9.28.2012

Policia Agride e Impede Jornalista de Exercer a sua Misssão



Policia Agride e Impede Jornalista de Exercer a sua Missão

Inspecção Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo de averiguações a um dos elementos da segurança do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse hoje à agência Lusa fonte da IGAI.

Fotografia © DR
Numa resposta enviada à Lusa, a IGAI refere que abriu um processo de averiguações a um dos seguranças do primeiro-ministro, elemento do Corpo de Segurança Pessoal da PSP, mas não especificou qual o motivo.
Na quarta-feira, um segurança do primeiro-ministro impediu um operador de câmara de filmar um incidente que envolveu Passos Coelho durante uma deslocação ao Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), em Lisboa.
À chegada ao ISCSP para uma homenagem a Adriano Moreira, um aluno insultou e assobiou o primeiro-ministro.
Um dos seguranças abordou o alunou para que fosse identificado e impediu um repórter de imagem de filmar a situação.
Pode ver o vídeo do incidente, que passou no Jornal das Oito, na TVI, AQUI.

NB: Em que País já nos encontramos a viver, que um Repórter de imagem já não pode exercer sem impedimentos a sua profissão? Alguém o convidou a estar presente no evento, e para isso lhe pagam, ou será que não? Caros senhores do poder: A liberdade de imprensa é um dos grandes baluartes da liberdade, da democracia e nunca deve ser restringida por forças ou governos despóticos, como este a que estamos assistindo.
Será que regressamos aos tempos da repressão policial, da PIDE, entre outras? Eu fui jornalista durante mais de 26 anos, pelo que o meu dever de plena consciência é estar solidário com este meu colega, que muito pugna pela liberdade de imprensa.
Pelas imagens que as televisões deram a conhecer à opinião pública, este elemento deve ser pura e simplesmente erradicado destas funções enquanto é tempo. Como é possível haver polícias com atitudes destas num País que viveu mais 50 anos de ditadura? Urge dar uma volta a isto enquanto é tempo.
Será que que o Policia não conhece a Constituição da República nesta matéria? Se não a conhece, os seus responsáveis devem coloca-lo a fazer um curso de reciclagem sobre esta matéria no mesmo estabelecimento de ensino que frequenta o jovem por ele “advertido”.
É proibido chamar a um ministro ou aos deputados que nos enganaram o que eles são? Eles até sabem que é verdade, quanto muito podem é ficar admirados como descobrimos essa qualidade negativa. Viva a liberdade de imprensa.

Postado por Joaquim Carlos (jornalista)

Presidente da Direcção da ADASCA Impedido de Terminar a leitura da sua Comunicação na 2: Convenção Nacional de Dadores de Sangue


Reposta a verdade e defendida a honra, desejo, sinceramente, que possamos regressar à paz, ao silêncio e ao trabalho sério, empenhado e anónimo em prol dos doentes. «Se a verdade é ocasião de escândalo, vale mais deixar que se provoquem escândalos do que deixar por isso, de se dizer a verdade.» (S. Gregório Magno, Papa da Igreja).

Joaquim Carlos

A Comunicação pode ser lida neste link.


9.25.2012

Troika propõe corte de apoios financeiros às associações de dadores de sangue



“Troika” quer cortar apoios a associações de Dadores de Sangue

Depois das fundações, chega a vez das associações. Em causa, por exemplo, associações de caçadores, dadores de sangue, recreativas, culturais e desportivas.

As associações também não escapam à “troika”, que quer saber quanto recebem do Estado, para quê e onde se pode cortar. O recado está dado, não obstante as dúvidas levantadas pelo Governo.

 "Troika" exige levantamento sobre associações existentes em Portugal
Mas, primeiro, a Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu querem que seja feito um levantamento da realidade existente. O Governo ainda tentou evitar a medida, mas a “troika” não aceitou retirar a questão do memorado de entendimento.

Assim, associações de caçadores, de dadores de sangue, recreativas, culturais ou desportivas preparem-se.

