11.21.2012

Pais responsabilizam Segurança Social por quebra de 97 mil beneficiários do abono de família em setembro



21.11.2012 07:44

Pais responsabilizam Segurança Social por quebra de 97 mil beneficiários do abono de família em setembro

(SIC/Arquivo)

Quase 100 mil crianças e jovens deixaram de receber abono de família, de agosto a setembro deste ano. De acordo com o jornal Público, em causa está a atencipação do prazo dado aos titulares de abono para fazer prova de que estão matriculados num estabelecimento de ensino.



Este ano o prazo terminou em julho e não em outubro, como era habitual.
Quem nao o fizesse, teria o pagamento do abono suspenso, segundo as alterações do Instituto de Segurança Social.
A Confederação Nacional das Associações de Pais diz que em julho muitas familias estavam de férias e que grande parte dos alunos não sabia ainda que escolas iria frequentar em setembro, o que resultou na perda de milhares de abonos.
A Segurança Social não adianta quanto tempo terão agora de esperar os titulares para voltar a receber o subsidio.

 


Heliflex conquista 39 países em quatro décadas de existência



Heliflex conquista 39 países em quatro décadas de existência

Data de Publicação:Durante 37 anos, a Heliflex pertenceu a um grupo multinacional. Mas em Fevereiro de 2007 passou a ser, na totalidade, de capital português. Nessa altura, a empresa de tubos e mangueiras de Ílhavo, apostou na internacionalização. Hoje marca presença em 39 países espalhados pelos cinco continentes: Europa (França, Holanda, Irlanda, Hungria, Bulgária, Polónia, Roménia, Suíça, Croácia, Eslovénia, Moldávia, Itália, Dinamarca, Finlândia, Chipre, Grécia, Alemanha, Suécia, Espanha, Grã-Bretanha, Portugal), África (Angola, Moçambique, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Marrocos, Argélia, Tunísia, Gana, Maurícias, Senegal), América (Brasil, Chile, Venezuela, Peru) e Ásia (Israel, Rússia, Irão, China). O grosso da produção é para exportar sendo que o conteúdo técnico, a imagem e a qualidade é o que distingue um produto Heliflex dos demais.

 

Numa empresa com quatro décadas, certamente foram muitos os projectos. Como é que foi o desenvolvimento da Heliflex?

A Heliflex nasceu de uma forma muito simples. Foi numa feira de agricultura em Paris que um sócio da firma Henrique Vieira & Filhos, Lda (Henrique Simões Vieira) teve contacto com o grupo A. G. Petzetakis, S.A., de origem grega, que oferecia a gama de tubos desejada. Neste contacto, a multinacional grega mostrou-se interessada numa possível representação em Portugal, estando assim lançada a semente que frutificou rapidamente, vindo, a 1 de Setembro de 1969, a nascer a Heliflex Portuguesa (Tubos Flexíveis), Lda, que, posteriormente, passou a ser Heliflex Petzetakis Tubos, S.A. A 6 de Fevereiro de 2007 assumiu a actual designação social: Heliflex Tubos e Mangueiras, S.A. Contudo, num congresso de representantes em Atenas, com a participação dos anteriores gerentes, Acácio Vieira e Anselmo Santos, nasceu a ideia, que se veio a concretizar, da criação de uma unidade produtiva, que acabou por suceder a 1 de Janeiro de 1971. Foi o primeiro momento alto de um projeto credível e ambicioso. 
Desde então, a Heliflex tem, progressivamente, introduzido no mercado uma gama variada de produtos com alto nível técnico e de qualidade, aspetos estes que sempre pautaram a sua imagem de marca, garantindo a liderança no mercado.

Quantos anos após a criação da empresa é que aconteceu a internacionalização?

