9.08.2012


RTP entrevista em exclusivo Pedro Passos Coelho na próxima quinta-feira

Vítor Gonçalves e Paulo Ferreira entrevistam o primeiro-ministro na próxima quinta-feira depois do Telejornal. Durante 50 minutos, em direto a partir do Palácio de S. Bento, Pedro Passos Coelho irá explicar as propostas do governo apresentadas esta sexta-feira e abordar a situação económica, social e política do país.

O primeiro-ministro garantiu que, com as novas medidas de austeridade a integrar no Orçamento de Estado para 2013, o governo está a repartir o esforço por todos os portugueses e a criar formas de diminuir o desemprego.

Foi por esta boca que saíram as mentiras na Campanha Eleitoral. Sinto-me enganado.
Reformados e pensionistas irão continuar sem receber os subsídios de férias e de Natal, enquanto que aos funcionários públicos será reposto um, de forma faseada ao longo de 12 meses. Este subsídio será no entanto absorvido pelo aumento da contribuição dos trabalhadores ativos para a Segurança Social, de 11% para 18%, que vai ser aplicado tanto ao setor privado como ao setor público.

Por outro lado, a contribuição das empresas para a Segurança Social irá diminuir para os mesmos 18%, aliviando pressões de tesouraria e, segundo espera Pedro Passos Coelho, capitalizar as empresas, permitindo combater o flagelo do desemprego.

Vários analistas discordam da análise do primeiro-ministro e afirmam que não só o setor público continua a ser o mais penalizado como as medidas podem vir a ser chumbadas pelo Tribunal Constitucional, já que a decisão de distribuir de forma mais equitativa o esforço não foi respeitada.

A maior crítica feita às propostas é a de que continuam a pesar sobre os trabalhadores e que serão estes a financiar as empresas. A falta de quantificação nas medidas para diminuir da despesa do Estado é outra falha apontada a estas propostas.

Pedro Passos Coelho afirmou que 2013 será o ano da retoma para Portugal, tese igualmente contestada. Este sábado, o ex-secretário-geral da CGTP Carvalho da Silva perguntou mesmo, perante dezenas de militantes socialistas da Universidade de Verão da Federação do PS/Porto: "Como é que vamos estar daqui a um ano? Vamos estar despidos, sem casaco, sem calças?".

Fonte: Nuno Veiga/Lusa
08 Set, 2012, 21:0

Comentários
Estes troca-tintas está a conduzir todo um Povo à fome. Mentiu para que votassem nele, é arrogante e indiferente ao sofrimento dos trabalhadores, mas, nada faz contra os trafulhas do seu partido de que limparam o dinheiro dos bancos, deixando-os ir e vir dos países onde colocaram o dinheiro.
Peço a devida coragem aos tropas que fizeram o 25 de Abril limparem do lugar este sujeito à moda antiga. Estes putos da política, que nada fizeram ao longo da sua vida, estão irresponsavelmente a acabar de destruir o Sócrates iniciou. O Presidente da República, limita-se a assistir e nada faz, nada diz de jeito, porquê?
Pessoas que trabalharam uma vida inteira, que descontaram por forma a terminar os seus últimos dias com uma reforma digna, vêem-se agora a morrer aos poucos, sem assistência médica e à forme. Será isto uma social-democracia? Está a fazer tudo ao contrário do que disse durante a campanha eleitoral. Conseguiu levar as pessoas ao engano, "drogando-as" com promessas ilusórias.
Tem que ser responsabilizado, e alvo de acções que limitem a sua investida com o Povo. Desperta POVO trabalhador, manifestem a vossa indignação. Só nos aparecem políticos trapalhões, inexperientes. Nós somos culpados por eles lá estarem.
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Política
Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política é a ciência que tem por objectivo a felicidade humana e divide-se em ética (que se preocupa com a felicidade individual do homem na Cidade-Estado, ou pólis), e na política propriamente dita (que se preocupa com a felicidade colectiva). A política situa-se no âmbito das ciências práticas, ou seja, as ciências que buscam conhecimento como meio para a acção.

