12.07.2012

Mota Soares foi a Bruxelas dizer que a UE não pode apoiar os bancos e “deixar as pessoas para trás”


Mota Soares foi a Bruxelas dizer que a UE não pode apoiar os bancos e “deixar as pessoas para trás”
Ministro da Solidariedade interveio esta sexta-feira no encerramento da Convenção Europeia contra a Pobreza. E disse apoiar a proposta de destinar 20% das verbas do Fundo Social Europeu para a inclusão.

Países “não podem esquecer os mais vulneráveis”, disse Mota Soares RUI GAUDÊNCIO

O ministro da Solidariedade e Segurança Social foi nesta sexta-feira a Bruxelas, ao encerramento da Convenção Europeia contra a Pobreza, para defender que “a União Europeia não pode ter uma política de apoio aos bancos e não canalizar dinheiro para as pessoas”.
A convenção, que termina nesta sexta-feira, foi organizada pela Comissão Europeia e na audiência estavam comissários, membros de dezenas de organizações não-governamentais, sindicalistas e investigadores. Em debate têm estado desde quarta-feira as metas de redução de pobreza na Europa, que não estão a ser cumpridas, e uma nova iniciativa da Comissão para combater o fenómeno – o “pacote de investimento social” –, sobre a qual muitos dos participantes dizem pouco se saber.

O pacote deverá obrigar os Estados-membros a usar 20% das verbas do Fundo Social Europeu em medidas específicas de inclusão dos mais vulneráveis (quando se sabe que a maioria deste fundo é canalizado para medidas relacionadas com o emprego). Mas a Rede Europeia Antipobreza é apenas uma das organizações que acusam a Comissão de não ser transparente em relação ao resto do pacote que irá apresentar em Fevereiro.

Mota Soares foi um dos ministros convidados a participar num painel de debate, na sessão de encerramento, ao lado dos seus homólogos da França, Irlanda, Dinamarca, Suécia e Lituânia. E não faltaram, na plateia, perguntas aos ministros e à Comissão: “Peço aos ministros presentes que digam se apoiam a proposta da Comissão [dos 20%] e, se não apoiam, que expliquem porquê”, disse um representante da delegação polaca.

“Está na hora de impor sanções aos Estados que não cumprem as metas da pobreza”, defendeu Conny Reuter, da Plataforma Social. “Na Grécia, temos crescimento negativo há anos. O que é que podemos fazer?”, questionou um delegado grego. “E como é possível que a Europa vá cortar no apoio aos bancos alimentares”, questionou um representante da federação europeia dos bancos alimentares, lembrando que o programa de ajuda alimentar, tal como o conhecemos, será descontinuado em 2013.

O governante português não se pronunciou sobre possíveis sanções a quem não cumpre metas. Mas arrancou algumas palmas quando disse que a União Europeia não pode ter uma política de “canalizar dinheiro para os bancos e deixar as pessoas para trás”.

Disse ainda que, se é certo que os países que estão a ser assistidos financeiramente, como Portugal, têm que cumprir as metas acordadas com atroika, “não podem esquecer os mais vulneráveis”. E defendeu a proposta da Comissão, sobre os 20% dos fundos do Fundo Social afectados a projectos de inclusão.

Ao PÚBLICO disse, no final, que também concorda que se alterem, a nível europeu, as regras de alocação das verbas dos fundos comunitários, com o objectivo, por exemplo, de “majorar projectos mais inovadores de combate à pobreza”.