Convém aqui fazer um pouco de história… 
Durante 37 anos a Heliflex pertenceu a um grupo multinacional, A.G. Petzetakis S.A. (detentora desde Setembro de 1969 a Fevereiro de 2007, de 51por cento do capital social da Heliflex), pelo que a cultura internacional fez-se logo sentir desde o seu nascimento. As regras de organização dos espaços internacionais impuseram limites à internacionalização da empresa, dado que o grupo detinha fábricas e delegações/parcerias em vários países. Aquando da passagem da Heliflex para capital 100 por cento português (em Fevereiro de 2007), a aposta na internacionalização ficou claramente marcada, já que todos os países se tornaram potencialmente receptores dos produtos da Heliflex. 
A cultura de abertura (com o grupo multinacional) a outros mercados, que não unicamente o mercado doméstico (português), a visão dos então Administradores, não só com vista ao crescimento e ao óbvio lucro, bem como a extensão do ciclo de vida dos produtos (em declínio nuns mercados e em outros em crescimento) foram as principais razões que estiveram na origem da internacionalização da Heliflex. A especialização em produtos técnicos, para segmentos específicos que não se encontram facilmente no mercado doméstico, e a sua busca em mercados externos, estiveram também na origem da internacionalização da Heliflex, o que justifica outra razão ainda: a pequenez do mercado doméstico. 
A estratégia de internacionalização da Heliflex focaliza-se no crescimento e expansão, o que passa pela criação de filiais com investimento misto (quer comercial, quer industrial); parcerias com clientes (não com contratos de exclusividade formais, mas com claro respeito por áreas geográficas de exploração comercial); representantes que detém o controlo do canal de distribuição e das especificidades do país, funcionando como comissionistas.

Quais os primeiros mercados na internacionalização?

O início da internacionalização da Heliflex, com excepção dos negócios estabelecidos intercompanies, deu-se com Espanha e Marrocos, países mais próximos geograficamente. Logo de seguida os PALOP.

Quais os mercados até hoje conquistados?

Actualmente, a Heliflex actua em vários mercados internacionalmente, em quatro dos cinco continentes existentes: Europa (França, Holanda, Irlanda, Hungria, Bulgária, Polónia, Roménia, Suíça, Croácia, Eslovénia, Moldávia, Itália, Dinamarca, Finlândia, Chipre, Grécia, Alemanha, Suécia, Espanha, Grã-Bretanha, Portugal), África (Angola, Moçambique, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Marrocos, Argélia, Tunísia, Gana, Maurícias, Senegal), América (Brasil, Chile, Venezuela, Peru) e Ásia (Israel, Rússia, Irão, China), o que perfaz 39 países.

Em que países pretende a Heliflex marcar presença?

Actualmente, a Heliflex centra-se na conquista de novos clientes e novos mercados, mas também na consolidação dos clientes/mercados actuais. Nesta estratégia de internacionalização global, que passa não só pela conquista ‘simples’ de clientes (grandes distribuidores), como pela criação de filiais, a América do Sul torna-se mais apetecível até porque equilibra a sazonalidade produtiva da Heliflex no seu posicionamento mais europeu.

Qual o volume de facturação?

Em 2011, a facturação rondou os 11,7 milhões de euros.

A nível de exportação, qual o montante?

Para fora de Portugal vai 53,9 por cento da produção.

Quantos funcionários tem a Heliflex?

Emprega cerca de 110 pessoas.

O que distingue os vossos produtos dos demais?

Os nossos produtos distinguem-se da concorrência pelo seu conteúdo técnico, pela sua imagem, pela sua qualidade.

Quais são projectos para 2012?

É intuito da equipa colocar a Heliflex, em todo o mundo, como referência na fabricação de tubos, mangueiras e sistemas de rega, pelo que o principal desafio e actual da empresa é o desenvolvimento e expansão internacional. No futuro esperamos dar continuidade a esta linha, sobretudo tendo em vista a expansão internacional da Heliflex e a melhoria dos rácios de rentabilidade.
 

Inovação. Que produtos estão pensados para esta área?

Todos os anos a Heliflex lança no mercado, em média, três novos produtos, fruto da nossa I&D, know how e investimento tecnológico. Este facto relaciona-se com as quatro grandes vantagens competitivas da Heliflex face à concorrência. 
Em 2012 toma destaque a tecnologia no fabrico da gama de mangas planas, calibradas a ar, para sistemas de rega: monoflat e airflat. Em www.heliflex.pt poderá consultar em específico estes produtos.

A empresa já recebeu distinções? Quais?

Sim, várias: desde PME excelência durante vários anos, várias distinções ao nosso stand em várias feiras, Top 200 Companies Portugal Offer, IPAM: Prémio Business to Business, Produto do Ano, entre outros. 
É uma empresa certificada (pela norma mais recente, ISO 9001:2008), com vários produtos certificados.