Dizia Aristóteles:
"Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda comunidade se forma com vistas a algum bem, pois todas as acções de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhes parece um bem; se todas as comunidades visam algum bem, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras, tem mais que todas, este objectivo e visa ao mais importante de todos os bens; ela se chama cidade e é a comunidade política" (Pol., 1252a).
Enfim, a Política é tudo o que se relaciona à busca de acções para o bem-estar tanto individual como colectivo. Infelizmente, não é isso que os políticos em quem votamos têm praticado.
Defraudam a confiança do eleitorado, e seguidamente conduzem esse mesmo eleitorado a passar fome. Detesto essa esta gente mal-intencionada. No fim do seu mandato deviam ser detidos para prestar no Supremo Tribunal de Justiça, ou noutro qualquer, mas, como isso não acontece fazem o que lhes vai na real gana.



9.07.2012

Plasma Desviado ou Estragado no Brasil


Governo deixa estragar 55 mil bolsas de sangue
Descaso, incompetência administrativa e suspeita de um novo esquema de corrupção fizeram com que o Ministério da Saúde não desse uso a 13,7 mil litros de plasma sanguíneo avaliados em US$ 1,6 milhão.

Reportagem da Revista ISTOÉ
A cada ano, o Ministério da Saúde gasta milhões em campanhas de incentivo à doação de sangue. Boa parte dessas doações é industrializada fora do País e retorna como hemoderivados, medicamentos essenciais no tratamento de hemofílicos. A matéria-prima desse processo é o plasma sanguíneo, um insumo tão cobiçado que um litro chega a custar US$ 120 no mercado internacional – tanto quanto um barril de petróleo. O Ministério da Saúde esconde em um depósito no Distrito Federal um carregamento de 55 mil bolsas de plasma humano, avaliado em US$ 1,6 milhão, mas cuja validade está vencida há pelo menos cinco anos. O segredo, que pode causar estragos às pretensões políticas dos ex-ministros da Saúde Humberto Costa e José Gomes Temporão, além do actual ministro, Alexandre Padilha, está trancado a 50 graus negativos numa câmara frigorífica vigiada por seguranças armados.

Essa espécie de “túmulo do sangue”, como funcionários do ministério chamam o local, é apenas o fio de um novelo que está sendo deslindado em diferentes investigações pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas da União. Os processos, obtidos com exclusividade por ISTOÉ, atestam desvios recorrentes na produção e estocagem do plasma colectado e lançam suspeitas sobre a existência de uma nova modalidade de máfia dos vampiros, com conexões até na França. Os lotes vencidos foram colectados em 41 hemocentros e bancos de sangue de diversos Estados em 2003 e 2004, justamente o ano em que estourou o escândalo do comércio ilegal de hemoderivados, desbaratado pela Polícia Federal na Operação Vampiro. Então ministro, Costa chegou a ser indiciado por suspeita de participação no esquema. Em Março de 2010, foi absolvido pela Justiça e conseguiu ser eleito senador. Agora, apenas dois anos depois, está dedicado a virar prefeito do Recife, numa estratégia para chegar ao governo de Pernambuco em 2014.
 
Descaso
O depósito que guarda as bolsas estragadas fica na cidade-satélite de Águas Claras. Na foto maior, o estoque inadequado do produto.

O ex-ministro terá de explicar aos promotores por que abandonou as 55 mil bolsas de sangue no depósito do ministério. Naquele momento, havia duas empresas responsáveis pelo beneficiamento do plasma: a suíça Octapharma e a francesa LFB (Laboratoire Français Du Fractionnement et des Biotechnologies S/A). Citadas no inquérito da Operação Vampiro, nenhuma delas se encarregou dos lotes. À ISTOÉ, Costa admitiu que sabia do carregamento estocado e impetrou recurso junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região “a fim de dar aproveitamento ao produto.” O recurso, segundo ele, foi negado sob o argumento de que sua liberação poderia implicar grave prejuízo ao erário. O hoje senador diz que não acompanhou os desdobramentos do caso.