Postado por Joaquim Carlos

Banco Público de Sangue do Cordão Umbilical retoma colheitas


Banco Público de Sangue do Cordão Umbilical retoma colheitas

Publicado às 14.01

 
Banco Público de Sangue do Cordão Umbilical retoma colheitas
 
foto ADELINO MEIRELES/GLOBAL IMAGENS


O banco público de sangue do cordão umbilical (Lusocord) vai reiniciar a colheita de dádivas mas, nesta fase, apenas na maternidade do Hospital de S. João, no Porto, nos termos de um protocolo assinado esta sexta-feira.
Em declarações aos jornalistas, o presidente do Instituto Português do Sangue e Transplantação explicou que o banco deixa de estar aberto para receber dádivas aleatoriamente, uma vez que selecionará "aonde colhe e como colhe" com base numa avaliação de critérios clínicos e genéticos, sempre com o objetivo de "ajudar melhor os doentes".
"Houve, portanto, aqui a necessidade de pensarmos nalguma alteração em relação a filosofia de colheita generalizada que, obviamente, se traduziu num enorme número de amostra para deitar fora", afirmou Hélder Trindade.
O responsável referiu que as colheitas do Lusocord vão começar com uma maternidade (a do S. João), mas, "logo que possível, será alargada a uma segunda, também no Grande Porto", assim que esteja concluída a formação das equipas que irão realizar as colheitas.
"Noutro passo vamos avaliar a população, em termos genéticos, para decidirmos quais as zonas onde interessa investir, se no Alentejo, no Algarve ou em Lisboa. É uma decisão que o banco público tem de tomar, porque é desta decisão que se aumenta ou diminui a população de doentes que se pode ajudar", sustentou.
Hélder Trindade explicou que o objetivo é "evitar colher na mesma população que já existe do CEDACE (Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão)" e, assim, diversificar as amostras no que se refere às suas características genéticas das células.
O responsável salientou ainda que "um banco de sangue do cordão não é como um registo de dadores vivos. Temos 310 mil dadores vivos e podemos ter 400 ou 500 mil porque os dadores circulam e transportam as células com eles e quando são precisos chamam-se e faz-se a colheita. Aqui não, aqui há um espaço físico que é ocupado pela amostra que tem de estar congelada, e esse espaço não é ilimitado".
"E todos os bancos quer em Portugal, como iremos fazer no futuro, quer noutros países do mundo vão definir qual é o número de amostras que consideram ideal para a sua população e, uma vez que esse número esteja definido, é esse o número que faremos", disse.
Em declarações aos jornalistas, o presidente do Conselho de Administração do Hospital de S. João, António Ferreira, admitiu que o protocolo agora estabelecido é também "muito bom" financeiramente para esta unidade, uma vez que irá receber 50 euros por cada colheita realizada.
Questionado pela Lusa, António Ferreira considerou que "a existência de um banco público é fundamental".
"Sem pôr em causa o direito público que é inalienável de cada casal poder comprar um serviço a uma instituição privada, é também fundamental que exista um banco público que permita que mesmo quem não doou, se necessário, possa ter acesso a células estaminais que podem significar a diferença entre a vida e a morte".
O banco público de sangue do cordão umbilical (Lusocord) passou para a tutela do Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST) em agosto e encerrou um mês depois, após terem sido detetadas irregularidades na gestão e nos procedimentos de recolha.
Segundo Hélder Trindade, desde 2009 foram recolhidas 28.416 unidades de sangue do cordão umbilical, das quais apenas 8.441 foram criopreservadas, tendo o IPST detetado contaminação em 21,6 por cento destas.
O Lusocord funciona no Centro de Histocompatibilidade do Norte (CHN), no Porto, que integra também o Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão (CEDACE).

  

12.06.2012

Segurança Social entregue aos 'boys'



Segurança Social entregue aos 'boys'