Terminado o processo relativo às fundações, a revisão do memorando de entendimento vai insistir num levantamento das associações não lucrativas existentes em Portugal, com o objectivo de cortar os apoios estatais. Só que há um problema logo à partida: as fundações avaliadas são cerca de meio milhar; as associações são mais de 40 mil.

Na reunião que teve com a “troika” para fazer o balanço do processo das fundações, o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, ainda tentou argumentar com a dimensão da realidade, mas não conseguiu convencer os técnicos internacionais, que consideram ser preciso conhecer a realidade, fazer o seu levantamento e depois tomar decisões.

Decisões que só podem prender-se com cortes de apoios e nunca com quais extinções ou mesmo restrições de actividade.

O Governo também alertou a “troika” para um dado importante a ter em conta: o direito de associação é um direito fundamental da Constituição Portuguesa.

Por: Eunice Lourenço
17-09-2012 às 17: 24 h
Fonte: Rádio Renascença


Dádivas de Sangue Diminuíram neste Verão


Dádivas de sangue diminuíram neste verão
Reservas do país contam cada vez mais com o contributo de novos dadores mais jovens

Por: Redacção / CM  |  25- 9- 2012  19: 2

As reservas de sangue do país contam cada vez mais com o contributo de novos dadores mais jovens, mas ainda assim as dádivas deste ano foram inferiores às do ano passado, revelou o presidente do instituto do sangue, nesta terça-feira.

Fazendo um balanço das campanhas de colheita de sangue no verão, o presidente do Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST) revelou que houve 45.991 dadores, menos 1.327 no que no mesmo período de 2011 (47.318).

No entanto, Hélder Trindade salientou o facto de se terem registado 8.486 novos dadores, o que corresponde a 18,5% do total de inscritos (no ano passado os novos dadores representavam 12,8% do total).

Além disso, estes novos dadores apresentavam uma média de idades de 33 anos nas mulheres e de 34 anos nos homens, comparativamente com a média geral de 41 anos nos homens e 39 nas mulheres, o que «mostra que a juventude se encontrou envolvida».

Apesar de os resultados das colheitas continuarem inferiores aos do ano passado, Hélder Trindade sublinhou que a campanha de verão permitiu «ultrapassar esta etapa de menor colheita, sem que houvesse falta de sangue nos hospitais».

Desta forma foi possível inverter a quebra de 16% nas dádivas de sangue que se verificou até julho, tendo este acumulado descido para 14% no final de agosto.

«Não deixou de haver quebra, só não é tão acentuada, havendo dados de recuperação», disse, alertando ser provável que o número continue a aumentar, já que a campanha de verão continua mais alguns dias.

Segundo o responsável, à data de hoje a reserva nacional de sangue encontrava-se acima das 11 mil unidades, sendo que com mais de oito mil unidades, considera-se que a «situação é segura».

As quebras nas dádivas que se vinham registando e o facto de os meses de verão serem «mais difíceis» levou o IPST a lançar uma campanha alargada com várias medidas, entre as quais Hélder Trindade destacou o call centre, que contacta todos os dadores que não dão sangue há mais de um ano.

«Só durante este período, o call centre realizou 10.563 telefonemas, tendo mobilizado 1.801 dadores, o que corresponde a uma taxa de sucesso de 17,05%», observou.

Hélder Trindade lembrou, ainda, que as colheitas do IPST cobrem 59% das necessidades do país, cabendo aos hospitais os restantes 41%.

Do total, mais de metade é feita com a cooperação das cerca de 170 associações de dadores de sangue existentes a nível nacional, que contam com um financiamento do IPST de aproximadamente 600 mil euros por ano(?).

Questionado sobre se está previsto algum corte nestes apoios, Hélder Trindade disse que a proposta de orçamento já está em discussão e que não há qualquer indicação nesse sentido, até porque «um corte sério poderia causar dificuldades nas associações».

Obs: Quanto custou as 10.563 chamadas ao IPST? Ficaram mais baratas do que a retirada das taxas moderadoras? Mais, tenho sérias dúvidas dos valores apresentados em forma de apoios financeiros às associações, tendo em conta que a redução na sua maioria foi mais de 30%.