É habitual a participação em feiras e em outros eventos empresariais?

Sim. Em várias feiras, quer a nível nacional, quer a nível internacional, nas quatro áreas de negócio onde estamos presentes com a nossa gama de produtos. Consideramos que as feiras constituem um veículo importante de entrada. 
Eventos empresariais também marcamos presença, quer relacionados com o nosso core business, quer de âmbito mais geral, organizados por exemplo pela ANQIP, AIDA, APCER, instituições de ensino, etc. No nosso site e/ou blog poderão ter acesso a todas as iniciativas onde estamos representados (www.heliflex.pt ou www.heliflex.blogspot.pt).

Quais os principais clientes nacionais e internacionais?

A Heliflex actua em contexto business to business, dirigida a distribuidores e grandes armazenistas e grandes superfícies especializadas em bricolage, jardim e materiais de construção, com marca da Heliflex e/ou marca própria do cliente. Vendemos directamente apenas a fabricantes e grandes utilizadores.

Sem internacionalização e tendo em conta a crise que o País atravessa, acha que seria possível a sobrevivência da Heliflex?

Tal como verificámos nas questões anteriores, de facto a Heliflex quando se abriu ao mercado internacional, sem quaisquer obstáculos, a faturação em exportação tem vindo a aumentar face à facturação no mercado nacional. Hoje representa uma parte importante do volume total de facturação da Heliflex, acima dos 50 por cento, pelo que tem sido o volume de exportação que tem equilibrado quer o nosso nível produtivo, quer o nosso nível de facturação.

De todos os mercados qual o mais importante?

Não existe, para a Heliflex, um produto mais importante, um cliente mais importante, um mercado mais importante. Toda a nossa gama de produtos, todos os nossos clientes, todos os mercados e segmentos onde estamos presentes carecem e merecem toda a nossa atenção.

Os produtos são para que áreas?

Porque a nossa gama de tubos e mangueiras é extensa, sentimos necessidade de a dividir em quatro grandes áreas de negócio, pelo que surgiu a Heliflex casa-jardim, Heliflex agro, Heliflex tecno-indústria e Heliflex construção. 
Agricultura (sucção, transporte de água, rega pulverização agrícola) 
Jardins e casa (rega jardins, piscina e acessórios) 
Indústria alimentar (tubos não tóxicos) e indústria em geral (ar comprimido, gás) 
Construção civil e obras públicas (saneamento básico e abastecimento de água).

Qual o produto imagem de marca da Heliflex?

A Heliflex como empresa quando foi criada tomou o nome do primeiro tubo que fabricámos em Portugal: o tipo heliflex, com espiral flexível e rígida. Referimo-nos ao ‘tipo’ porque o tubo do tipo heliflex encerra em si uma gama extensa de produtos, tal como heliflex sl, heliflex lg, heliflex md, heliflex ind (conforme se é para sucção ligeira, média ou pesada), heliflex pu (com poliuretano), heliflex anti-estático (com integração de arame anti-estático), heliflex com a espira em arame de aço, entre muitos outros.

A matéria-prima para a produção vem de onde?

Na sua maioria vem do mercado internacional, uma vez que a oferta nacional carece de produtores de matérias-primas necessárias à nossa área de negócio.

Como é contornada a concorrência?

Com inovação, qualidade, assistência/apoio técnico e imagem de marca. 
No modelo de negócio destacamos os fatores críticos de sucesso do core business: Serviço, Canais de distribuição e Qualidade. 
O cliente desta área de atividade exige dos produtores um serviço que lhe dedique atenção e assistência técnica quase permanente, para que possa aconselhar a aplicação mais correta e acrescentar valor na cadeia de distribuição. A logística, a garantia da funcionalidade técnica e o preço são outras qualidades apreciadas neste mercado. Para que a empresa produtora se possa diferenciar face à concorrência, deverá apostar nestes critérios. Os prazos de entrega são quase elementos decisores no processo de compra e por isso fatores imprescindíveis na diferenciação no mercado face à concorrência. É uma componente importante do serviço de uma empresa produtora e que hoje conhece um ritmo de crescimento grande, face às plataformas de logística que as empresas de transportes oferecem. Sinal de evolução a ser agarrado pelas empresas com visão estratégica. 
Especificamente, a gestão da Heliflex centra-se em quatro vantagens competitivas: Qualidade dos produtos, Capacidade técnica, Capacidade de produção, Capacidade financeira. 
Detetar novas soluções e novos materiais são as directrizes da Heliflex no mercado, orientando a sua atenção para o cliente, para os segmentos de mercado especializados/técnicos, sempre com a óbvia articulação entre a qualidade, técnica e comercial. Destaque para a abrangência da gama e a proximidade com os nossos clientes. 
A capacidade tecnológica, aliada à capacidade de produção instalada constituem 2 fatores fundamentais no crescimento da Heliflex. 