Ex-chefe de gabinete de Paulo Portas dirige Instituto de Segurança Social, desde agosto de 2012. 18 'boys' da maioria governamental (13 do PSD e 5 do CDS-PP) ocupam cargos de direção dos centros distritais. Um diretor distrital da Segurança Social terá um vencimento bruto mensal de cerca de três mil euros.
ARTIGO | 6 DEZEMBRO, 2012 - 17:16
Pedro Mota Soares, ministro da solidariedade e da segurança social, Marco António Costa secretário de Estado da solidariedade e da segurança social, e Vítor Gaspar, ministro das finanças - Foto de Mário Cruz/Lusa.
Pedro Mota Soares, ministro da solidariedade e da segurança social, Marco António Costa secretário de Estado da solidariedade e da segurança social, e Vítor Gaspar, ministro das finanças - Foto de Mário Cruz/Lusa
O jornal “Correio da Manhã” desta quinta feira dá a conhecer que “'Boys' dominam poder na Segurança Social”. Segundo o jornal, os 18 dirigentes distritais foram nomeados em regime de substituição em setembro passado, mas já ocupavam os cargos desde o final de 2011. Sete dos nomeados poderão ter o lugar em causa, uma vez que não têm seis anos de experiência na Função Pública, como é exigido pelo novo Estatuto do Pessoal Dirigente. O ministério de Pedro Mota Soares diz que as nomeações obedeceram ao regime previsto na lei e justifica a proliferação dos 'boys' , dizendo que o Governo acabou com 19 diretores-adjuntos.
Mariana Ribeiro Ferreira, ex-chefe de gabinete de Paulo Portas, candidata a deputada por duas vezes e eleita como vice-presidente do CDS/PP no último Congresso, passou a dirigir o Instituto de Segurança Social e deixou os cargos no CDS/PP, a partir de agosto de 2012.
Segundo o jornal, os 13 'boys' do PSD nomeados em setembro passado são: Jacinto Dias, diretor do centro distrital da Guarda; Joaquim António Seixas, diretor do centro distrital de Viseu; António Santos Sousa, diretor do centro distrital de Aveiro; Ramiro Ferreira Miranda, diretor do centro de Coimbra; Sónia Anjinho Ferro, diretora do centro de Évora; Martinho Nascimento, diretor do centro de Bragança; Paulo Jorge Vale, diretor distrital de Viana do Castelo; Ana Cristina Venâncio, adjunta do centro distrital do Porto; João Carlos Laranjo, diretor do centro de Portalegre; Maria do Céu Mendes, diretora distrital de Leiria; Ofélia Isabel Costa, diretora do centro de Faro; António Melo Bernardino, diretor do centro de Castelo Branco e José Augusto Rebelo, diretor o centro de Vila Real.
Os 5 'boys' do CDS/PP são: Tiago Sampaio Leite, diretor do centro de Santarém; André Filipe Ferreira, adjunto do centro de Lisboa; Manuel Pimentel Leitão, diretor do centro do Porto; Rui Miguel Barreira, diretor do centro de Braga e Ana Clara Silva, diretora do centro de Setúbal.
Os diretores da Segurança Social dos distritos de Aveiro, Braga, Lisboa, Santarém, Viana do Castelo e Vila Real não cumprirão os requisitos do novo Estatuto do Pessoal Dirigente da Função Pública, segundo o “Correio da Manhã”.
O PSD e o CDS/PP chegaram ao “pote” e multiplicam as nomeações de 'boys'. O governo e os seus 'boys' militam afincadamente no corte das prestações sociais, como o subsídio de desemprego e o abono de família, geridas pelo Instituto de Segurança Social.


Comentários: só são diferentes enquanto não se apanham na cadeira do posso e mando, uma vez lá, são todos iguais, minam tudo. A política é o pior veneno que pode entrar na vida de uma pessoa.
Governam-se à tripa forra enquanto o POVO levado a viver na miséria. Que se lixem as eleições.


Postado por Joaquim Carlos


12.05.2012

Os Cães conseguem detectar câncer de pulmão com o olfacto, sugere estudo


Actualizado em 05/12/2012 18h 22

Os Cães conseguem detectar câncer de pulmão com o olfacto, sugere estudo

Descoberta abre caminho para diagnóstico precoce da doença. Um novo estudo sobre o tema está previsto para ser realizado em breve.

Os cães têm uma grande capacidade para detectar o câncer de pulmão com seu olfacto apurado, uma descoberta que abre caminho para um diagnóstico precoce desta doença, sugere estudo realizado na Áustria e publicado nesta quarta-feira (5) .
"Os cachorros não têm qualquer problema para identificar os pacientes com tumores cancerígenos", explica Peter Errhalt, chefe do departamento de pneumologia do hospital de Krems (nordeste da Áustria) e um dos autores da descoberta.
Os cães do estudo sentiram o cheiro de 120 amostras de hálito de pessoas doentes e saudáveis e conseguiram identificar em 70% dos casos as que sofriam com câncer de pulmão. Este resultado é tão promissor que está previsto um novo estudo de dois anos com amostras de 1.200 pessoas, indicou Peter Errhalt em colectiva de imprensa.
Galeria reúne cães e gatos de diversas espécies  (Foto: Reprodução)Através da análise do hálito de pessoas doentes e saudáveis, cães conseguiram identificar a maioria daqueles que sofriam de câncer de pulmão (Foto: Reprodução)
A investigação científica dos austríacos coincide com outros testes realizados nos Estados Unidos e Alemanha. O objectivo em longo prazo é determinar quais são exactamente os odores que os cachorros são capazes de detectar, explica Michael Muller, do hospital Otto Wagner de Viena, que colaborou com o estudo.
Se for alcançado este objectivo  os cientistas poderão construir uma espécie de 'nariz electrónico  para diagnosticar o quanto antes o câncer de pulmão e aumentar assim as possibilidades de sobrevivência dos pacientes.

