9.23.2012

Entregaram de Bandeja o Controle das Futuras Convenções


Entregaram de bandeja o controle das futuras Convenções Nacionais de Dadores de Sangue à FEPODABES

Gostaríamos de saber de que modo o presidente da ADASCA, Joaquim Carlos, foi impedido de concluir a leitura da sua comunicação. Vítor Santos (Maior Tv). A esta pergunta dei a seguinte resposta:

1 - Como já foi informado, a ADASCA da qual sou seu principal fundador e presidente da Direcção há 6 anos, realizou a 1ª. Convenção em Aveiro no ano transacto, tendo posteriormente através da minha pessoa no decorrer de uma reunião de associações de dadores em Guimarães, passado o testemunho para que a 2ª. Convenção fosse realizada pela Associação de Dadores de Sangue do Distrito de Viana do Castelo, o que veio a concretizar-se ontem.

Bem podia ter ali esse compromisso
2 - Como associação anfitriã da 1ª. Convenção, era minha/nossa pretensão para além da apresentação duma Comunicação na 2ª. no final dar a conhecer qual era a nossa opinião de como deviam ser realizadas as Convenções futuras, ou seja: ser eleita uma Comissão de Apoio que iria funcionar na retaguarda da associação que fosse designada para realizar a próxima.

3 - Essa Comissão seria composta pela ADASCA de Aveiro, Associação de Dadores de Viana do Castelo e Guimarães, provavelmente mais outra. Não me foi dada a possibilidade tão pouco para concluir os ultimos três parágrafos da minha Comunicação, tendo sido interrompido por diversas vezes, quiçá pela agressividade dos termos que usei no texto.

4 - É verdade que o tempo disponível para cada interveniente era de 15 minutos, mas, alguns ultrapassaram em muito o tempo permitido, sem que eu tenha manifestado o meu desagrado. Devia ter imperado a melhor compreensão entre os convencionistas e isso não aconteceu. Tivemos uns mais iguais do que outros.

5 - Provavelmente, se a ADASCA não tivesse avançado com a passagem de testemunho para a realização da 2ª. Convenção, esta quiçá não se teria realizado, era o mais natural, tendo em conta que em Portugal nada se tinha realizado do género, pelo menos do meu conhecimento.

6 - Foram apresentadas apenas três moções, nenhuma delas foi apreciada e votada pela ADASCA, porque abandonamos o local antes. Esta 2ª. Convenção foi tudo menos imparcial em matéria partidária, foi perceptível em algumas intervenções.

7 - Embora tenha sido eleita a associação de dadores de sangue de Santarém para realizar a 3ª. Convenção em Março do próximo ano de acordo com a informação avançada hoje na imprensa, o certo é que entregaram de bandeja à Fepodabes o controle das futuras Convenções, como ainda a representação destas associações junto do Ministério da Saúde. A ADASCA queria evitar que isso acontecesse, não conseguiu, na medida em que umas das condições avançadas por nós, é que as Convenções deviam ser realizadas por associações ou grupos independentes, tal coma 1ª. que decorreu em Aveiro.

8 - Senti-me vexado, ofendido e humilhado naquela 2ª. Convenção. Muitos dos presentes queriam ver-me pelas costas, conseguiram-no lá, mas, não o vão conseguir noutros campos, porque no futuro jamais vão contar com a nossa presença seja em que iniciativa venha a ser realizada.

Sinto-me profundamente ofendido na qualidade de dirigente associativo, além do mais, faltou autoridade aos elementos coordenadores de mesa de ordem de trabalhos, caso contrário não se tinha registado aquela falta de decoro.

Faltou dignidade moral e intelectual àquela 2ª Convenção, eu senti os efeitos na pele. Todo o homem tem direito, além da sua tranquilidade psíquica, à sua valorização social, valores que não abdico por qualquer preço, ainda menos no decorrer de uma Convenção do género. Esteve mais em causa outros interesses do que a defesa dos direitos dos dadores. O tempo vai ser testemunha do que aqui afirmo. Com o apoio da ADASCA nunca mais vão contar. 

