser estranha esta última decisão judicial, agravando ainda mais a situação e o futuro deste jovem militar, ao serviço do País e por sua vez da sociedade.
Será que existe espaço na cabeça de qualquer um Juiz bem intencionado, para pensar que o militar em causa atirou com o intuito de matar alguém? A justiça não dá ouvidos à VOZ DO POVO! Porque será?
A minha opinião inclina-se para a seguinte máxima popular: é preso por ter cão e por não ter cão… o destino estava traçado.
Tenho no meu núcleo de amigos alguns elementos da GNR e, por todos nutro o melhor apreço, sabendo que as condições que lhes são oferecidas para desempenho das suas missões, como elementos de autoridade, não são as melhores.
Nota-se em poucas palavras que o seu desencanto é total, muitos deles declarando vontade de abandonar a instituição, porque se sentem desmotivados.
Mais palavra para quê! Aceite Srº. Hugo Ernano um ABRAÇO de solidariedade deste seu grande admirador, pela coragem, pela tenacidade com que tem lutado para que se faça verdadeira JUSTIÇA.

Postado por Joaquim Carlos

12.08.2014

A RIA DE AVEIRO - A PAISAGEM

A RIA DE AVEIRO - A PAISAGEM

Porque via rápida está a evoluir o Concelho de Aveiro, uma vez que a Câmara Municipal tem tantas por onde escolher?



A ria é um enorme pólipo com os braços estendidos pelo interior desde Ovar até Mira. Todas as águas do Vouga, do Águeda e dos veios que nestes sítios correm para o mar encharcam nas terras baixas, retidas pela duna de quarenta e tantos quilómetros de comprido, formando uma série de poças, de canais, de lagos e uma vasta bacia salgada.
De um lado o mar bate e levanta constantemente a duna, impedindo a água de escoar; do outro é o homem que junta a terra movediça e a regulariza. Vem depois a raiz e ajuda-o a fixar o movimento incessante das areias, transformando o charco numa magnífica estrada, que lhe dá o estrume e o pão, o peixe e a água da rega. Abre canais e valas.
Semeia o milho na ria. Povoa a terra alagadiça, e à custa de esforços persistentes, obriga a areia inútil a renovar constantemente a vida. Edifica sobre a água, conquistando-a, como na Gafanha, onde alastra pela ria. Aduba-a com o fundo que lhe dá o junco, a alga e o escasso, – detritos de pequenos peixes. Exploram a ria os mercantéis, que fazem o tráfego da sardinha, os barqueiros que fazem os fretes marítimos, os rendeiros das praias que lhe aproveitam os juncais, os marnotos, que se empregam no fabrico do sal, os moliceiros, que apanham as algas, e finalmente os pescadores da Murtosa, que são os únicos a quem se pode aplicar este nome, e que entre outras redes usam a solheira, a rede de salto, a murgeira e a branqueira.
O homem nestes sítios é quase anfíbio: a água é-lhe essencial à vida e a população filha da ria e condenada a desaparecer com ela. Se a ria adoece, a população adoece.
Segundo Pinho Leal, em 1550, Aveiro tinha doze mil habitantes e armava 150 navios. A barra entulha-se, a terra decai. Em 1575, com a barra outra vez entupida, os campos tornam-se estéreis e a cidade despovoa-se. A alma desta terra é na realidade a sua água.
A ria, como o Nilo, é quase uma divindade. Só ela gera e produz. Todos os limos, todos os detritos vêm carreados na vazante até à planície onde repousam. Isto é água e estrume, terra vegetal que se transforma em leite e pão. Palpa-se a camada de terra gordurosa sobre a areia. E além de fecundar e engordar, a ria dá-lhes a humidade durante todo o ano, e com a brisa do mar refresca durante o Estio as plantas e os seres.
Uma atmosfera de humidade constante envolve a paisagem como um hálito. Ninguém aqui vem que não fique seduzido, e noutro país esta região seria um lugar de vilegiatura privilegiado. É um sítio para contemplativos e poetas: qualquer fio de água lhes chega e os encanta. É um sítio para sonhadores e para os que gostam de se aventurar sobre quatro tábuas, descobrindo motivos imprevistos. É-o para os que se apaixonam pelo mar profundo, e para os medrosos que só se arriscam num palmo de água – porque a ria é lago e mar ao mesmo tempo. Com meios muito simples, um saleiro e uma barraca, tem-se uma casa para todo o Verão. Pesca-se. Sonha-se. Toma-se banho. E esquece-se a vida prática e mesquinha. Dorme-se ao largo, deitando-se a fateixa ou abica-se ao areal: um fogaréu, uma vara, a caldeirada... Começam a luzir no céu e na ria ao mesmo tempo miríades de estrelas. Vida livre dalguns dias, de que fica um resíduo de beleza que nunca mais se extingue. É a ria também sítio para os que querem descobrir novas terras à proa do seu barco e para os que amam a luz acima de todas as coisas. Eu por mim adoro-a. É-me mais necessária que o pão. E é este talvez o ponto da nossa terra onde ela atinge a beleza suprema. Na ria o ar tem nervos. A luz 24 hesita e cisma e esta atmosfera comunica distinção aos homens e às mulheres, e até às coisas, mais finas na claridade carinhosa, delicada e sensível que as rodeia. A luz aqui estremece antes de pousar...