Antes de deixar o cargo em 2005, Costa criou a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados (CGSH) e mandou fazer nova licitação, engavetada nas gestões-tampão dos peemedebistas Saraiva Felipe e Agenor Álvares e retomada apenas no final de 2007, por José Gomes Temporão. A licitação lançada por Temporão foi vencida pela francesa LFB e o contrato previa o fornecimento de hemoderivados e a transferência da tecnologia de fraccionamento do plasma para a Hemobrás, estatal criada por Costa em 2004 e que até hoje não saiu do papel. “Contratamos a empresa numa licitação transparente”, afirma Temporão, que diz desconhecer o carregamento de plasma vencido.

Em ofício encaminhado ao MP sobre o caso, o coordenador-geral de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, alega que, quando a LFB foi contratada, o plasma estocado em Brasília “já se encontrava vencido, não sendo viável a sua utilização e recolhimento no escopo do objecto do contrato”. Genovez se referia ao uso na produção dos chamados factores 8 e 9 para o tratamento de hemofílicos. Como são mais sensíveis, esses produtos devem ser aproveitados com o plasma mais fresco. Entretanto, mesmo vencido esse prazo, ainda seria possível processá-lo para a obtenção de imunoglobulina e albumina, de uso cirúrgico.

O Ministério da Saúde garante que negociou com a LFB um aditivo contratual, que só seria assinado em 2009. Mas, com a demora, o que restava do material também perdeu a validade. Estranhamente, a LFB disse à ISTOÉ que “desconhece o assunto”. No documento enviado ao MP, Guilherme Genovez informa que o descarte do material sofreu impedimentos sanitários nos anos seguintes e voltou a ser debatido em 2011, já na gestão do ministro Alexandre Padilha. Mas acrescenta que não há ainda cronograma nem método para o descarte. Ao ser questionado pela reportagem, Padilha informou por meio da assessoria de imprensa que já está com edital pronto para escolher em 30 dias a empresa que fará o descarte do material.

O problema com os hemoderivados não se restringe ao caso do depósito em Brasília. ISTOÉ obteve com exclusividade cópia de um relatório de auditoria feita por técnicos do Ministério da Saúde nas instalações da LFB, em Lille e Lês Ulis, Paris. Os técnicos ouviram dos dirigentes da empresa explicações controversas e relataram uma série de irregularidades. O documento está na mesa de Padilha desde maio. Uma das mais graves denúncias diz respeito a uma carga de mais de meia tonelada de produtos intermediários de hemoderivados que foi estocada, sem uso. O procedimento nem sequer foi notificado ao governo brasileiro. São 673 quilos de produtos semiacabados com prazo de validade expirado cujo destino não foi informado ao Ministério da Saúde, como prevê o contrato entre o governo e a LFB. Outro lote ainda maior, com quase 1,2 tonelada de princípio activo para a produção de hemoderivados, também se encontrava estocado, em regime de quarentena e prazo de validade próximo de expirar. Uma terceira carga de 1,5 tonelada foi totalmente perdida por desvios de qualidade durante o processo produtivo.

Surpreendeu os técnicos o facto de a LFB usar na produção do factor 9 (aquele para o tratamento de hemofílicos) lotes de 2,8 mil litros num equipamento com capacidade máxima de 2,2 mil litros, “implicando com isso a perda de aproximadamente um lote de produto acabado para cada quatro descongelamentos de plasma”. Os técnicos do ministério calcularam o descarte de plasma em aproximadamente 30%, quase o dobro do limite de 15%. Além dos descartes irregulares, a auditoria atestou divergências entre o rendimento do plasma declarado pela LFB e o apurado pelos técnicos, em alguns casos de até 50% a menos. O ministério diz que solicitou à empresa indemnização dos produtos e ameaçou com multas e sanções.