O mundo da dádiva de sangue está tão inquinado como o Decreto-lei que retirou a isenção das taxas moderadoras aos dadores de sangue nos hospitais. Andam por lá pessoas que devem distanciar-se permitir que os bem intencionados trabalhem a favor dos que estendem os braços. Os dadores de sangue devem estar bem atentos, e procurarem saber quem são os dirigentes que os representam e o que andam por ai a fazer nas suas costas.

Pela parte da ADASCA, fica uma certeza: jamais os atraiçoarei pelo menos enquanto for Presidente da Direcção, longe de mim defraudar a confiança que sempre depositaram na minha pessoa desde o ano de 2006.

Cordialmente,
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA

Bem podia ter ali esse compromisso



9.22.2012

À Comunicação Social


À Comunicação Social Nacional
C/C ao Sr. Ministro da Saúde
e IPST

Presidente da Direcção da ADASCA foi impedido de concluir a leitura da sua Comunicação na 2ª. Convenção Nacional de Dadores de Sangue em Viana do Castelo

Entregaram de bandeja a realização das futuras Convenções Nacionais de Dadores de Sangue à FEPODABES. São todos defensores da verdade, mas, nem sequer permitiram que o Presidente da Direcção da ADASCA conclui-se a apresentação da sua Comunicação na 2ª. Convenção em Viana do Castelo, quando a ADASCA foi a anfitriã desta iniciativa em Aveiro no ano de 2011.
Assim não vamos longe, os dadores continuam a não ter quem defenda os seus “direitos”, pois existem interesses pouco transparentes a falar mais alto, essa a percepção que se fez sentir.
A ADASCA desmarcou-se deste movimento, que desde a primeira hora assinou de cruz as posições das suas congéneres de Guimarães e Viana do Castelo. Foi notório a falta de respeito pelos diferentes pontos de vista, dando assim a entender que os objectivos desta 2ª. Convenção já estavam delineados e consumados antes de se dar inicio à ordem de trabalhos.
Assim sendo, desautorizamos quem quer que seja a falar em nosso nome, fique claro, aliás, abandonamos o local antes do término dos trabalhos, não tendo votado sequer qualquer moção, porque o desconforto que nos invadiu foi tão profundo que não havia condições para ali continuarmos.
Na 1ª. Convenção em Aveiro, a ADASCA foi bem mais liberal, democrática e tolerante para com os participantes. Francamente, não esperávamos por este tratamento, lá diz o ditado: as atitudes ficam com que as praticam.
A ADASCA vai continuar independente, sendo esta na nossa opinião a melhor solução. Ao contrário do que foi posto a circular, nunca necessitamos de nos colar a quem quer que seja, nem no passado, nem no presente e no futuro, garantidamente. Não somos perfeitos, mas sabemos o que queremos.
A mensagem que acabou por não ser lida na íntegra, está disponível no site da ADASCA, e Blog para que todos tenham acesso a ela, sem qualquer alteração.
A partir de hoje nem mais um e-mail será enviado para as outras associações.  Se porventura alguém se queria ver livre de nós, está consumada essa vontade.
A ADASCA orgulha-se pelo que conseguiu fazer até aqui em prol dos dadores de sangue seus associados, com os olhos bem virados para o futuro, assim vamos seguir o nosso caminho, com a mesma determinação, dedicação e coragem que desde o princípio nos tem acompanhado, nunca isentos de cometer erros. Vamos manter-nos atentos.

Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Site:www.adasca.pt

Aveiro, 23 de Setembro de 2012
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Mensagem para a 2ª. Convenção Nacional de Dadores de
Sangue em Viana do Castelo

Será o dador de sangue um herói?

A Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro – ADASCA, existe há cerca de 5 anos e 7 meses, é de âmbito concelhio, com Sede e Posto Fixo localizado no Mercado Municipal de Santiago, representando nesta data cerca de 3013 dadores de sangue associados de pleno direito.
Iniciou as suas actividades de colheita de sangue em Dezembro de 2006 nos Bombeiros Velhos de Aveiro, com o decorrer do tempo alargado as suas actividades por algumas empresas e estabelecimentos de ensino da região. A ADASCA no âmbito das suas actividades alicerça-se em três áreas constantes nos respectivos estatutos: assistência Médica a dadores e Ex dadores de sangue seus associados, Campanhas de Sensibilização para a Dádiva de Sangue e claro, a realização de 4 brigadas por mês no seu Posto Fixo.
Todos os anos procuramos comemorar as datas mais salientes do Calendário, nomeadamente o Dia Mundial da Saúde, Dia Internacional do Voluntariado, Dia Nacional de Dador de Sangue e o Dia Mundial do Dador, sempre de forma diferente.
Isso mesmo aconteceu com a comemoração do Dia Mundial do Dador de Sangue este ano teve como lema: “Cada Dador de Sangue é um Herói”, este o lema escolhido pelo Comissário Dalli. Feita esta sintética apresentação, vou entrar no campo que mais nos interessa, e começo por colocar a seguinte questão:
- Em que País da União Europeia o dador é assim considerado e respeitado? Em Portugal, garantidamente que não, por cá tiram-nos o sangue com uma mão e com a outra vão-nos á carteira obrigando-nos a pagar as taxas moderadoras nos hospitais, quando estes necessitam do nosso precioso líquido. Em Portugal os dadores de sangue não são vistos como heróis, mas como elementos duma economia de escala, triturando a pouca dignidade que nos assiste.
A palavra herói é demasiada grave para ser usada e abusada pelos políticos que habitam em cada carteira do dador de sangue. Movido pela curiosidade do conceito de herói decidi consultar o dicionário complementar de Augusto Moreno a fim de compreender o seu real significado ficando a saber que um Herói é: “Homem extraordinário pelas suas proezas guerreiras, pelo seu valor ou magnanimidade; protagonista de uma obra literária; (…) Homem ilustre por feitos de grande coragem”.
Pela forma como os dadores começaram a ser tratados pelo ministério da saúde, através da aplicação do Decreto-lei nº. 113/2011 de 29 de Novembro, somos levados a crer que não somos assim tão necessários. A ser verdade, porque nos incomodam tanto para doarmos sangue e sensibilizar outros a fazê-lo? Os dadores que doaram sangue regularmente nos hospitais durante anos, e os que ainda o fazem, no caso de necessitarem de cuidados médicos urgentes, é justo pagarem para lhes tratarem da saúde? Mesmo que se trate de episodio pontual? Não devia ser ele tratado como um herói, já que alguém diz que é?
 Dador que é dador de sangue, atendendo à delicadeza das suas motivações solidárias, sempre com o seu pensamento centrado no doente que dele necessita, sente-se naturalmente indignado com este género de tratamento, quando na verdade devia ser o SNS a tratá-lo de forma empenhada, para que volte a doar sangue de novo o mais breve possível.
Quiçá sejamos mais heróis pela paciência que nos assiste, e não tanto pelo gesto solidário que possa encerrar. Herói é o senhor ministro da saúde pela coragem e determinação que tem evidenciado ao longo do tempo em manter a obrigatoriedade aos dadores no pagamento dos valores das taxas moderadoras, quando estes deviam estar isentos, sentindo-se ainda mais motivados a comparecer nos locais de colheitas.
O erro legislativo cometido pelo ministro em questão não pode ser imputado aos inocentes, a saber: dadores de sangue e às associações que representam estes.