Actualizado em 18/08/2011 07h00
Cão farejador pode ser usado para detectar câncer de pulmão, diz estudo. Animais conseguiram identificar compostos voláteis que sinalizam a doença. Pesquisa foi conduzida no hospital Schillerhoehe, na Alemanha.

Cão da raça pastor alemão é treinado para ajudar no combate às drogas.  (Foto: Reprodução/TVCA)
Cães farejadores treinados podem ser úteis para
detectar câncer. (Foto: Reprodução/TVCA/arquivo)

Cães farejadores podem ser a nova arma para detectar os primeiros estágios do câncer de pulmão em humanos, segundo aponta um estudo divulgado pelo European Respiratory Journal, publicação médica sobre o sistema respiratório. O trabalho foi conduzido por pesquisadores do hospital Schillerhoehe, na Alemanha.
Os cães foram treinados para detectar compostos orgânicos que evaporam com facilidade (VOCs, na sigla em inglês) e que estão ligados à presença do câncer. Durante o estudo, 200 voluntários - saudáveis, com câncer de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crónica - tiveram a sua respiração "analisada" pelos cachorros treinados.
Os animais usados identificaram 71 pessoas com câncer de pulmão de um total de 100 possíveis. Os animais também foram eficientes em mostrar que outras 372 amostras - de um total de 400 - não apresentavam tumores.
Os primeiros estágios da doença nem sempre estão associados com sintomas e a descoberta precoce pode ser acidental. Já a técnica de detectar câncer de pulmão por meio de amostras do ar exalado por pacientes já havia sido desenvolvida, porém era considerada de difícil aplicação pelos especialistas.
No trabalho com os cães, os cientistas conseguiram não só identificar os tipos específicos de VOCs, mas também a saber afastar a influência da fumaça do tabaco na detecção. Como consequência, a equipe alemã conseguiu identificar marcadores estáveis para confirmar a presença de tumores no pulmão e que não se confundem com o cigarro, odores de comida e drogas.
Câncer de pulmão é causa de morte mais comum por tumor maligno no mundo. Já na Europa, a doença é a segunda mais frequente entre homens e mulheres, provocando 340 mil óbitos por ano no continente.
Actualizado em 01/02/2011 08h58
Cão é capaz de farejar câncer de intestino, indica pesquisa. Estudo de faro canino pode levar ao desenvolvimento de sensores para detectar doença.
Cão câncer intestino 1Câncer de intestino é difícil de detectar durante os
estágios iniciais da doença. (Foto: BBC)


Um cão labrador conseguiu detectar um câncer de intestino pelo cheiro do hálito e de amostras de fezes em uma pesquisa realizada no Japão. O estudo, publicado pela revista especializada "Gut", indicou que o animal foi capaz de identificar a doença mesmo em suas fases iniciais.
Outras pesquisas já haviam sugerido anteriormente que os cães são capazes de farejar câncer de pele, de bexiga, de pulmão, de ovários e de mama. Acredita-se que a biologia do tumor inclui um cheiro distinto, e uma série de estudos já usou cachorros para tentar detectá-los.
Os pesquisadores da Universidade Kyushu, no Japão, dizem que seria difícil e custoso usar cachorros em testes de rotina para detectar câncer, mas que o estudo poderia levar ao desenvolvimento de sensores electrónico no futuro.
Amostras

Na pesquisa, o labrador Marine, de oito anos, foi apresentado a cinco amostras, uma das quais era de um paciente com câncer e quatro de pessoas saudáveis. Nos testes com amostras de hálito o animal detectou a amostra com câncer em 33 de 36 vezes. Com as amostras de fezes, o cachorro acertou 37 das 38 vezes.

