m vigor prevê, no artigo 4.º, a isenção do pagamento de taxas moderadoras para os Dadores Benévolos de Sangue, nas prestações em cuidados de saúde primários (Centros de Saúde).“A LIBERDADE DE IMPRENSA É UM DOS GRANDES BALUARTES DA LIBERDADE E DA DEMOCRACIA QUE NUNCA DEVE SER RESTRINGIDA POR FORÇAS OU GOVERNOS DESPÓTICAS.” “NUMA ÉPOCA DE MENTIRAS UNIVERSAIS, DIZER A VERDADE É UM ATO REVOLUCIONÁRIO.” ―George Orwell
1.24.2012
Alteração legal na Isenção das Taxas Moderadoras para Dadores de Sangue
m vigor prevê, no artigo 4.º, a isenção do pagamento de taxas moderadoras para os Dadores Benévolos de Sangue, nas prestações em cuidados de saúde primários (Centros de Saúde).12.18.2011
QUE NATAL PARA OS NOSSOS POBRES?
O meu coração, embora cansado de bater, transborda de ternura e de amor para com os seres e as coisas, nesta quadra festiva e evocativa. No entanto, nunca como nesta data, me sinto mais triste e angustioso. Lembro-me dos que nada têm, nem família ou parentes chegados, e que nesta altura se sentem como se nada fossem nesta vida e neste mundo onde se instalou a confusão, com agravante da chaga do desemprego.
A esses eu abro os braços, e todos os que sofrem, por várias razões, são a grande família que neles aperto de encontro ao meu coração. Mas sofro ainda mais porque não tenho possibilidade, de levar um pedaço de pão a todos os que têm fome, um agasalho aos que têm frio, uma palavra de conforto aos desesperados.
Eu sozinho, pouco posso fazer em favor dos famintos e dos de
sgraçados a quem a vida jamais sorriu. Mas tu, amigo, e tu aqueloutro e outro mais, todos nós em conjunto, se quisermos, somos capazes de realizar alguma coisa de belo e humano e erguer uma voz cujo eco repetirá pelas artérias congestionadas dessas grandes cidades.
As riquezas do mundo estão mal distribuídas, e em cada homem existe uma dose de egoísmo (excepção feita aos espíritos raros) que empalidece o brilho dos seus sentimentos.
Não é preciso ter a piedade de Jesus, a filosofia de Job ou a ternura de S. Francisco para dar a quem sofre. Para isso basta dedicar um único dos mil quatrocentos e quarenta minutos que o dia tem, analisar as nossas acções. Quantas iniquidades cometemos com o sorriso nos lábios, e valha a verdade, sem mesmo as avaliar. Perdulários, vaidosos e sôfregos de prazer, há homens e mulheres que consomem fortunas nas suas futilidades, quase sem discutir preço, mas pensam três vezes na modestíssima quantia com que hão-de subscrever um donativo.
É verdade que os bens terrenos não têm uma divisão equitativa, mas eu não censuro os ricos... Nada disso. Que Deus lhes aumente ainda mais a riqueza! O que eu lhes peço é que se lembrem dos que nada têm e por eles distribuam um pouquinho da sua fartura.
É isso o que eu te quero dizer, amigo. Que o teu monte cresça; gasta ou amealha, conforme queiras, mas não te esqueças de que há tanta gente necessitada a quem as migalhas da tua mesa e as roupas quase esquecidas nas tuas gavetas, poderiam alimentar e agasalhar.
Na maioria das casas ainda não existe o chamado "quarto de arrumos" que melhor se chamaria o "cemitério das coisas". Durante anos, objectos e roupas ali envelhecem, se deterioram e quando o bolor e a traça completam a sua nefasta acção, vai tudo para o lixo. Isto só tem uma qualificação: procedimento criminoso. Nalguns casos raros, dá-se a um pobre um casaco já bafiento ou um par de sapatos com as solas esburacadas. No entanto, esse casaco, há anos, quando foi "arrumado" no tal quarto, era de aspecto decente e não tinha bafio; porque não se deu nessa altura a quem dele precisasse? Para que se deixou estragar? Os sapatos que se puseram de parte, ainda em estado de conservação aceitável, por que não se deram também nessa ocasião? Porque o egoístico sentimento de posse não o permitiu. Há quem estupidamente delire em dizer para si mesmo: "está ali, é meu"! "E o está ali" apodrece, não lhe serve para nada nem aproveita a ninguém!