A solução está nas suas mãos, sem mais argumentações: reponha a isenção e terá os dadores de regresso. Quando isso acontecer, o herói é o ministro da saúde e não os dadores ou movimento associativo. Quer queiramos ou não, a actual situação deve ser imputada ao seu autor moral e material. Esta é a verdade crua e nua que deve ser por ele assumida. Aliás, já a reconheceu mais do que uma vez em declarações à imprensa.
As qualidades de um verdadeiro herói são a força moral, a coragem e a disposição para ajudar os outros. Os heróis que perduram através dos tempos são aqueles que ajudam a libertar as pessoas da doença, pobreza ou da fome. Pelo que o senhor ministro da saúde vai ficar para a história como um herói, numa versão diferente, infeliz, porque penalizou quem é solidário.
A terminar a minha intervenção nesta 2ª. Convenção Nacional de Dadores de Sangue, permitam-me acrescente apenas uma consideração:
 – Os dadores de sangue dão prejuízo ou lucro ao ministério da saúde versus IPST?
Ora vejamos os valores constantes no mapa que nos foi enviado e que diz respeito somente ao CHBV, para além de outros cuja facturação está devidamente detalhada conforme se segue a 90 dias: 247.835€, 90 a 100 dias: 385.477€, 180 a 360 dias: 879.197€, 360 a 540 dias: 231.491€, de 540 a 720 dias 84.688€, finalmente a 720 dias: 142.356€, somando assim um total de 1.971.045€.
No ofício nº. 2908/SEAPI datado do dia 19 de Junho pode ler-se que “tendo sido solicitada a competente informação à Administração Central do Sistema de Saúde, IP, sobre os valores em dívida ao Instituto Português do Sangue e da Transplantação (ACSS), IP., nos foi transmitido que, em 31.12.2011, ao então Instituto Português do Sangue, I.P., se encontra dívida da parte dos serviços hospitalares públicos, o valor de 45.635.600€” e continua: “Mais nos foi informado de que, a ACSS, IP não dispõe de informação sobre os valores em dívida àquele instituto por parte dos serviços hospitalares privados”.
Será que o montante desta dívida está relacionado com o corte brutal nos subsídios neste ano às associações dadores de sangue? Tudo indica que sim, mas, que culpa temos nós? Cumprimos com o nosso dever. Por nos informaram que a redução dos subsídios estava relacionada com a contenção de despesas? Engaram-nos na medida em que somos parceiros na promoção da dádiva.
Seria bom que os hospitais limpassem a sua imagem o mais breve possível, não deixando porém de respeitar a dignidade dos dadores sangue, sempre que estes sejam obrigados a dirigir-se a qualquer hospital. Afinal, está provado que os dadores e as suas associações têm influência na economia do País. O nosso sangue além ser vida, é ouro os números falam por si. Alguém poderá questionar: o que a ADASCA tem a ver com isto? Muito.
Somos voluntários, solidários mas não escravos de quem quer que seja. Muito há a dizer noutras áreas, mas, como não o tempo é escasso, creio que já disse o que basta. Enquanto Fundador e Presidente da Direcção da ADASCA, sempre assumi e assumo as responsabilidades dos seus actos e das minhas palavras, seja em que circunstância for, pelo que repúdio as declarações crítica que alguns dirigentes associativos fizeram visando a minha pessoa. Não os conheço como nunca lhes apertei a mão. Este divisionismo interessa sempre a alguém, tenhamos isso em linha de conta.
Reposta a verdade e defendida a honra, desejo, sinceramente, que possamos regressar à paz, ao silêncio e ao trabalho sério, empenhado e anónimo em prol dos doentes. «Se a verdade é ocasião de escândalo, vale mais deixar que se provoquem escândalos do que deixar por isso, de se dizer a verdade.» (S. Gregório Magno, Papa da Igreja).