Mesmo o câncer de intestino em estágio inicial foi detectado, o que é conhecidamente difícil. Segundo alguns estudos, os testes mais comuns para detectar câncer de intestino, que tentam identificar pequenas quantidades de sangue nas fezes, revelam apenas um em cada dez casos em estágio inicial.
"Pode ser difícil introduzir o julgamento do faro canino na prática clínica por conta do custo e do tempo necessário para o treinamento do cão. A habilidade do faro pode variar entre os cães e também no mesmo cão em dias diferentes", afirma o coordenador do estudo, Hideto Sonoda.
Cão câncer intestino 2
A pesquisa contou com Marine, cão labrador de oito
anos de idade. (Foto: PA / via BBC)
Nariz electrónico

Algumas pesquisas anteriores já indicaram o potencial de um 'nariz canino electrónico  para a realização de testes para identificar o câncer pelo cheiro.

"O cheiro específico do câncer existe, mas os componentes químicos (que provocam o odor característico) não estão claros. Somente o cachorro conhece a resposta", disse Sonoda à BBC. "Por isso é necessário identificar os compostos orgânicos voláteis específicos detectados pelos cães para desenvolver um sensor precoce de câncer."
Segundo ele, porém, o desenvolvimento de um sensor do tipo ainda vai exigir tempo e novas pesquisas.
Postado por Joaquim Carlos


Palavras doem tanto quanto ferimentos, afirma a ciência


Palavras doem tanto quanto ferimentos, afirma a ciência



Praticamente todo mundo já sofreu de coração partido alguma vez na vida, não? Parte de viver incluir lidar com rejeição, traição, solidão e outros sentimentos tão terríveis que parece doerem como doenças físicas.
E doem mesmo. Pesquisas recentes mostram que a dor da rejeição dispara os mesmos neurónios no cérebro que a dor de uma queimadura ou contusão. Além de explicar por que algumas pessoas têm a pele mais espessa que outras, este fato revela uma ligação íntima entre a vida social e a saúde, que cada vez mais estudos dizem ser intrincadas.

Dor física = dor emocional

Estudos com animais nos anos 1990 já haviam mostrado que a morfina não apenas aliviava dores de lesões, mas também podia reduzir a dor de filhotes separados de sua mãe.
Mais tarde, no início de 2000, Naomi Eisenberger, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA), começou a estudar sentimentos que causam dor em humanos.
Para descobrir o que ocorre no cérebro quando as pessoas sentem rejeição social, Eisenberger pediu a voluntários que jogassem um jogo de computador simples chamado Cyberball, em que três jogadores passavam a bola entre si. Cada voluntário foi levado a acreditar que estava jogando com duas pessoas que estavam em outro quarto, mas na verdade esses companheiros eram controlados por computador.
Embora começassem amigáveis, os jogadores informatizados logo paravam de passar a bola para o voluntário. Pode parecer um insulto insignificante, mas alguns indivíduos responderam fortemente a essa rejeição, por exemplo, fazendo gestos grosseiros para a tela.
Um scanner de ressonância magnética funcional gravou a actividade cerebral dos voluntários, revelando um aumento no córtex cingulado anterior dorsal (DACC, na sigla em inglês) quando eles começaram a se sentir isolados. Esta região é conhecida por ser uma parte importante da “rede da dor” do cérebro.
Fundamentalmente, quanto mais angustiante é uma lesão, mais o DACC é activado  fato que também aconteceu durante os jogos de Cyberball: aqueles que relataram se sentir pior depois da rejeição mostraram a maior actividade na região.
Outros estudos confirmaram a ligação, e acrescentaram que a ínsula anterior, uma outra parte da rede de dor que responde a nossa angústia quando cortamos um dedo, por exemplo, também se ativa em casos de dores “emocionais”.