 
NB: A Heliflex é uma conceituada empresa sediada no Concelho de Ílhavo, aliás, como confirma esta entrevista. Uma empresa com elevado sentido de responsabilidade social.


Foto de cachorro atacando mulher Palestina gera polémica no Facebook


21/11/2012 09h12 - Atualizado em 21/11/2012 14h38

Foto de cachorro atacando mulher palestina gera polêmica no Facebook



Com os conflitos entre israelenses e palestinos se acirrando ainda mais no Oriente Médio, diversas imagens sobre a guerra são compartilhadas nas redes sociais. Nesta semana, uma foto de um cão atacando uma mulher muçulmana ganhou uma enorme repercussão no Facebook. A fotografia, enviada para o site no último sábado, já tem mais de 20 mil curtidas.


Com os conflitos entre israelenses e palestinos se acirrando ainda mais no Oriente Médio, diversas imagens sobre a guerra são compartilhadas nas redes sociais. Nesta semana, uma foto de um cão atacando uma mulher muçulmana ganhou uma enorme repercussão noFacebook. A fotografia, enviada para o site no último sábado, já tem mais de 20 mil curtidas.
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Foto de mulher sendo atacada por um cão tem mais de 20 mil curtidas no Facebook (Foto: Reprodução/Facebook)Foto de mulher sendo atacada por cão tem maisde 20 mil curtidas (Foto: Reprodução/Facebook)
Os responsáveis pela publicação foram os administradores de um grupo no Facebook chamado "I LOVE DOGS" (Eu amo cachorros, em português). A página, que tem mais de 100 mil fãs na rede social, oferece uma mistura curiosa de fotografias: a maioria é de belos cães, porém outra grande parte das fotos faz divulgações muçulmanas. Neste caso, a imagem acabou juntando os dois lados em uma única postagem.
Os comentários dos usuários do Facebook na foto foram bem divididos. Houve, sim, quem achasse a imagem o máximo e escrevesse mensagens ofensivas. Tomer Milol publicou algo como “Coma essa muçulmana, bebê, coma. Bom garoto! Quem é um bom garoto?”. Muita gente, porém, reprovou a atitude: “Como vocês podem curtir uma foto como essa? Isso é violência e maldade”, escreveu Yasmine El Boury.
Apesar de toda a repercussão nas redes sociais, a fotografia é relativamente antiga. A foto foi registrada em 2007 por um fotógrafo da agência de notícias AP. O site "Daily Dot" revela que o ataque do cão à mulher foi clicado em uma operação do exército israelense na região de West Bank, enquanto os soldados faziam buscas por um suposto militante palestino.
NB: Nada basta a guerra senão agora os cães atacarem as pessoas indefesas. 

11.20.2012

MAIORIA DOS PORTUGUESES FORA DO MERCADO DO TRABALHO


Economia

MAIORIA DOS PORTUGUESES FORA DO

 MERCADO DO TRABALHO

A maioria dos portugueses não trabalhava em 2011, de acordo com ocensos definitivos divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Eram 52 por cento do total da população, num conjunto onde se inserem estudantes, domésticos, pessoas com menos de 15 anos e reformados. Um total de 5.492.332 pessoas que estavam fora do mercado de trabalho.

Já 42% do total de portugueses, 10,562 milhões, estava a trabalhar e apenas 6% encontrava-se desempregado.

Pelas contas do INE, a maioria das pessoas empregadas eram homens (52%, contra 48% de mulheres). Pelo contrário, no cenário dos reformados, a maioria era feminina (51% de mulheres, 49% de homens), assim como na população «doméstica» (98% mulheres, 2% de homens).