Joaquim Carlos
Fundador/Presidente da Direcção da ADASCA
Aveiro, 22 de Setembro de 2012

NB: Esta a Mensagem que o Presidente da Direcção da ADASCA foi impedido de concluir a sua leitura no decorrer da 2ª. Convenção Nacional de Dadores de Sangue em Viana do Castelo.



9.21.2012

O Povo e o Estado



O Povo e o Estado
Os interessados em ler na íntegra o artigo de Opinião desta semana, no Jornal Notícias Ribeirinhas podem aceder ao mesmo através do link abaixo. Enviem os vossos comentários ou sugestões.
O último link contém declarações sobre o Estatuto do Dador de Sangue, vale a pena ouvir.








Vamos em frente, por mim tudo farei para não defraudar os leitores das minhas reflexões semanais. Vivemos numa sociedade de comunicação e quem tem a informação sente-se muito mais incitado que antes a oferece-la ao publico.
A liberdade de imprensa é um dos grandes baluartes da liberdade e nunca deve ser restringida por forças ou governos despóticos. 





Como sempre ao dispor,

Joaquim Carlos
(Jornalista TE nº. 525)

Para visionar o Artigo de Opinião: Deveres e Direitos Consagrados no Estatuto do Dador de Sangue, basta clicar no link abaixo em azul.
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA

NB: as respostas podem ser enviadas para o geral@adasca.pt.
Não deixem de aceder ao site: www.adasca.pt como ainda ao Blog:aveiro123-portaaberta.blogspot.com

9.16.2012


Nomeações da Saúde dominadas por interesses ilegítimos

Nomeações chumbadas por unanimidade

Por que há tanta polémica sobre nomeações para cargos intermédios na Saúde? Antes de mais a mecânica do processo: o ministro escolhe os presidentes das administrações regionais de Saúde (ARS). Quem? Com que currículo? Com que grau de confiança? Abre-se a primeira porta para o cartão partidário entrar em ação (ou não). Depois as ARS nomeiam diretores-executivos, que por sua vez têm de nomear presidentes de conselhos clínicos de cada Agrupamento de Centros de Saúde (ACES). E em cada um deles é necessário indicar três vogais para acompanhar o presidente na gestão quotidiana destes serviços: um médico de saúde pública, um enfermeiro especialista e um técnico de saúde. Está visto que a margem de subjetividade e politização local deste processo é imensa. Alguma vez será possível gerir o setor público como se gere o privado?
…………………
Painel: 1. Há uma politização excessiva na nomeação para cargos da Saúde em Portugal?  2. A ter de escolher um corte no Orçamento (público) da Saúde, qual faria?  3. A regularização das listas de espera para consultas e intervenções cirúrgicas do Serviço Nacional de Saúde está a MELHORAR 
MUITO/MELHORAR/ESTÁVEL/PIORAR/UM CAOS

António Ferreira, presidente do Conselho de Administração do Hospital de S. João :
1. Em Portugal não se vive em democracia, mas em demagogia. Este sistema político demagógico, agravado pelas paroquialidade e endogamia quase familiar que nos dominam, constitui um caldeirão onde fermentam o clientelismo e a corrupção. O que tem acontecido nos últimos decénios tem mais a ver com nomeações dominadas por interesses ilegítimos do que com a politização das mesmas nomeações.

2. Não necessita de cortes, mas de um independente e corajoso combate ao desperdício, a começar pela área do medicamento e dispositivos médicos (onde se gastam milhões sem qualquer benefício que não seja o do lucro imoral da indústria farmacêutica internacional), passando pelos recursos humanos (onde algumas castas beneficiam de um favorecimento inaceitável) e chegando aos subsistemas de Saúde (que apenas existem para desviar fundos públicos para o financiamento da iniciativa privada, sem os quais ela é insustentável).
3. Estável
JN 15/09/2012 

Estas foram as questões colocadas a sete personalidades ligadas à Saúde (Isabel Vaz, Manuel Antunes, Maurício Barbosa, António Ferreira, Nuno Sousa, Paulo Mendo e Purificação Tavares). link Com naturais divergências de opinião, foram unânimes quanto ao ponto 1, concordando que nas nomeações para cargos dirigentes do SNS a competência é subalternizada. Pela clarividência, destaca-se a posição do Presidente do CA do Hospital S. João. Se é certo que o SNS é vítima de uma politização ilegítima na selecção de cargos, no que respeita a interesses económicos ilegítimos o sector privado, quase sempre parasitando o público, pede meças.

Tavisto
Etiquetas: Tá visto, XIX gov
POSTED BY XAVIER AT 4:54 P.M.
DOMINGO, SETEMBRO 16



Opinião de José Gomes Ferreira



José Gomes Ferreira: Contra a TSU, pela austeridade
OPINIÃO

O autêntico suicídio político, que Passos Coelho iniciou no dia 7 e Vítor Gaspar aprofundou no dia 11 de Setembro, está a dar azo a interpretações que ameaçam desvirtuar a discussão sobre as alterações propostas para a Taxa Social Única.