Como sentimentos viram dor real

Apesar de todos esses resultados sugerirem que a nossa angústia após um insulto é a mesma que a nossa resposta emocional a uma lesão, só ano passado estudos mostraram como esses sentimentos podem transbordar em sensações corporais.
Ethan Kross, da Universidade de Michigan em Ann Arbor (EUA), estudou uma forma mais grave de rejeição do que não receber uma bola: um coração partido. Ele recrutou 40 pessoas que haviam passado por um término de romance nos últimos seis meses e pediu-lhes para ver uma foto de seu ex enquanto passavam por um scanner de ressonância magnética.
Kross também os instruiu a pensar em detalhes sobre o rompimento. Depois de um breve intervalo, os voluntários receberam um choque doloroso de calor em seus antebraços, o que permitiu que o cientista comparasse a atividade cerebral associada com as duas situações.
Como esperado, o DACC e a ínsula anterior se activaram em ambos os casos. Mas, surpreendentemente, os centros sensoriais do cérebro, que reflectem o desconforto físico que acompanha uma ferida, também mostraram actividade acentuada. Essa foi a primeira evidência de que o sentimento de desgosto pode literalmente doer.
Por fim, outras pesquisas descobriram que a dor física e a angústia emocional podem, por vezes, alimentar uma à outra.
Quando as pessoas se sentem excluídas, ficam mais sensíveis a se queimarem, por exemplo, bem como submergir a mão em água gelada por um minuto leva as pessoas a se sentirem ignoradas e isoladas posteriormente.

O inverso também é verdadeiro: um calmante pode aliviar a resposta corporal à dor de um insulto. Nathan DeWall, da Universidade de Kentucky em Lexington (EUA), recrutou 62 alunos para um estudo, sendo que metade foi dosada com até dois comprimidos de paracetamol (analgésico) todos os dias durante três semanas, e a outra metade recebeu apenas placebo.
Cada noite, os alunos responderam a um questionário medindo seus sentimentos de rejeição durante o dia. Ao final de três semanas, o grupo do paracetamol tinha desenvolvido pele significativamente mais espessa, sendo que também relataram menos sentimentos de rejeição durante seu dia-a-dia.
Um jogo de Cyberball subsequente confirmou o efeito: aqueles dosados com paracetamol mostraram significativamente menos actividade no DACC e na ínsula anterior em comparação com os que tomaram apenas placebo.
Os pesquisadores alertam, no entanto, que, devido aos efeitos secundários nocivos de drogas analgésicas, você não deve tomá-las sem prescrição médica.

Mais ou menos rejeitada

As descobertas recentes podem explicar por que algumas pessoas têm mais dificuldade de resistir a percalços em sua vida social do que outras.
Pessoas extrovertidas demonstram ter uma maior tolerância à dor do que as introvertidas, e isso é reflectido em uma maior tolerância a rejeição social.
Eisenberger também descobriu que as pessoas que sentem mais dor física (por exemplo, quando um eletrodo quente toca seu braço) também são mais sensíveis aos sentimentos de rejeição (durante Cyberball, por exemplo).
Essas reacções podem ser parcialmente genéticas. Eisenberger mostrou que as pessoas com uma pequena mutação no gene OPRM1, que codifica um dos receptores opioides do corpo, são mais propensas a ter sentimentos de depressão após a rejeição do que as sem a mutação. Essa mesma mutação também torna as pessoas mais sensíveis à dor física – elas geralmente precisam de mais morfina depois de uma cirurgia, por exemplo.
É importante notar que estes receptores são particularmente densos no DACC. Como você poderia esperar, em pessoas com a mutação, o DACC tende a reagir mais fortemente aos insultos percebidos.
O primeiro ambiente de uma criança também pode determinar a sua sensibilidade a dor. Por exemplo, pessoas com alguns tipos de dor cronica são mais propensas a ter tido experiências traumáticas na infância, como abuso emocional.
Os adolescentes também parecem particularmente sensíveis à rejeição. A rede de dor do cérebro está ainda em desenvolvimento nessa fase da vida, e, em comparação com o cérebro adulto, tende a mostrar uma resposta mais exagerada a pequenos insultos.
No lado positivo, o apoio social durante este período pode levar a benefícios duradouros. Por exemplo, jovens adultos com boas redes sociais no final da adolescência apresentam reacções mais suaves para a rejeição do que os que se sentiam solitários no passado, talvez porque a memória de aceitação subconscientemente acalme seus sentimentos.