Fonte: Os Pescadores, Raul Brandão, Edição de 21 de Julho de 1920

Comentários: tudo o que se possa escrever sobre Aveiro, sobre a beleza da sua Ria, será pouco. Na verdade, a cidade já foi mais dinâmica em relação ao que é no presente.
Os dois quartéis militares que mantinham em Aveiro milhares de soldados, acabaram há anos. A carreira de tiro na Gafanha de Aquém desapareceu, como a que existiu na localidade de Olho de Água.
Nesta área o que Aveiro ainda têm é a Base de S. Jacinto (Paraquedistas) e no B.I.A. (Brigada de Infantaria de Aveiro), ocupado pelo Destacamento Territorial da G.N.R.
Conclusão, Aveiro regista alguma dinâmica, sim, aos fins-de-semana, Domingos e Feriados, sendo na sua os visitantes de nacionalidade espanhola.

Postado por Joaquim Carlos, Coordenador do Projecto Imagem e Comunicação, podendo as imagens aqui disponibilizadas ser usadas na condição de que seja feita referência da sua fonte de origem.

12.07.2014

Inspiração para continuar escrevendo

Inspiração para continuar escrevendo
"Escrever é um trabalho dos mais duros e dos mais difíceis, não são todas as pessoas que têm coragem suficiente para enfrentar esse tipo de empreitada" – trecho do livro O Caminho das Pedras, do escritor Ryoki Inoue

“Somos parte de tudo o que existe no mundo. Quando compreendemos esse fato, veremos que não estamos escrevendo, e sim deixando que todas as coisas escrevam através de nós"– trecho do livro Escrevendo com a alma, da escritora Natalie Goldberg

"O estilo é a fisionomia do espírito. E ela é menos enganosa do que a do corpo. Imitar o estilo alheio significa usar uma máscara. Por mais bela que esta seja, torna-se pouco depois insípida e insuportável porque não tem vida, de modo que mesmo o rosto vivo mais feio é melhor do que ela" – trecho do livro A Arte de Escrever, do Schopenhauer

"Eu não sinto a menor vontade de escrever algo que seja um mero entretenimento. Quero que o que escrevo some de alguma forma na vida de quem lê" – Fabio Shiva

"A escrita reflecte a personalidade. Pessoas que escrevem bem têm algo de diferente no brilho pessoal. São charmosas e possuem um dom que quase dá para ouvir o que escrevem". – trecho do livro As 7 Cores que Amei, do escritor e jornalista Occello Oliver