Para o procurador do TCU Marinus Marsico, as informações colhidas pela auditoria do Ministério da Saúde são “extremamente graves”. Na sexta-feira 31, ele entrou com pedido de investigação complementar na corte, no qual também alerta sobre a assinatura pelo governo de aditivos suspeitos aos contractos com a LFB. Segundo o procurador, pode ter havido burla à lei de licitações e até a “execução concomitante de dois contractos com objectos iguais”, a fim de ocultar alguma irregularidade ou pagamento em duplicidade. A “irregularidade” a que Marinus se refere, embora não expressamente, teria a ver com suspeitas de existência de um mercado negro de plasma, que se aproveita da falta de controle governamental. Por ora, não há provas desse comércio ilegal. Indícios claros aparecem em trecho do relatório da auditoria, no qual técnicos questionam o desaparecimento de princípios activos de hemoderivados. Na reunião que discutiu a auditoria, a desconfiança era tanta que o director de qualidade da LFB, Robert Vedeguer, precisou defender a honra de seus funcionários. “Eu gostaria de convencer o Ministério da Saúde da honestidade dos técnicos da LFB”, disse. Por meio da assessoria de imprensa, a LFB garantiu que “não há possibilidade de uso irregular ou desvio de destinação do plasma enviado à França”.

As suspeitas de desvio de plasma para o mercado negro estão sendo investigadas pelo promotor de Justiça do Distrito Federal, Moacyr Rey Filho. As pistas foram dadas pelo médico Crescêncio Antunes da Silveira Neto, ex-secretário de Gestão Participativa do Ministério da Saúde e ex-conselheiro da Hemobrás, na gestão Temporão. Em depoimento, Antunes disse que “suspeita que os desvios ocorram em vários Estados e em número maior no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Bahia”. Para sustentar sua tese, ele apresentou planilha com registros de descarte exagerado do Hemocentro de Brasília. Seja como for, só uma apuração aprofundada poderá determinar se todo esse desperdício de sangue é o sintoma mais evidente da existência de uma nova máfia no sector ou apenas resultado do descaso e da incompetência.

Fonte: ISTOÉ

13 Comentários

Camila Vieira · São Paulo
Ridículo. Já é difícil conseguir doadores, e eles estão pouco se lixando. Uma falta de respeito, dai falta doador, os bancos de sangue precisando de doadores e vem com campanhas de incentivo. È um descaso imenso.
Responder · 9 · Curtir · Seguir publicação · Quarta às 17:02

André Rangel · UNIEURO - AGUAS CLARAS
absurdo!!!! Pra mim que sou doador de sangue é lastimável! Pena!!!
Responder · 4 · Curtir · Seguir publicação · Quinta às 22:41

Hérico Almeida ·  Quem mais comentou · UFPE
Ai o puto do Humberto ainda quer ser prefeito!
Responder · 3 · Curtir · Seguir publicação · Quinta às 14:08

Vanessa Rüecker · Assinar · Trabalha na empresa Tokio Marine
Fazemos nossa parte, ajudamos quem precisa e quem sabe um dia seja um de nós que precise... E o governo tá nem ai! Brasil um país de todos? ¬_¬
Responder · 1 · Curtir · Seguir publicação · há 6 horas

Renata Paiva · Estagiária de Relações Públicas na empresa Mind up
Descuido com o sangue Brasileiro.
Responder · 1 · Curtir · Seguir publicação · Quarta às 17:11

Claudia Costa
Absurdo
Responder · Curtir · Quarta às 17:27

Thiago Dantas
120$ OBAMIS!!! to vendendo o meu!!!
Responder · 1 · Curtir · Seguir publicação · Quarta às 18:28

Daiane Ferreira Muñoz · Trabalha na empresa Ericsson
que absurdo! Que país é esse?
Responder · 1 · Curtir · Seguir publicação · Quarta às 17:10

Nathan Faria
é a porra do brasil :S
Responder · Curtir · Quinta às 02:19

Tiago Rodrigues · Assinar · Faculdade 7 de Setembro - FA7
Lamentável --"
Responder · Curtir · Seguir publicação · há 20 horas

Felícia Lisboa
Será que meu sangue foi para o lixo.
Responder · Curtir · Seguir publicação · Quarta às 18:10

Rogério Strapazzon
Foi. Idependente de ter ido... (doar teu sangue para uma sociedade assim já é jogá-lo no lixo!)
Responder · Curtir · Quinta às 00:08

Felícia Lisboa
Nossa isso foi de doer.Doo sangue com tanto amor a cada 90 dias.
Responder · 1 · Curtir · Quinta às 00:20