Cerca de 5,5 milhões de pessoas estuda, ou é doméstica ou já está reformada
Mais de 500 mil vivem com ajuda do Estado

Quanto à principal fonte de rendimento, o grande peso vai para o salário. Cerca de 48% dos portugueses vive do seu trabalho, seguindo-se as pensões e reformas para 27% das pessoas.

Já 6% dos portugueses, cerca de 512 mil pessoas, tinham, em 2011, como principal meio de vida os apoios do Estado - subsídio de desemprego (3,3%), rendimento social de inserção (1,2%), apoio social (0,4%) e outros subsídios (0,8%).

Há ainda 18% dos portugueses que vive a cargo da família e 0,4% que vive de rendimentos da propriedade.

Perfil do trabalhador português

Ainda em relação ao mercado laboral, 81% trabalhava por conta de outrem. Destes, 18% cumpriam um horário semanal de 45 horas ou mais, concluiu o INE.

O grande foco do trabalho vai para o setor dos serviços, com as áreas do comércio, alojamento, transportes e comunicações a atrair 30% da população ativa em Portugal.

As atividades financeiras e imobiliárias concentravam 11% do emprego, a indústria 18% e a construção civil 9% do total de mão-de-obra empregada.

Já somente 3% das pessoas no mercado de trabalho se dedica à agricultura e pescas. 

Casa e carro: compras eleitas pelos portugueses

Ainda a pintar o quotidiano dos portugueses está o uso elevado do automóvel - 62% anda diariamente de carro - enquanto o uso generalizado de transportes públicos, bicicletas e motos diminuiu na última década.

Também as habitações são, na sua maioria, compradas e habitadas pelo proprietário, tendo os edifícios destinados à habitação aumentado 12% - para 3,4 milhões - e os alojamentos crescido 16% - para 5,9 milhões.

Além disso, as residências secundárias também aumentaram, representando já 19,3% do parque habitacional do país - 1.133.300 casas.

Já o arrendamento representava, no ano passado, 20% do total, sendo Lisboa a região com maior peso.

De acordo com o INE, a maioria das casas arrendadas custava, em média, 200 a 400 euros mensais (36% dos arrendatários pagava esta renda), com a grande parte dos contratos ser de duração indeterminada. Os contratos a prazo certo representavam 31,6% do total e os de renda social ou apoiada apenas 8,6%.

Falta ainda a atenção para as pessoas com mobilidade condicionada - cerca de 59% dos edifícios não tinham uma entrada acessível para estes casos.



MORADORES DO ALBOI ATENTOS ÀS OBRAS DA CÂMARA NO JARDIM CENTRAL DO LUGAR



MORADORES DO ALBOI ATENTOS ÀS OBRAS DA CÂMARA NO JARDIM CENTRAL DO LUGAR (Terranova)

From:Movimento Cívico Por Aveiro
Sent:  Tue, Nov 20, 2012 at 12:13 pm
To:      amigosdavenida@googlegroups.com
'MORADORES DO ALBOI ATENTOS ÀS OBRAS DA CÂMARA NO JARDIM CENTRAL DO LUGAR'



A Comissão de Moradores do Bairro do Alboi reuniu esta tarde no Largo Conselheiro Queirós, reagindo "à falta de informação sobre a possível construção de um arruamento no local". Segundo os promotores da iniciativa, "a autarquia não esclarece a Comissão sobre a natureza da obra em construção".

"Há qualquer coisa de estranho nas obras que estão a fazer, principalmente na parte central, pelo que vemos as obras que estão a fazer podem dar lugar a tudo menos a um jardim, tudo leva a entender que não estão a construir um jardim, vamos ver como é", disse João Peixinha da Comissão de Moradores no Alboi.

Durante muito tempo foi contestada a intervenção com um arruamento pelo meio do que até aqui era um Jardim Central. Entretanto, devido aos protestos, esse atravessamento teria sido evitado, mas, as obras voltam a agitar a população.

"Estamos alerta e prontos para avançar com a nossa luta para impedir que a obra continue, temos reunido com a Câmara que nos prometeu um jardim, não é estrada nenhuma, estamos prontos para a luta", referiu na Terra Nova.