A alteração da TSU não é uma medida de austeridade porque não representa um contributo decisivo para a redução do défice, mas foi interpretada como tal e esta a fazer alargar perigosamente a contestação a outras medidas, essas sim destinadas à redução do défice, que são importantes e não têm alternativa.

 José Gomes Ferreira -Subdiretor de Informação SIC 
Por outras palavras, esta medida é um erro crasso e arrisca-se a bloquear toda a austeridade que está em marcha e tem de mesmo de ser reforçada até ao fim do programa de assistência financeira.

O aumento de 64 por cento do desconto dos trabalhadores para a Segurança Social, elevando a taxa de 11 para 18 por cento, deverá gerar receitas de 2.800 milhões de euros. A devolução de 2.300 milhões de euros aos patrões, através da redução da parte do desconto das empresas sobre o salário dos trabalhadores, de 23,75 para 18 por cento, torna inútil a maior parte deste esforço das famílias, ataca de morte a procura interna e deixa apenas 500 milhões de euros para combater o défice. Uma gota de água num oceano de dificuldades, que o próprio Governo já quantificou em 4.900 milhões de euros no ano de 2013. Também por isso, esta medida é um erro, nem sequer se destina a cobrir aquele défice.

Mas esta medida é um erro monumental, sobretudo porque transfere um cheque chorudo, de 2.300 milhões de euros, de famílias aflitas para empresas que não podem garantir a criação de emprego porque isso não faz nenhum sentido – simplesmente porque o mercado não está a crescer, está a diminuir. E vai diminuir ainda mais, precisamente como consequência desta medida. Ninguém em seu perfeito juízo investe em maquinaria e contrata empregados para produzir sem nenhuma garantia de venda. O resultado seria apenas aumentar os stocks de bens. No caso dos serviços nem isso é possível, mais trabalhadores ficariam de braços cruzados.

E, acima de tudo, esta medida é um erro moral porque transfere dinheiro para quem não o merece, bem pelo contrário.

Sem teorizar agora sobre todas as causas da crise económica e financeira em que vivemos, é muito importante recordar os seguintes factos:

1.     Culpada da crise foi a esquerda irresponsável, partidos e sindicatos que andaram anos a fio, décadas a fio, a reclamar aumentos salariais, benesses e isenções sem fim, esquecendo completamente o baixo nível de produção e o baixíssimo nível de produtividade do país. Contribuíram decisivamente para o aumento do endividamento público e, por consequência, da dívida externa.
2.     Culpados da crise foram os políticos irresponsáveis, todos os políticos irresponsáveis de esquerda, de centro e de direita, que estiveram no poder e que não puderam, não souberam ou não quiseram contrariar esta pressão, tirando dela proveito para se reeleger.
3.     Culpada da crise foi a direita dos interesses que, em conluio entre grandes empresas, bancos, construtoras, consultoras, deputados e governantes, atirou o país para o mais elevado nível de endividamento de que há registo deste 1870 face ao Produto Interno Bruto. Mais grave do que o endividamento – stock – este conluio levou à criação de obrigações permanentes do Estado – fluxos - durante mais de 30 anos, que representam pagamentos anuais de muitos milhares de milhões de euros a essas empresas, arruinado as finanças nacionais e comprometendo o futuro, não de uma, mas de várias gerações. O espelho e corolário deste conluio foi a estratégia de financiamento da Estadas de Portugal desenhada em 2007 por José Sócrates, Mário Lino e Paulo Campos, com um horizonte temporal de mais de 70 anos! Feito notável para quem foi eleito por apenas 4 anos, obrigando o Estado a pagar milhares de milhões de euros aos parceiros privados de conluio durante mais de três décadas. Não só amarraram o Estado a uma loucura financeira como conseguiram resguardar as empresas beneficiárias das agruras próprias do mercado concorrencial saudável, deixando-as em mercado protegido durante décadas.
Estas empresas são as mesmas que nos cobram os combustíveis (sem impostos, que é a comparação legítima) muito acima da média europeia; que nos vendem a electricidade a um preço insuportável e nos avisam por carta que vão aumentar ainda mais as tarifas quando o mercado for liberalizado (conceito único no mundo para uma liberalização); que cobram alguns – sublinho, alguns – serviços de telecomunicações que podiam ser bem mais baratos; que nos cobram comissões por serviços financeiros e utilização de cartões e outras facilidades ao nível de países ricos; que esmagam preços da produção nacional a um nível abaixo do limiar de sobrevivência para muitos produtores; que beneficiam do fundamentalismo da ASAE, essa entidade radical que não questiona leis feitas para economias como as da Escandinávia e aplica-as de forma implacável, fechando micro e pequenas empresas por todo o país e atirando os clientes para os médios e grandes interesses – se não é essa a causa é esse o efeito.