Rogério Strapazzon
Entendo... e se te faz bem praticar este ato de amor, continue. Mas lembre-se sempre de entender também àqueles que não quiserem doar, pois eles também terão os motivos deles, e talvez tenham também até razão. Beijos!
Responder · Curtir · Quinta às 00:24
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Fatima De Jesus Machia Dela Viola · Assinar
absurdo...
Responder · Curtir · Seguir publicação · Quarta às 19:36

9.05.2012

Mais uma medida economicista do IPST


Comunicado                      

Suspensão temporária da atividade de novas colheitas no Centro de Histocompatibilidade do Norte - LUSOCORD

Neste momento de reestruturação institucional no âmbito do PREMAC e na sequência da integração do Centro de Histocompatibilidade do Norte (CHN), o IPST comunica que irá ser suspensa a atividade de colheitas de novas unidades para o banco público de células de cordão, por um período previsível de 60 a 90 dias, com vista a avaliar a atividade do banco e assegurar no futuro uma maior proficiência técnica da sua atividade.
Cheira-nos a uma caça às bruxas. As explicações que surgem em diversos órgãos da comunicação social são disso uma prova evidente.

Todas as amostras já colhidas manter-se-ão congeladas, indo decorrer, a partir de agora, um procedimento normal de avaliação de risco das suas condições de armazenamento, a fim de garantir que têm qualidade e são seguras para uso clínico.

Por outro lado, e verificadas irregularidades de gestão, processuais e financeiras, no CHN, foi enviado relatório preliminar das mesmas às autoridades competentes, para que sejam desenvolvidas as inspeções necessárias ao completo esclarecimento das situações e apuramento de eventuais responsabilidades. Durante esse período será garantida toda a atividade inerente às atribuições do CHN, à exceção, tal como já foi referido, das colheitas de novas unidades de células do cordão umbilical.

Desta decisão não resultam riscos para os doentes, nem uma diminuição da atividade de transplantação no nosso País, pois Portugal tem um painel de dadores de células para transplantação de medula com mais de 300 mil inscritos e contribui para o registo mundial, onde se encontram registados mais de 20 milhões de dadores, a que temos acesso. Dos  480 transplantes de células hematopoiéticas realizados em Portugal desde 2009, apenas 25 foram efetuados com células de cordão umbilical e nenhum foi efetuado com células do banco português.

Prevê-se também que todas estas medidas agora tomadas permitam atingir uma significativa melhoria do serviço público prestado aos doentes que necessitam de recorrer a esta área da medicina.

O Conselho Diretivo do IPST,IP

Lisboa, 3 de setembro de 2012

NB: O Presidente do IPST tem no ombro uma mão que o abençoa em tudo o que decide e faz.



9.04.2012

Resposta ao Director do Centro Regional de Sangue e da Transplantação de Coimbra


Boa tarde Dr. Mário Chin!
Acusamos a recepção do seu ofício o qual mereceu a melhor atenção da nossa parte, e que passamos a responder.
Confesso que não esperava outra atitude da sua parte a não ser esta: defender os seus funcionários. Pois bem, a mim enquanto Presidente da Direcção desta associação, assiste-me o dever de defender os dadores associados que de forma livre e espontânea aderiram a esta associação, e nela depositam a sua confiança.
Os responsáveis do IPST lidam mal com os acontecimentos, mas, as responsabilidades devem ser assumidas
Desculpe, no terreno estamos nós a toda a hora, todos os dias, podemos não ser é profissionais. Os resultados alcançados falam por si. Mas, na área da dinamização talvez sejamos profissionais, caso contrário não teríamos chegado aos 3000 dadores associados no passado sábado.
Foi notório pela parte de todas as pessoas lá presentes, que nem um pedido de desculpas se ouviu à chegada do elementos da brigada, nem para mim ligaram a informar que chegariam atrasados. Se o Dr. Mário Chin considera atitude correcta, nós classificamos a mesma de falta de educação, tendo em conta que havia pessoas à espera mais de uma hora, e tinham que ir ainda para os seus empregos.
Mesmo que um dos elevadores se encontra-se avariado, havia o monta-cargas, onde cabe quase todo o material duma só vez, creio que essa "avaria pontual" não deve servir argumento para justificar o seu atraso.
No passado não muito longínquo, a brigada iniciava o atendimento aos dadores às 9:00 h agora nunca chega à certa.
Continuamos com a percepção de que os dadores é que dependem do IPST, e não o contrário. Registou-se o abandono de 6 pessoas do local, porque não podiam esperar mais tempo, este facto não foi registado no relatório?
Face ao exposto, devolvo a "repreensão" que me passa na sua resposta, não só pelo facto de ser voluntário, mas, por me sentir cansado há muito destas funções. Procurei ao longo destes quase 6 anos dar tudo o que tinha, e o que não tinha aos dadores, à promoção da dádiva e ao IPS, pelo que sinto necessidade de me desligar destas actividades, por isso o meu empenhamento em encontrar quem me substitua no mais curto espaço de tempo possível.
Finalmente, a lei da reciprocidade diz que se quer ser tratado com respeito, tem de respeitar os outros. Isso inclui aqueles com quem não concorda, ou de que não gosta, é muito natural que eu seja um dos tais.
O IPST sempre teve dificuldade em lidar com as críticas versus sugestões apresentadas pelos dirigentes das associações. Porque será? O melhor espaço do mundo é o espaço para melhorar o que deve ser melhorado, o que se vê é que não existe vontade para que tal aconteça. Ficamos sempre pelas promessas e pouco mais.
Agradeço o seu convite para me deslocar ao Centro, mas, não vislumbro grande interesse em mudar as coisas, pelo que não irei.