11.18.2012

Veja o resultado de uma pesquisa que testou se somos honestos


Veja o resultado de uma pesquisa que testou se somos honestos



Será que a natureza humana é honesta? Parece que sim – se estivermos em nossas próprias casas.
Um estudo da Universidade de Oxford (Reino Unido) e da Universidade de Bonn (Alemanha) concluiu que é mais difícil para as pessoas contarem mentiras se estiverem em suas próprias casas.
Os pesquisadores realizaram testes simples de honestidade ligando aleatoriamente para 658 pessoas em suas próprias casas na Alemanha. Antes de fazer o teste, todos os participantes responderam perguntas sobre seu sexo, idade, pontos de vista sobre desonestidade e religião.
Os cientistas então pediam às pessoas para jogar uma moeda. Se caísse cara, elas receberiam 15 euros (cerca de 40 reais) ou um vale-presente, se caísse coroa, não receberiam nada. Sendo assim, as pessoas tinham um forte incentivo para mentir sem serem descobertas.
Embora os pesquisadores não tenham observado directamente o comportamento dos indivíduos em suas próprias casas, os resultados mostram um nível extremamente elevado de honestidade: mais da metade dos participantes do estudo (55,6%) relatou que caiu coroa, o que significava que não receberiam nada. 44,4% relataram cara. As respostas dos participantes estão de acordo com o “acaso”, que dita que as chances de cair cara são de 50% e coroa 50%.
Um segundo teste semelhante foi feito, envolvendo 94 participantes por telefone. Desta vez, eles foram convidados a relatar os resultados de quatro lançamentos de moeda consecutivos com a promessa de cinco euros por cada vez que a moeda caísse no lado da coroa.
O resultado foi o mesmo: apesar de um potencial de ganho de 20 euros (cerca de 52 reais), as respostas dos entrevistados reflectiam a distribuição provável dos resultados de se jogar uma moeda, sugerindo que foram honestos.
A conclusão é de que os atributos pessoais não desempenham um papel muito grande no nível geral de honestidade, que foi elevado em ambos os testes. Segundo os pesquisadores, ser honesto parece ser extremamente importante para o nosso sentido de “eu”, ou seja, para nossa percepção de nós somos.
No entanto, embora nos incomode dizer mentiras em casa, somos mais propensos a dobrar mais a verdade no trabalho.
Um teste parecido com o segundo experimento foi feito em situações de laboratório altamente controladas: cerca de 75% dos participantes relataram coroa (bem mais que o acaso, de 50%), o que confirma que as pessoas são mais honestas quando estão em suas próprias casas.
“Uma teoria é de que ser honesto é a própria essência de como queremos nos perceber, e é muito importante para o nosso senso de identidade própria”, explica o Dr. Johannes Abeler, do Departamento de Economia da Universidade de Oxford. Sendo assim, é mais difícil mentir dentro da nossa própria casa.
Os cientistas sugerem que o governo, para evitar comportamento fraudulento, deveria tornar formulários e questionários oficiais mais “pessoais”, de forma a revelar mais sobre nossas vidas e senso de auto identidade.
Quando as pessoas vêem claramente que mentir em uma dada situação seria errado, elas evitam isso. No entanto, se elas têm qualquer “margem de manobra”, podem se convencer de que seu comportamento não é fraudulento e isso não ataca a noção de quem realmente são.[MedicalXpress]
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11.17.2012