Histórica rejeição

Quando você considera a dependência dos nossos antepassados de suas conexões sociais para a sobrevivência, faz sentido que tenhamos evoluído para sentir a rejeição tão intensamente.
Ser expulso de uma tribo no passado teria sido semelhante a uma sentença de morte, expondo nossos predecessores à fome e à predação. Como resultado, nós precisávamos de um sistema de alerta que nos avisasse de um potencial desentendimento, impedindo-nos de ofender alguém ainda mais. A rede de dor, capaz de nos dar uma sacudida quando nos deparamos com danos físicos, teria sido idealmente equipada para também inibir nosso comportamento social.

Rejeição e saúde

Apesar de inúmeros estudos alegarem que a solidão pode causar males físicos nas pessoas (como menor expectativa de vida), pouco sabemos sobre o impacto do isolamento a longo prazo, especialmente porque as respostas fisiológicas a rejeição que conhecemos são de curta duração (como no estudo do Cyberball).
Ainda assim, há medidas que podemos tomar para suavizar a falta de carinho nas nossas vidas sociais. Nós todos gostamos de ser consolados e amados, mas Eisenberger descobriu que dar apoio aos outros também abranda nossa própria resposta à rejeição.
Em experimentos, ela deu choques eléctricos em homens, sendo que alguns puderam segurar a mão de suas parceiras em apoio. As mulheres estavam equipadas com scanner de ressonância magnética. Quando elas podiam apoiar seu parceiro, a resposta de seu cérebro de ameaça e rejeição foi significativamente mais moderada.
Sendo assim, embora palavras possam mesmo ser tão dolorosas quanto socos, cuidar de outras pessoas, assim como cuidar de nós mesmos, pode suavizar bastante essa dor.[NewScientist]

Postado por Joaquim Carlos
(Jornalista)

12.04.2012

Opinião – Excelência da saúde e do ensino em Coimbra


Opinião – Excelência da saúde e do ensino em Coimbra

Hélder Rodrigues
Coimbra; Uma das 70 cidades inteligentes da Europa.
1. A Qualidade de Vida Inteligente
Na Classificação de Coimbra como uma das “70 cidades inteligentes da Europa”, a Característica Qualidade de Vida inteligente (smart living) atingiu uma pontuação elevada ( 37.º lugar nas 70 cidades escrutinadas). Esta Característica foi avaliada através
da analise de 7 factores: 1 ) Saúde 2 ) Ensino 3 ) Atratividade turística
4 ) Actividade Cultural 5 ) Segurança Pessoal 6 ) Habitação 7 ) Coesão social. Por questões de espaço analisaremos nesta Crónica apenas os dois primeiros factores, deixando a analise dos restantes para Crónicas posteriores.
2. A Saúde em Coimbra
O Factor Saúde, em Coimbra, obteve uma classificação de excelente. Indicadores como; a elevada esperança media de vida, o numero de camas de hospital/habitante, o numero de médicos/habitante, o nível de satisfação com o sistema de saúde existente, atingiram pontuações elevadas. Se a estes indicadores acrescentarmos; a vasta rede de entidades de saúde especializadas de alto nível, a qualidade técnica/humana dos profissionais de saúde que nos atendem, a Investigação cientifica de ponta que se está a fazer e que coloca Coimbra na 1º linha a nível europeu, não temos duvidas sobre a justiça desta classificação.
Quem conhece outros Centros de saúde, quer em Portugal quer no estrangeiro, facilmente reconhece que em Coimbra para além do elevado nível cientifico se pratica “uma saúde de rosto humano” e essa vertente é só por si, um factor diferenciador da excelência da Saúde em Coimbra.
3. O Ensino em Coimbra
O Factor Ensino, em Coimbra, obteve também uma boa classificação. Indicadores como; o elevado ratio numero de estudantes/habitante, a facilidade de acesso ao ensino, o nível de satisfação com a qualidade do sistema educativo existente, estiveram na base desta distinção. Mas se a estes indicadores acrescentarmos ainda; o prestigio alem fronteiras da sua Universidade (fruto do imenso trabalho e capacidade dos seus docentes), o elevado nível qualitativo e quantitativo da Investigação Cientifica que se está a realizar, a crescente Internacionalização da Universidade (que projecta Coimbra como uma das marcas mais fortes de Portugal no Mundo), a visível dinâmica do seu Ensino Politécnico, os lugares de topo atingidos pelo Ensino secundário. E se ainda juntarmos, o associativismo estudantil centrado na maior associação académica do País (AAC), a alegria e juventude que os estudantes de Coimbra emprestam à vida da cidade, não restam duvidas que estamos na “cidade dos estudantes” com toda a força e magia que esse titulo encerra.
4. Perspectivas
A situação económica e financeira da Europa e particularmente do País, apresenta, todavia, nuvens negras sobre os dois Sectores de ponta, aqui analisados. Os cortes orçamentais são um facto iniludível que têm que ser combatidos e enfrentados de frente, de forma inteligente. È um facto que, quer a Saúde, quer o Ensino em Coimbra, têm dado passos significativos nos últimos anos, mas na actual situação de crise mais um desafio têm á sua frente. Ser parte da “solução” e não do “problema”terá que fazer parte da Agenda.
Isso significa que quer a Saúde, quer o Ensino (nomeadamente o Superior) têm que assumir um crescente protagonismo na vida da cidade e da Região Centro onde se inserem.
È fundamental que sintonizem cada vez mais as suas estratégias com as da cidade, no apoio à sociedade, às pessoas, ao comercio, à industria, aos serviços.
Felizmente, Coimbra e o seu Ensino Superior (com a Universidade à frente) têm responsáveis à altura do desafio. E têm, igualmente, um vasto conjunto de cidadãos que podem ser actores privilegiados dessa transformação, urgente e necessária, que Coimbra tanto necessita.