Cordialmente,
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Site: www.adasca.pt

9.02.2012

Custos na Saúde com Factura Virtual


Custos no SNS
Factura virtual na saúde: mais transparência ou "medida perigosa"

O ministério, seguindo uma prática comum em outros países europeus, quer que cada utente passe a saber quanto custa cada utilização do Serviço Nacional de Saúde.

Um doente que vá às urgências de um hospital central paga 20 euros de taxa moderadora. Qual é o interesse de lhe dar a conhecer que a sua ida custou ao Estado sete vezes o que o que pagou (147 euros), ainda mais se estiver isento de pagamento? O Ministério da Saúde quer que uma factura virtual passe a ser entregue ao utente na maioria dos hospitais portugueses até ao final do ano, a bem "da transparência" e da responsabilização individual. Mas há quem ache "a medida perigosa".

O Hospital de Aveiro (integrado no Centro Hospitalar do Baixo Vouga) decidiu avançar por sua conta e risco. Há cerca de um ano, os utentes que vão às urgências e consultas recebem um recibo informando-os de quanto têm que pagar pelo acto clínico e quanto é que este custou, em média, ao hospital. O presidente do conselho de administração do centro hospitalar, José Afonso, herdou a medida dos seus antecessores mas é seu grande defensor.

"As pessoas ouvem falar em milhões gastos na saúde e não sabem a correspondência." Não lhe parece bom argumento dizer que "o cidadão não tem que saber, porque não percebe". Na sua opinião, "esta é uma boa prática" que deve ser alargada, tanto que não lhe choca que "um doente que esteve dez dias em coma" saiba quanto custou ao Estado, que um doente com cancro ou infectado com VIH conheça o custo elevado dos seus tratamentos.
As queixas que os funcionários administrativos ouvem são sobre o aumento das taxas moderadoras (Foto: Adriano Miranda)

Segundo a Autoridade Central do Sistema de Saúde (ACSS), organismo do Ministério da Saúde que vai aplicar a medida, a ideia é que ela seja alargada primeiro às urgências, depois a consultas, exames e análises e, mais tarde, ao internamento. E diz-se que está em estudo passar aos fármacos hospitalares, aos comparticipados e vendidos nas farmácias e ao transporte de doentes. Traça-se um limite: nos doentes falecidos nas unidades de saúde não haverá emissão de recibo de custos.

No início do mês passado, foi a vez de as urgências do Hospital de São José, em Lisboa, se tornarem oficialmente na primeira experiência-piloto do que ACSS designa como "informação de custos dos cuidados de saúde". A intenção é alargá-la até ao final do ano a 80% dos hospitais públicos (aqueles que têm um sistema informático comum).