9.23.2012

Links de Diversos Órgãos de Comunicação Social


Links diversos do Jornal Notícias Ribeirinhas


Alusivo à 2ªConvenção Nacional de Dadores de Sangue em Viana do Castelo

Gravação da TSF com José Passos e Hélder Trindade

Com imagens

Gravação da TSF com José Passos e Hélder Trindade

Com imagens
Depois das fundações, chega a vez das associações. Em causa, por exemplo, associações de caçadores, dadores de sangue, recreativas, culturais e desportivas.


Links postados por Joaquim Carlos - ADASCA

Entregaram de Bandeja o Controle das Futuras Convenções


Entregaram de bandeja o controle das futuras Convenções Nacionais de Dadores de Sangue à FEPODABES

Gostaríamos de saber de que modo o presidente da ADASCA, Joaquim Carlos, foi impedido de concluir a leitura da sua comunicação. Vítor Santos (Maior Tv). A esta pergunta dei a seguinte resposta:

1 - Como já foi informado, a ADASCA da qual sou seu principal fundador e presidente da Direcção há 6 anos, realizou a 1ª. Convenção em Aveiro no ano transacto, tendo posteriormente através da minha pessoa no decorrer de uma reunião de associações de dadores em Guimarães, passado o testemunho para que a 2ª. Convenção fosse realizada pela Associação de Dadores de Sangue do Distrito de Viana do Castelo, o que veio a concretizar-se ontem.

Bem podia ter ali esse compromisso
2 - Como associação anfitriã da 1ª. Convenção, era minha/nossa pretensão para além da apresentação duma Comunicação na 2ª. no final dar a conhecer qual era a nossa opinião de como deviam ser realizadas as Convenções futuras, ou seja: ser eleita uma Comissão de Apoio que iria funcionar na retaguarda da associação que fosse designada para realizar a próxima.

3 - Essa Comissão seria composta pela ADASCA de Aveiro, Associação de Dadores de Viana do Castelo e Guimarães, provavelmente mais outra. Não me foi dada a possibilidade tão pouco para concluir os ultimos três parágrafos da minha Comunicação, tendo sido interrompido por diversas vezes, quiçá pela agressividade dos termos que usei no texto.

4 - É verdade que o tempo disponível para cada interveniente era de 15 minutos, mas, alguns ultrapassaram em muito o tempo permitido, sem que eu tenha manifestado o meu desagrado. Devia ter imperado a melhor compreensão entre os convencionistas e isso não aconteceu. Tivemos uns mais iguais do que outros.

5 - Provavelmente, se a ADASCA não tivesse avançado com a passagem de testemunho para a realização da 2ª. Convenção, esta quiçá não se teria realizado, era o mais natural, tendo em conta que em Portugal nada se tinha realizado do género, pelo menos do meu conhecimento.

6 - Foram apresentadas apenas três moções, nenhuma delas foi apreciada e votada pela ADASCA, porque abandonamos o local antes. Esta 2ª. Convenção foi tudo menos imparcial em matéria partidária, foi perceptível em algumas intervenções.

7 - Embora tenha sido eleita a associação de dadores de sangue de Santarém para realizar a 3ª. Convenção em Março do próximo ano de acordo com a informação avançada hoje na imprensa, o certo é que entregaram de bandeja à Fepodabes o controle das futuras Convenções, como ainda a representação destas associações junto do Ministério da Saúde. A ADASCA queria evitar que isso acontecesse, não conseguiu, na medida em que umas das condições avançadas por nós, é que as Convenções deviam ser realizadas por associações ou grupos independentes, tal coma 1ª. que decorreu em Aveiro.

8 - Senti-me vexado, ofendido e humilhado naquela 2ª. Convenção. Muitos dos presentes queriam ver-me pelas costas, conseguiram-no lá, mas, não o vão conseguir noutros campos, porque no futuro jamais vão contar com a nossa presença seja em que iniciativa venha a ser realizada.

Sinto-me profundamente ofendido na qualidade de dirigente associativo, além do mais, faltou autoridade aos elementos coordenadores de mesa de ordem de trabalhos, caso contrário não se tinha registado aquela falta de decoro.