VERDADE OU MENTIRA?


VERDADE OU MENTIRA?


FIM DO MUNDO 21 DE DEZEMBRO - VERDADE OU MENTIRA ?

Algumas seitas têm marcado datas para o retorno do Senhor (como a grande besteira do calendário Maia), mas nenhuma delas até hoje se mostrou certa. Quando esteve aqui na terra, Jesus disse: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai”. (Mateus 24:36). Isto prova indiscutivelmente que ninguém poderá saber o dia e a hora do regresso do Senhor, pois pertence apenas a Ele. Marcar datas é desobedecer à ordem do Senhor e perda de tempo. A razão pela qual Deus Pai não divulgou a data da volta de Jesus nem para o próprio Jesus é simples: Deus nos quer constantemente em Sua Presença, tratando cada minuto como se fosse o último antes da Segunda Vinda de Jesus. Deus quer que preguemos a Palavra a todos os homens e mulheres para que eles sejam salvos, como se fosse à última vez que teríamos a oportunidade de pregar para eles. Isso gera em nós a responsabilidade de amar a Deus, amar ao próximo, a constância e a vigilância em Cristo, que devem ser características fundamentais a todo crente verdadeiro. Esse negócio de profecia de fim do mundo em 2012 é pura babaquice, representa apenas o fim do calendário Maia e não o fim do mundo. 
O dono deste mundo Lúcifer (satanás ou diabo) vem cegando a mente de todos com mentiras, presságios falsos, esse ser maligno sabe que o tempo dele está se acabando. Uma das questões levantadas pela escolha do calendário Maia para “anunciar” o fim do mundo é: por que este povo? Pessoas adeptas a práticas da New Age, que conta com espiritualidade e muitas superstições, abraçaram a cultura Maia porque ela se encaixa perfeitamente com as suas ideias da sabedoria da antiguidade. Adeptos da New Age acham que povos antigos como os Maias e os egípcios eram muito mais avançados do que se acredita – por isso, a ideia de que, de algum modo os Maias sabiam quando seria o fim do mundo é muito atraente. Além da fama trazida pelo fim do mundo Maia, outras brincadeiras se tornaram famosas. Um delas afirma que um planeta chamado Nibiru – que não existe – teria sido descoberto pelos Sumérios e iria se chocar contra a Terra em 2012, causando enorme destruição e uma reversão dos pólos geomagnéticos do planeta. O interessante é que estes mesmos povos são reflexos de uma era que tem pacto directo com Lúcifer e podemos notar pelos símbolos que governos e entidades dão hoje, como a pirâmide e o olho de Hórus, que são símbolos satânicos, portanto o mundo não irá acabar como e quando o diabo quer, porém quando o Deus Jeová quiser por meio de Jesus Cristo.

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