"... Escrever significa abrir-se em demasia. [...] Por isso, não há nunca suficiente solidão ao redor de quem escreve; jamais o silêncio em torno de quem escreve será excessivo, e a própria noite não tem bastante duração" – Franz Kafka

"Tranquilizar-me talvez seja a principal razão porque escrevo um diário. É quase inacreditável o quanto a frase escrita pode acalmar e domar o ser humano" – trecho do livro A Consciência das Palavras, do escritor Elias Canetti

"... Um livro sem alma não se sustenta, não sobrevive. Não pode comover e, portanto, não pode criar nenhum laço minimamente catártico com o leitor" – Ricardo Bellissimo

"Para qualquer escritor, a capacidade de olhar uma frase e identificar o que é supérfluo, o que pode ser alterado, revisto, expandido ou – especialmente – cortado é essencial" – trecho do livro Para Ler Como Um Escritor, da autora Francine Prose

"É preciso se embriagar da escrita para que a realidade não o destrua" – trecho do livro O Zen e a Arte da Escrita, do escritor Ray Bradbury

"Um bom diálogo é como fazer sexo; tem que ter ritmo, tensão e ser envolvente" – trecho do livro O Sucesso de Escrever, do escritor Albert Paul Dahoui

"Escrever é uma ocupação bastante absorvente e, não raro, exaustiva. Mas sempre me considerei muito feliz por poder ganhar a vida entregando-me a algo que me agrada fazer. Pouquíssimas pessoas podem fazê-lo" – Aldous Huxley

"Algumas fontes começam a jorrar apenas quando estamos sós. O artista precisa ficar só para criar; o escritor, para elaborar os seus pensamentos; o músico, para compor; o santo, para rezar" – trecho do livro Presente do mar, escrito por Anne Morrow Lindbergh

"Alguns livros nos fazem sonhar, outros nos trazem a realidade, mas nenhum pode fugir daquilo que é mais importante para um autor: a honestidade com o que escreve" – trecho do livro Onze Minutos, escrito por Paulo Coelho

"Não seremos nós também um livro que Alguém lê? E não será nossa vida o tempo da Leitura?" – trecho do livro O escritor e seus fantasmas, escrito por Ernesto Sabato


"Um livro parte como uma onda, movendo-se pela superfície do mar. As idéias irradiam da mente do autor e colidem com outras mentes, desencadeando novas ondas que retornam ao autor. Estas geram outras reflexões e emanações, e assim por diante" – trecho do livro A Jornada do Escritor, escrito por Christopher Vogler

"O talento é algo maravilhoso, mas não é capaz de carregar quem desiste" – Stephen King

"Eu comecei a escrever, portanto, porque efectivamente eu precisa fazê-lo, era uma necessidade enorme. Por que me sentia compelido a "botar para fora"o que eu pensava e sentia. A solidão foi minha mola propulsora" – Rubem Cabral

"A história e o romance, a ideia e a forma, são a agulha e o fio, e nunca ouvi falar de alfaiates que recomendem o uso do fio sem a agulha, ou da agulha sem o fio" – trecho do livro A Arte da Ficção, escrito por Henry James

"... escrever é prolongar o tempo, é dividi-lo em partículas de segundos, dando a cada uma delas uma vida insubstituível" – trecho do livro Legião Estrangeira, da escritora Clarice Lispector 

“O trabalho do escritor é oferecer uma história que envolve, fascina, prova e, acima de tudo registra-se como única” – trecho do livro Para Ler Romances Como Um Especialista, doThomas C. Foster

"A literatura é uma mimese da vida com contornos de todos os valores e temas que rodeiam a nossa realidade. É uma forma de tentar entender sim o processo de formação do ser humano, único capaz de empreender raciocínios imaginativos como forma de compreender as questões mais simples e as mais complexas"– Roberto Muniz Dias  


Postado por Joaquim Carlos