Faltou dignidade moral e intelectual àquela 2ª Convenção, eu senti os efeitos na pele. Todo o homem tem direito, além da sua tranquilidade psíquica, à sua valorização social, valores que não abdico por qualquer preço, ainda menos no decorrer de uma Convenção do género. Esteve mais em causa outros interesses do que a defesa dos direitos dos dadores. O tempo vai ser testemunha do que aqui afirmo. Com o apoio da ADASCA nunca mais vão contar. 

O mundo da dádiva de sangue está tão inquinado como o Decreto-lei que retirou a isenção das taxas moderadoras aos dadores de sangue nos hospitais. Andam por lá pessoas que devem distanciar-se permitir que os bem intencionados trabalhem a favor dos que estendem os braços. Os dadores de sangue devem estar bem atentos, e procurarem saber quem são os dirigentes que os representam e o que andam por ai a fazer nas suas costas.

Pela parte da ADASCA, fica uma certeza: jamais os atraiçoarei pelo menos enquanto for Presidente da Direcção, longe de mim defraudar a confiança que sempre depositaram na minha pessoa desde o ano de 2006.

Cordialmente,
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA

Bem podia ter ali esse compromisso



9.22.2012

À Comunicação Social


À Comunicação Social Nacional
C/C ao Sr. Ministro da Saúde
e IPST

Presidente da Direcção da ADASCA foi impedido de concluir a leitura da sua Comunicação na 2ª. Convenção Nacional de Dadores de Sangue em Viana do Castelo

Entregaram de bandeja a realização das futuras Convenções Nacionais de Dadores de Sangue à FEPODABES. São todos defensores da verdade, mas, nem sequer permitiram que o Presidente da Direcção da ADASCA conclui-se a apresentação da sua Comunicação na 2ª. Convenção em Viana do Castelo, quando a ADASCA foi a anfitriã desta iniciativa em Aveiro no ano de 2011.
Assim não vamos longe, os dadores continuam a não ter quem defenda os seus “direitos”, pois existem interesses pouco transparentes a falar mais alto, essa a percepção que se fez sentir.
A ADASCA desmarcou-se deste movimento, que desde a primeira hora assinou de cruz as posições das suas congéneres de Guimarães e Viana do Castelo. Foi notório a falta de respeito pelos diferentes pontos de vista, dando assim a entender que os objectivos desta 2ª. Convenção já estavam delineados e consumados antes de se dar inicio à ordem de trabalhos.
Assim sendo, desautorizamos quem quer que seja a falar em nosso nome, fique claro, aliás, abandonamos o local antes do término dos trabalhos, não tendo votado sequer qualquer moção, porque o desconforto que nos invadiu foi tão profundo que não havia condições para ali continuarmos.
Na 1ª. Convenção em Aveiro, a ADASCA foi bem mais liberal, democrática e tolerante para com os participantes. Francamente, não esperávamos por este tratamento, lá diz o ditado: as atitudes ficam com que as praticam.
A ADASCA vai continuar independente, sendo esta na nossa opinião a melhor solução. Ao contrário do que foi posto a circular, nunca necessitamos de nos colar a quem quer que seja, nem no passado, nem no presente e no futuro, garantidamente. Não somos perfeitos, mas sabemos o que queremos.
A mensagem que acabou por não ser lida na íntegra, está disponível no site da ADASCA, e Blog para que todos tenham acesso a ela, sem qualquer alteração.
A partir de hoje nem mais um e-mail será enviado para as outras associações.  Se porventura alguém se queria ver livre de nós, está consumada essa vontade.
A ADASCA orgulha-se pelo que conseguiu fazer até aqui em prol dos dadores de sangue seus associados, com os olhos bem virados para o futuro, assim vamos seguir o nosso caminho, com a mesma determinação, dedicação e coragem que desde o princípio nos tem acompanhado, nunca isentos de cometer erros. Vamos manter-nos atentos.

Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Site:www.adasca.pt

Aveiro, 23 de Setembro de 2012
----------------------------------------
Mensagem para a 2ª. Convenção Nacional de Dadores de
Sangue em Viana do Castelo

Será o dador de sangue um herói?

A Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro – ADASCA, existe há cerca de 5 anos e 7 meses, é de âmbito concelhio, com Sede e Posto Fixo localizado no Mercado Municipal de Santiago, representando nesta data cerca de 3013 dadores de sangue associados de pleno direito.
Iniciou as suas actividades de colheita de sangue em Dezembro de 2006 nos Bombeiros Velhos de Aveiro, com o decorrer do tempo alargado as suas actividades por algumas empresas e estabelecimentos de ensino da região. A ADASCA no âmbito das suas actividades alicerça-se em três áreas constantes nos respectivos estatutos: assistência Médica a dadores e Ex dadores de sangue seus associados, Campanhas de Sensibilização para a Dádiva de Sangue e claro, a realização de 4 brigadas por mês no seu Posto Fixo.
Todos os anos procuramos comemorar as datas mais salientes do Calendário, nomeadamente o Dia Mundial da Saúde, Dia Internacional do Voluntariado, Dia Nacional de Dador de Sangue e o Dia Mundial do Dador, sempre de forma diferente.
Isso mesmo aconteceu com a comemoração do Dia Mundial do Dador de Sangue este ano teve como lema: “Cada Dador de Sangue é um Herói”, este o lema escolhido pelo Comissário Dalli. Feita esta sintética apresentação, vou entrar no campo que mais nos interessa, e começo por colocar a seguinte questão:
- Em que País da União Europeia o dador é assim considerado e respeitado? Em Portugal, garantidamente que não, por cá tiram-nos o sangue com uma mão e com a outra vão-nos á carteira obrigando-nos a pagar as taxas moderadoras nos hospitais, quando estes necessitam do nosso precioso líquido. Em Portugal os dadores de sangue não são vistos como heróis, mas como elementos duma economia de escala, triturando a pouca dignidade que nos assiste.
A palavra herói é demasiada grave para ser usada e abusada pelos políticos que habitam em cada carteira do dador de sangue. Movido pela curiosidade do conceito de herói decidi consultar o dicionário complementar de Augusto Moreno a fim de compreender o seu real significado ficando a saber que um Herói é: “Homem extraordinário pelas suas proezas guerreiras, pelo seu valor ou magnanimidade; protagonista de uma obra literária; (…) Homem ilustre por feitos de grande coragem”.
Pela forma como os dadores começaram a ser tratados pelo ministério da saúde, através da aplicação do Decreto-lei nº. 113/2011 de 29 de Novembro, somos levados a crer que não somos assim tão necessários. A ser verdade, porque nos incomodam tanto para doarmos sangue e sensibilizar outros a fazê-lo? Os dadores que doaram sangue regularmente nos hospitais durante anos, e os que ainda o fazem, no caso de necessitarem de cuidados médicos urgentes, é justo pagarem para lhes tratarem da saúde? Mesmo que se trate de episodio pontual? Não devia ser ele tratado como um herói, já que alguém diz que é?
 Dador que é dador de sangue, atendendo à delicadeza das suas motivações solidárias, sempre com o seu pensamento centrado no doente que dele necessita, sente-se naturalmente indignado com este género de tratamento, quando na verdade devia ser o SNS a tratá-lo de forma empenhada, para que volte a doar sangue de novo o mais breve possível.
Quiçá sejamos mais heróis pela paciência que nos assiste, e não tanto pelo gesto solidário que possa encerrar. Herói é o senhor ministro da saúde pela coragem e determinação que tem evidenciado ao longo do tempo em manter a obrigatoriedade aos dadores no pagamento dos valores das taxas moderadoras, quando estes deviam estar isentos, sentindo-se ainda mais motivados a comparecer nos locais de colheitas.
O erro legislativo cometido pelo ministro em questão não pode ser imputado aos inocentes, a saber: dadores de sangue e às associações que representam estes.