A ideia da factura virtual está no programa do Governo, mas é defendida também pelo PS. Nos países nórdicos, é prática a entrega da chamada "factura-sombra". Em Espanha, o Governo comprometeu-se a concretizar a "factura sanitária informativa".

Adalberto Fernandes, professor da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, preferia que a medida se designasse "extracto de benefícios" em vez de factura. Lembra que as seguradoras já enviam ao utente o custo total e a quota-parte que cabe ao doente. Ora, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) "é um seguro público para o qual todos contribuem. Sou defensor do SNS, também sou acérrimo defensor da responsabilização". Diz que a medida "é amiga da transparência".

O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, diz que "as pessoas dão pouco valor ao que desconhecem". No início, admite, "talvez se assustem, mas depois percebem". O responsável vê a medida sobretudo como tendente a uma maior organização do sistema.

Mas a ACSS esclarece que o que o cidadão vai passar a conhecer são "os custos médios" e não os custos reais. Nesse sentido, a iniciativa "é uma oportunidade perdida", defende Pedro Lopes Ferreira, docente da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e coordenador do Observatório Português dos Sistemas de Saúde. Conhecer os custos reais permitiria perceber que um mesmo acto custa um valor diferente em diferentes hospitais, o que se relaciona com os preços desiguais com que se adquirem serviços e bens, "com opções de gestão". "Seria uma oportunidade para melhorar o sistema", para saber que hospitais gerem melhor os dinheiros públicos.
Feita a ressalva, diz que há uma forma de olhar para a medida com "óculos cor-de-rosa" e com "óculos cinzentos". No primeiro caso, a factura virá dar ao cidadão "consciência do que se gasta com ele". Mas, tendo em conta os tempos que correm, tende a olhar para a medida de forma mais negativa: "Pode ser perigosa", diz Pedro Lopes Ferreira. Esta factura, receia o docente da Nova, pode ser "um preâmbulo para situações mais problemáticas", de "começar a cortar nos serviços de saúde" e criar escalões de cuidados.

Fonte: Jornal “Público”
02.09.2012 - 09:17 Por Catarina Gomes

Portugal visto por Guerra Junqueiro


Portugal visto por Guerra Junqueiro

Guerra Junqueiro, 1896.
Texto actualíssimo de Guerra Junqueiro sobre Portugal

Apesar de escrito em 1896 este texto de Guerra Junqueiro não perde actualidade ao caracterizar a sociedade portuguesa.

 Leiam e vejam se não é verdade:

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
(...)
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

Guerra Junqueiro, "Pátria", 1896.