A Praga das Cartas Anónimas



A Praga das Cartas Anónimas

Por Joaquim Carlos*
A carta anónima sempre constituiu, pelos mais que muitos exemplos disponíveis, como uma verdadeira praga da sociedade contemporânea independentemente da atmosfera democrática que respiramos; tendo em conta a frequência com que o fenómeno acontece, se pode considerar um comportamento social e culturalmente enraizado de que todos se deviam envergonhar. Infelizmente, o homem vê com alegria o mal alheio e, se puder, sem perigo de se prejudicar, concorrer para esse mal, fá-lo sem hesitação, sorrindo na cara da vítima a abater, muitas vezes comendo á mesma mesa.
Sendo eu uma das vítimas directas destes procedimentos mais vermes, tenciono tecer algumas considerações acerca dos insondáveis desígnios da alma humana neste campo. Confesso que, como jornalista e dirigente associativo há diversos anos, não consigo de forma fácil fazer uma leitura apurada, ainda que não necessariamente coincidente com a dos entendidos nestas questões, muito próxima daquilo que são as motivações de quem se presta e disponibiliza a comportamentos de uma baixeza inqualificável e assassina.
Coincidência ou não, é essencialmente nas instituições de cariz social que as cartas anónimas circulam com mais frequência, cujos autores até exercem funções nos órgãos sociais. E, sem lhe atribuir qualquer ordem de enumeração baseada no grau de incidência, pelo menos das que são do meu conhecimento, ficando-me pelo descomprometido método aleatório, direi, que não existe uma instituição pública ou privada que não tenha já sido alvo da praga das cartas anónimas, ou dos papelinhos deixados aqui e ali de forma aleatória nas secretárias dos directores.
Considero, pois, numa classificação subjectiva da maldade humana, a carta anónima um dos mais indecentes e escabrosos comportamentos de quem quer que seja, e disso, como disse, tenho sido uma vítima directa por mais do que uma vez. Porque a pessoa visada, a vítima da maledicência, da intriga, da trampolinice, nos casos em que as missivas passam de mão em mão, ou enviadas pelas vias normais de circulação ainda que esteja de consciência tranquila, quer pessoal, quer profissionalmente, é confrontada, por um lado, com a suspeição que sobre si recai permanentemente, e, por outro, com juízos de valor precipitados, feitos por quem a rodeia, conduzindo-a a um sofrimento atroz, a um estado psicológico arrasador, podendo em muitos casos terminar com suicídio ou homicídio.
Assim, estas almas indigentes, ao ocultarem a identidade, ao colocarem a máscara da cobardia, estão a impedir que o alvo da sua frustração não possa ter direito ao Contraditório, para, assim, poder repor a verdade e limpar o nome, permanecendo conspurcado sabe-se-lá até quando.
Em minha opinião, até se consegue entender que antes da Revolução dos Cravos, porque até ali não havia liberdade de expressão, a carta anónima fosse um recurso socialmente aceitável. Na conjuntura actual, em que as rádios e os jornais locais se abrem e estão ao dispor dos cidadãos anónimos, permitindo que todos tenham o direito de se defender, emitir opiniões, criticar e intervir publicamente, no exercício da cidadania, na tentativa da busca da verdade e da justiça, esconder a cara, por detrás do anonimato, atirar pedras e fugir é um comportamento indigno, velhaco.
Uma das grandes virtudes da liberdade é precisamente a certeza de que ninguém vai preso por denunciar pessoas ou instituições, mesmo que os danos sejam irreparáveis. Podemos, na pior das hipóteses, mesmo respeitando os mais elementares princípios da Democracia, ter alguns dissabores, como “ganhar amigos”, olhares transviados e fulminantes e outras consequências de pouca monta.
Mesmo assim, apontar o dedo, mas assumida, num acto de coragem, a ousadia do feito, poupa-nos ao desconforto do peso na consciência; o que permite, a quem, ao levantar da cama, uma certa leveza de espírito, por não ter vergonha da cara reflectida no espelho.
Na verdade, o acto de denunciar, tirando os casos em que os autores das cartas anónimas agem por inveja, tentam pressionar decisões dos dirigentes, e sempre com intenção de espezinhar o próximo – digamos que, aqui, o malfazejo é, por norma, oficial do mesmo ofício do ultrajado, o que nos remete para a velha máxima latina de Hobbes: “ homo hominis lupus” –, é saudável em democracia, desde que os propósitos desse gesto sejam fundamentados e sérios. Denunciar, por exemplo, que nesta ou naquela instituição se esbanjam dinheiros públicos; que no organismo tal está instituída a política do compadrio; que fulano ou sicrano está no lugar que está por causa do “senhor Cunha”, em detrimento de outros concorrentes de reconhecida competência, etc., mais do que um dever, pode ser considerada uma atitude destemida e virtuosa, se o referido acto não for exercido cobardemente atrás da máscara do anonimato.