A solução está nas suas mãos, sem mais argumentações: reponha a isenção e terá os dadores de regresso. Quando isso acontecer, o herói é o ministro da saúde e não os dadores ou movimento associativo. Quer queiramos ou não, a actual situação deve ser imputada ao seu autor moral e material. Esta é a verdade crua e nua que deve ser por ele assumida. Aliás, já a reconheceu mais do que uma vez em declarações à imprensa.
As qualidades de um verdadeiro herói são a força moral, a coragem e a disposição para ajudar os outros. Os heróis que perduram através dos tempos são aqueles que ajudam a libertar as pessoas da doença, pobreza ou da fome. Pelo que o senhor ministro da saúde vai ficar para a história como um herói, numa versão diferente, infeliz, porque penalizou quem é solidário.
A terminar a minha intervenção nesta 2ª. Convenção Nacional de Dadores de Sangue, permitam-me acrescente apenas uma consideração:
 – Os dadores de sangue dão prejuízo ou lucro ao ministério da saúde versus IPST?
Ora vejamos os valores constantes no mapa que nos foi enviado e que diz respeito somente ao CHBV, para além de outros cuja facturação está devidamente detalhada conforme se segue a 90 dias: 247.835€, 90 a 100 dias: 385.477€, 180 a 360 dias: 879.197€, 360 a 540 dias: 231.491€, de 540 a 720 dias 84.688€, finalmente a 720 dias: 142.356€, somando assim um total de 1.971.045€.
No ofício nº. 2908/SEAPI datado do dia 19 de Junho pode ler-se que “tendo sido solicitada a competente informação à Administração Central do Sistema de Saúde, IP, sobre os valores em dívida ao Instituto Português do Sangue e da Transplantação (ACSS), IP., nos foi transmitido que, em 31.12.2011, ao então Instituto Português do Sangue, I.P., se encontra dívida da parte dos serviços hospitalares públicos, o valor de 45.635.600€” e continua: “Mais nos foi informado de que, a ACSS, IP não dispõe de informação sobre os valores em dívida àquele instituto por parte dos serviços hospitalares privados”.
Será que o montante desta dívida está relacionado com o corte brutal nos subsídios neste ano às associações dadores de sangue? Tudo indica que sim, mas, que culpa temos nós? Cumprimos com o nosso dever. Por nos informaram que a redução dos subsídios estava relacionada com a contenção de despesas? Engaram-nos na medida em que somos parceiros na promoção da dádiva.
Seria bom que os hospitais limpassem a sua imagem o mais breve possível, não deixando porém de respeitar a dignidade dos dadores sangue, sempre que estes sejam obrigados a dirigir-se a qualquer hospital. Afinal, está provado que os dadores e as suas associações têm influência na economia do País. O nosso sangue além ser vida, é ouro os números falam por si. Alguém poderá questionar: o que a ADASCA tem a ver com isto? Muito.
Somos voluntários, solidários mas não escravos de quem quer que seja. Muito há a dizer noutras áreas, mas, como não o tempo é escasso, creio que já disse o que basta. Enquanto Fundador e Presidente da Direcção da ADASCA, sempre assumi e assumo as responsabilidades dos seus actos e das minhas palavras, seja em que circunstância for, pelo que repúdio as declarações crítica que alguns dirigentes associativos fizeram visando a minha pessoa. Não os conheço como nunca lhes apertei a mão. Este divisionismo interessa sempre a alguém, tenhamos isso em linha de conta.
Reposta a verdade e defendida a honra, desejo, sinceramente, que possamos regressar à paz, ao silêncio e ao trabalho sério, empenhado e anónimo em prol dos doentes. «Se a verdade é ocasião de escândalo, vale mais deixar que se provoquem escândalos do que deixar por isso, de se dizer a verdade.» (S. Gregório Magno, Papa da Igreja).

Joaquim Carlos
Fundador/Presidente da Direcção da ADASCA
Aveiro, 22 de Setembro de 2012

NB: Esta a Mensagem que o Presidente da Direcção da ADASCA foi impedido de concluir a sua leitura no decorrer da 2ª. Convenção Nacional de Dadores de Sangue em Viana do Castelo.