8.28.2012

Comunicado da ADASCA à Imprensa sobre o Estatuto do Dador de Sangue


Comunicado da ADASCA à Imprensa sobre o Estatuto do Dador de Sangue

Desde que o Estatuto do Dador de Sangue foi publicado no Diário da República a 27 do mês em curso, a imprensa escrita de âmbito nacional, incluindo as Televisões, tem vindo frequentemente a publicar apenas declarações de duas pessoas a saber: Dr. Hélder Trindade (Presidente do IPST), e do Sr. Joaquim Moreira Alves (Presidente da FAS), como se fossem os principais obreiros que deram origem ao Projecto que motivou a aprovação na Assembleia da República daquele Estatuto, o que não é verdade, merecendo assim a mais profunda contestação da Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro – ADASCA.
Face ao exposto, de acordo com artigos 24º, 25º e 26º da Lei de Imprensa (Lei nº 2/99 de 13 de Janeiro), requeremos o direito ao esclarecimento e dissociação clara daquelas declarações com base no seguinte:
1 - Consultando o arquivo de recortes de imprensa que a ADASCA tem vindo a organizar, onde consta uma diversidade de declarações das pessoas acima referidas, constatamos que o primeiro recentemente desvalorizou a aprovação do dito Estatuto, o segundo nunca fez parte integrante do Grupo de Trabalho, nem subscreveu a Campanha Nacional para Angariação de Assinaturas, tendo até ofendido aqueles elementos, tratando-os de criminosos, quando os mesmos revindicaram a reposição da isenção da taxas moderadoras aos dadores nos serviços hospitalares, no inicio de Fevereiro do corrente ano.
2 – Tanto o Dr. Hélder Trindade como o Sr. Moreira Alves, deviam ser mais prudentes nos comentários que fizeram sobre o presente Estatuto do Dador de Sangue, tendo em consideração que ambos pouco ou nada fizeram para a agora existência do mesmo, e passar posteriormente a ser aplicado por força de Lei.
3 – O Sr. Moreira Alves vem publicamente aplaudir o quê? Com que autoridade moral se arroga a chamar a si ou à federação que representa um objectivo, pelo qual nada fez? Classificamos esta atitude como uma clara usurpação indevida, com o beneplácito da comunicação social, o qual merece da parte desta associação o mais veemente protesto e indignação, a que não podemos ficar indiferentes.
4 – Esta postura vai ser alvo de apreciação no decorrer da 2ª. Convenção Nacional de Dadores de Sangue que vai decorrer no dia 22 de Setembro em Viana do Castelo, que esperamos merecer a melhor atenção dos mesmos órgãos de comunicação social que se disponibilizaram a dar cobertura a quem não devia, preterindo pela negativa quem tudo fez pela existência deste Estatuto.
5 – O Movimento de Associações de Dadores de Sangue, do qual a ADASCA faz parte integrante desde o seu surgimento, é que solicitou aos partidos com assento na Assembleia da República, incluindo a Comissão Parlamentar da saúde um conjunto de reuniões, e no decorrer das mesmas foram entregues mais de 4000 assinaturas de dadores de sangue e dirigentes associativos, para que fosse reposta a isenção das taxas moderadoras, onde o Sr. Moreira Alves nunca esteve presente, como prova a foto em anexo.
6 – Ao contrário do que se tem vindo a fazer crer pela pessoa do Dr. Hélder Trindade, através da comunicação as social, a principal causa da redução brutal de dádivas de sangue, reside tão-somente na retirada da isenção das taxas moderadas, que devia ser vista como um mero incentivo à dádiva de sangue, e nunca como uma contrapartida financeira, ou coisa que o valha.
7 – O usufruto daquele benefício motivou durante anos milhares de pessoas a aderir à dádiva de sangue, pelo que merece ser sempre destacado não só pela ADASCA como ainda pelo Movimento de Associações de Dadores de Sangue, que se pauta pela total independência em matéria natureza partidária ou religiosa.
8 – Com a não inclusão da isenção das taxas moderadoras no supracitado Estatuto do Dador de Sangue, jamais o IPST vai ter de regresso os dadores regulares, como acontecia antes. Os valores que o Ministério da Saúde começou a cobrar aos dadores nos hospitais, são um montante irrisório, comparativamente com os prejuízos acumulados.
9 – O IPST na pessoa do seu Presidente, tem vindo a revelar uma clara falta de consideração pelas campanhas de sensibilização para a dádiva de sangue, promovidas pelas associações de dadores a nível nacional, sendo a ADASCA das tais.
10 – Reiteramos o nosso protesto pelas declarações feitas pelo Dr. Hélder Trindade coadjuvado pelo Sr. Moreira Alves, quando estes se arrogam a chamar a si a concretização de um objectivo, para o qual em nada contribuíram. Encontramo-nos assim perante uma usurpação clara, que se devia transformar num crime de natureza moral.
Tomamos a iniciativa de convidar desde já toda a comunicação social, para estar presente na 2ª. Convenção Nacional de Dadores de Sangue que vai decorrer no dia 22 de Setembro na linda cidade de Viana do Castelo, ai sim, as razões do nosso descontentamento vão ser dadas a conhecer, elas são bem diferentes daquelas que por vezes surgem na imprensa.
Esperamos que o direito de resposta seja integralmente respeitado, repondo assim a verdade integral neste assunto.

Cordialmente,
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Tm: 964 470 432
Site: www.adasca.pt
Blog: aveiro123-portaaberta.blogspot.com

Aveiro, 28 de Agosto de 2012

Contactos:
Alberto Mota – Tm: 939 337 289
(Presidente da Direcção da Associação de Dadores de Sangue de Guimarães)

José Passos – Tm: 934 883 408
(Presidente da Direcção da Associação de Dadores de Sangue do Distrito de Viana do Castelo).