Não se suponha que faço aqui a apologia de se exercer a caridade apenas na quadra do Natal. Os pobres precisam durante todo o ano, mas eu, amigo, é que aproveito esta oportunidade da Festa Familiar para falar ao teu coração, para lembrar aquilo que deves fazer sempre: DAR!
Há uns anos, numa digressão que efectuei ao Algarve, li um reclame que dizia assim: "Comer chocolates da marca tal é sempre Domingo". Porquê? Porque o domingo é o dia que nos agrada, é o dia que nos dá maior prazer. Ora, para termos o prazer de dar, é sempre domingo!
O prazer de dar suplanta todos os outros. Experimenta, amigo, e verás com que alegria dás aos necessitados o que a ti não faz falta! Contudo, dá o que pode ser imediatamente aproveitado e não, por exemplo, o par de sapatos esburacados; quem os recebe não tem dinheiro para a meias solas e, por isso, continua a andar com os dedos de fora; assim dá-lhe ao menos, o necessário para o sapateiro; isso será duplamente agradecido. Não basta dar; é preciso dar o que é útil.
Dá com o coração e com a cabeça e lembra-te sempre que "dar aos pobres é emprestar a Deus". Não te sentirás ufano em ser credor da Omnipotência? Pois olha que isso é fácil. Dá tudo o que não precisares, e dá também, se assim o entenderes, alguma coisa do que necessitas. Vê bem que os pobres, como tu, possuem um estômago e, como tu também, um corpo que precisa de ser vestido. Não alimentes nem estimules com o teu óbulo (donativo) a mendicidade industriosa, mas socorre a verdadeira miséria, e principalmente a miséria envergonhada, aquela que raras vezes estende a mão à caridade pública. Eleva um pensamento a tua mãe quando encontrares aquela velhinha trôpega, recorda-te dos teus filhos quando vires dois garotinhos andrajosos, de facezitas esquáticas, e lembra-te de i próprio se eles te pedirem esmola para o pai doente.
Ah! Tu já tens lágrimas nos olhos! Bom sinal! Eu bem sabia que tinhas coração, amigo. Aproveita então esta oportunidade do Natal e faz uma revista ao "quarto de arrumos", compartimento, aliás, que agora penso que já existe nas novas casas, visto que os técnicos negaram em tempos e com razão, a sua "utilidade". Quer tenhas quer não, abre os armários, as gavetas e as malas. O que ai há de roupa que não usas! Vestido de tua mulher, fatos teus, calçado, um mundo de coisas entregues à volúpia da traça, por mais naftalina que lhe ponhas.
Não haverá ao pé da tua porta pessoas a quem sejam altamente úteis essas tuas inutilidades? Não tens a quem dar? Então despacha isso para nós, melhor entregue tudo isso na nossa associação. A ADASCA sabe onde a miséria vive; nós conhecemos pobres que necessitam do teu auxílio, aqueles a quem as coisas velhas, sem préstimo para ti, vão servir de coisas novas, cheinhas de utilidade.
Procede como te digo e, aliás como o teu coração manda. Quando vires pela porta fora os velhos trastes e roupas do teu "cemitério das coisas", sentirás um imenso alívio na consciência e um aleluia bem fundo no coração. O teu fato com que embirravas, e por isso não vestias, em vez de jazer no túmulo duma mala, vai de novo servir para cobrir um ser igualzinho a ti, mas a quem a fortuna não bafejou. Isto não te alegra? Certamente que sim. Verás como este Natal terá um novo encanto!
Sentado à mesa farta, no aconchego da tua casa e rodeado pela tua família, pousarás os olhos no Menino rosado do presépio, que, desde as palhinhas do seu berço, te sorri com elevo.
O olhar de Jesus Cristo cai sobre ti, e o seu coração, como o meu e o teu, transborda de ternura e alegria, ao ver que os homens não esqueceram de todo a verdade do Seu Verbo, nem em vão Ele viveu uma existência terrena de martírio, a pedir para os que têm fome e têm frio. As riquezas amontoadas causam perturbações sociais e inquitação permante. O mundo tem necessidade de gestos solidários. O frio chegou: o necessitado espera.