A carta anónima versus denúncia é o expediente recorrente dos cobardes, praticando assim uma devassa da vida privada de qualquer pessoa, sendo muitas das vezes exercida por pessoas que saboreiam um café à mesa connosco, fazendo-se de amigos, sinceros, juram a palavra de honra, acima de qualquer suspeita, recorrendo a uma linguagem polida, encantadora, quase hipnotizante com o intuito de recolher elementos para saciar a sua sede de vingança. A carta anónima acarreta em sua passagem daninha, a mentira, a calúnia, a traição e a maldade que se implantam permanentemente nos lábios e nas acções de quem as comete.
Existem cartas anónimas para todos os gostos, umas com falsas acusações conscientes, outras com falsas acusações destinadas a desviar uma suspeita, recheadas de vingança, leviandade e até vaidade por estranho que possa parecer. Os seus autores têm conhecimento dos costumes diários da vítima a abater. Os recorrentes deste procedimento revelam caracteres negativos no meio social em que se movimentam; fazem parte da erva bravia do jardim das virtudes, e por mais que se destruam, estão sempre a brotar viridentes e tóxicas por onde passam.
O autor de uma carta anónima vrs denúncia actua sempre de forma livre, voluntária e consciente, com intenção concretizada de devassar a vida privada, com o intuito de provocar o maior sofrimento possível à vítima visada. A vingança é a motivação primordial para a maioria dos casos de denunciação caluniosa.
No pretérito dia 3 de Novembro um famoso Artista Aveirense, embaixador da ADASCA e coordenador do II Espectáculo de Artistas Solidários a favor da referida associação que decorreu no Salão da Junta de Freguesia de Cacia, teve a amabilidade de me entregar uma dessas famosas cartas anónimas, através da qual o seu autor (que infelizmente conheço há mais de 20 anos), me ataca em todas as frentes, nem sequer poupando a minha origem do Alentejo, terra de onde sai com apenas 11 anos de idade. Carta semelhante foi entregue ao Sr. Presidente daquela Junta de Freguesia.
Este personagem entrou para ADASCA a meu convite, tendo posteriormente desrespeitado os seus deveres estatutários como elemento integrado nos órgãos sociais, os quais jurou cumprir no acto de tomada de posse, encontrando-se hoje em situação de suspensão de funções a seu pedido, apenas na qualidade de vogal da assembleia geral. Os interessados em saber mais sobre este reincidente, podem ler o que escreveu no Diário de Aveiro na edição dia 23 de Julho de 2011, como ainda a resposta publicada na edição do dia 5 de Agosto do referido jornal. O mesmo sujeito é autor de alguns e-mails datados do Agosto daquele mesmo ano, com o remetente de anonimo@anonimo.pt.
No mesmo jornal, edição do dia 12/09 outra associação sediada em Esgueira, deu-lhe uma resposta nos termos adequados. Todas as instituições que franquearam a entrada do sujeito, sofreram danos irreversíveis, minando as relações de confiança entre os dirigentes, denegrindo publicamente a sua imagem que levou anos a construir, sendo a ADASCA uma delas, que hoje representa cerca de 3108 dadores associados de pleno direito.
Este artigo não reflecte uma resposta directa à carta anónima que está em poder da direcção, nem a eventuais cartas que possam estar por ai a circular, tão-somente, serve de reflexão ao título do mesmo. Contudo, a direcção está atenta ao evoluir dos acontecimentos, não deixando de actuar na altura mais conveniente. Estamos apenas, a ser condescendentes, quando não devíamos. A vingança existe em consequência da ruminação das emoções depressivas, sobretudo da cólera, da antipatia e do ódio, da «febre psíquica» que explodem nas almas tacanhas: é a repulsa, para a consecutiva destruição física ou moral, mutua entre os homens que se dizem racionais.
A carta e a denúncia anónimas são o rosto dos covardes. Só gente desprezível e repugnante é capaz de recorrer à calúnia para ferir a honra alheia, servindo-se destes meios. Quem cala, consente. Logo, é conivente! Pois é, a primeira Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro, foi fundada por um cidadão não aveirense. É crime? É uma instituição que tem despertado alguma apetência. Se a praga continuar, a foto do seu autor será divulgada publicamente juntamente com depoimentos das antecedentes.
Felizmente: “Que nunca tirará alheia inveja, O bem que o outro merece e o céu deseja” (Camões).

(Presidente da Direcção da ADASCA)