Pensávamos nós portugueses – foi-me dito pessoalmente por fonte do Governo, logo a seguir à cerimónia de posse - que a entrada em funções de um novo Governo em situação de resgate financeiro internacional tinha sido feita para combater todos estes lobbies obscuros e todos os grupos de pressão mais ou menos declarados – o próprio memorando da Troika o exige, ao obrigar ao corte dos pagamentos na energia e nas parcerias publico - privadas e à abertura de mercados a funcionar em monopólio e oligopólio no sentido da verdadeira liberalização; que tinha sido eleito para reduzir o défice de forma permanente e sustentada, cortando despesa e só aumentando a receita do Estado na medida da urgência do calendário e da dificuldade inicial de executar os cortes; que tinha sido eleito para procurar consenso sempre que possível, mas para atuar com determinação se, e só se, não fosse possível obter este consenso.

Enganámo-nos.

Com a mega-transferência de riqueza das famílias para as empresas, através da TSU, o Governo em vez de penalizar as empresas, bancos, construtoras, que nos prejudicaram, dá-lhes um prémio. Não resolve o défice e dá-lhes um prémio chorudo.

Os empresários que não tiveram culpa nenhuma desta crise melhoram a tesouraria, mas apenas durante algum tempo. Logo a seguir, a procura interna contrai-se de tal forma que anula todos os ganhos.

Mas o maior efeito não é económico nem financeiro. É político e social. O Governo deu cabo de um capital mais precioso que o ouro, o dinheiro, as divisas – em 20 minutos destruiu o capital de credibilidade técnica e de confiança política – o bem mais valioso que pode haver em democracia.

As manifestações deste sábado, as maiores desde o período pós 25 de Abril, são a prova desta destruição e do equívoco que se está a gerar no debate sobre a TSU, que não é austeridade, é roubo – ninguém exigiu nas ruas que o cheque da devolução das contribuições seja retirado aos grandes interesses económicos que foram culpados da crise. Os slogans das manifestações não chegam, nem podem chegar a este grau de pormenor. Toda a gente exigiu nas ruas o fim da austeridade.

E aqui está o perigo maior: o governo deu cabo da aceitação pelo povo de todas as outras medidas de austeridade que foram anunciadas na terça-feira – e essas sim são necessárias para combater o défice. Agora ninguém mais quer austeridade – nenhuma, seja razoável e incontornável ou não.

Isto era o que não devia, não podia ter acontecido. Este é o caminho mais curto para Atenas e a direção oposta de Dublin. Mas agora os culpados não são os sindicatos nem os partidos de esquerda, é o próprio Governo. Se não recuar está perdido. E se recuar, estará irremediavelmente ferido. Até à saída é uma questão de tempo, jamais chegará ao final desta legislatura.

Mais duas notas:

1.     quem escreveu num editorial de um jornal semanário, que só agora os protestos sobem de tom porque foi cortado um salário no setor privado - quando os funcionários públicos já tinham dos salários cortados - e que a austeridade era inevitável, pelo que não percebia os protestos – de facto não percebeu o que foi anunciado para a TSU: que esta não vai reduzir o défice mas sim dar um cheque chorudo também a quem não o merece. Convém não inquinar o verdadeiro debate…
2.     Que se passa na cabeça do ministro da Solidariedade e Segurança Social? Não foi Pedro Mota Soares quem, há pouco mais de três meses, apresentou ao país a ideia estapafúrdia e perigosa de aplicar um plafond aos descontos para a segurança social sobre os salários mais altos, porque o sistema não podia assumir tantas responsabilidades com pensões, reduzindo no imediato o financiamento do sistema e só obtendo alguns ganhos teóricos no longo prazo? Este mesmo ministro é referido pelo Primeiro - Ministro como um dos autores da alteração da TSU que vai cobrar mais 2.800 milhões de euros aos trabalhadores para devolver 2.300 aos patrões e o excedente – apenas 500 milhões – vai para combater o défice. Isto é, a alteração não representa oficial e declaradamente nem mais um tostão para reforçar o sistema de Previdência, o cofre para pagar as nossas reformas. Pedro Mota Soares quer cobrar mais 64 por cento de TSU aos trabalhadores, mas agora já não precisa deste dinheiro para reforçar o sistema? Será distração, ou outra coisa com um nome bem mais feio?

José Gomes Ferreira
Opinião de José Gomes Ferreira
Subdiretor de Informação SIC
16.09.2012 14:29

9.14.2012


JORNAL NOTICIAS RIBEIRINHAS

Vamos em frente, por mim tudo farei para não defraudar os leitores das minhas reflexões. Vivemos numa sociedade de comunicação e quem tem a informação sente-se muito mais incitado que antes a oferece-la ao publico.

Como sempre ao dispor,
Joaquim Carlos 
(Jornalista TE nº. 525)

9.13.2012


TOMADA DE POSIÇÃO PÚBLICA DO MOVIMENTO CÍVICO CONTRA A PONTE PEDONAL NO CANAL CENTRAL

Passados mais de quatro meses sobre a desistência da empresa que ganhou o concurso da construção da ponte pedonal, o Movimento Cívico Por Aveiro vem por este meio manifestar-se após a publicação de notícias na comunicação social sobre uma eventual cedência contratual.

 Esta imagem não é compatível com a beleza da Ria de Aveiro
Na sequência de diligências efectuadas junto do Ministério Público (Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro) em 28 de Fevereiro de 2012 para esclarecimento de dúvidas sobre a legalidade do cumprimento dos instrumentos de ordenamento do território (na sequência de pareceres contraditórios por parte da CCDRC), e de resposta a pedido de informação solicitada pelo organismo em Junho de 2012, o movimento de cidadãos vem por este meio propor à autarquia que aguarde o resultado da avaliação antes de proceder à tomada de qualquer decisão sobre o processo atrás mencionado.

Para além disso, num momento em que o país atravessa um período de seríssimas dificuldades, com orientações para uma grande contenção e selectividade na aplicação de recursos públicos, o movimento não pode deixar de expressar preocupação pela insistência num investimento de largas centenas de milhares de euros numa obra que é objecto da maior contestação pública da história contemporânea da democracia local (mais de 3.500 cidadãos expressaram por escrito oposição à sua construção).

Fonte: Movimento Cívico Por Aveiro

Sep 12, 2012 at 10:07 am
amigosdavenida@googlegroups.com
Movimento de Cidadãos por Aveiro - Contra a Ponte Pedonal
http://contrapontepedonalnocanalcentral.blogs.sapo.pt/
https://www.facebook.com/ContraPontePedonalnoCanalCentral


NB: Incomoda-me seriamente a imagem que ilustra esta Postagem, porque é um autentico contraste com a beleza da Ria de Aveiro, que a Câmara Municipal tanto diz defender.
As obras que podemos apreciar no Largo Conselho Queirós, as da baixa de S. António como ainda as do Parque Infante D. Pedro (antigo parque da macaca), transmitem a forma clara como é gasto o dinheiro numa altura em que toda agente diz não existir. Porque será? Porque os políticos estão no fim do seu mandato e nada tem a perder? 
Admitindo que sim, estamos perante decisões com reflexos de vingança politica, o que não deixa de ser lamentável, porque quem mais tarde ou mais cedo, são os munícipes a pagar as facturas mediante o aumento das taxas municipais disto e daquilo. Enfim, até quando temos que aguentar "estes gastos"?

Joaquim Carlos - Jornalista