Boas Festas, amigo, e em nome dos deserdados que, nesta quadra, devem a ti um pouco de conforto, a eterna gratidão do amigo de sempre.
Por Joaquim Carlos.
Presidente da Direcção da ADASCA
Site: www.adasca.pt
Blog: aveiro123-portaaberta.blogspot.com
Tlm: 967 023 502 + 964 470 432
NB: Os interessados em ajudar com donativos podem fazê-lo de forma segura por transferência bancária, ou através de cheque nominativo a ADASCA.
NIB da ADASCA: 0036 0189 99100051821.35, Montepio Greal, Balcão de Aveiro, opção donativo, Eucalipto, Rua de Anadia, nº. 10, Empreendimento Vila Jovem, 3810-208 Aveiro.
*Aceitamos roupas de adulto e criança, calçado, brinquedos, azeite, óleo, bacalhau, enlatados, arroz, massas, frutos secos, farinha, açucar, bolachas/biscoitos, leite, chocolate em pó em barras, bolos rei, café, chá, entre outros bens alimentícos de longa duração.
Emitimos recibos.
12.13.2011
Dirigentes Associativos Indignados com as Taxas Moderadoras
ce que os dadores são os seus causadores.11.18.2011
Alterações no Conselho Directivo do IPS,IP - Prof. Hélder Trindade sucede na presidência a Álvaro Beleza
Alteração no Conselho Directivo do IPST
Cessa funções o Conselho Diretivo do IPS, IP presidido, pelo médico de imunohemoterapia, Álvaro Beleza, coadjuvado pelos vogais Dra. Eva Falcão e Professor António Sousa Uva.
O Instituto Português do Sangue, IP tem um papel fulcral no bom funcionamento do sistema de saúde português e presta um serviço inestimável à comunidade, pelo que no quadro atual do país, era necessário reestruturá-lo, torná-lo mais moderno e eficaz, sem nunca perder de vista a garantia de excelência reconhecida internacionalmente.
Após quase 10 meses à frente da Instituição é tempo de fazer o balanço da atividade desenvolvida e do caminho traçado para o futuro.
Custos e Receitas
Os resultados obtidos, comparados com os relativos ao mesmo período de 2010, revelam um decréscimo do total dos custos em 11% (cerca de 3 milhões de euros) e um aumento da receita cobrada em 13% (cerca de 4 milhões de euros).
Na atividade do IPS, IP regista-se também um aumento da produção e envio de componentes do sangue para os hospitais em 2%, graças à diminuição de inutilizações em 7%, o que significa um claro incremento da produtividade.
Ao longo do corrente ano, CD do IPS,IP preparou também um conjunto de medidas que significarão, no futuro – nalguns casos a breve prazo –, uma redução de despesa, no qual se destaca aquilo que será o novo modelo funcional do Instituto, resultante da fusão entre o IPS, IP, a Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST) e os Centros de Histocompatibilidade.
Comunicação e Promoção da Dádiva
Houve um forte incremento de toda atividade relacionada com a comunicação.
Foram criadas comissões nacionais, nos diversos domínios, constituídas por profissionais dos 3 Centros Regionais, Serviços Centrais e Serviços de Sangue, promovendo desta forma um maior conhecimento das realidades e variantes regionais, permitindo avançar numa harmonização de processos.
Neste processo houve também uma abertura aos nossos parceiros, uma vez que foram envolvidos no trabalho e definição estratégica do IPS, IP, os dirigentes de Associações de dadores de reconhecido mérito, do norte, centro e sul do país, integrando a comissão nacional de promoção da dádiva. (e os outros o que são?)
O sítio de internet do IPS, IP foi reestruturado tendo agora uma imagem mais moderna e foi criada a página oficial do Facebook que tem agora uma atividade regular e é consultada por centenas de pessoas, sobretudo as mais jovens. Foi, ainda, lançada a sua primeira Newsletter apelidada de “Notícias de Cá e Lá.
A renovação geracional dos dadores de sangue foi o elemento central no lançamento da Campanha de verão Dador-Salvador, que contou com colaboração do surfista Tiago Pires e da judoca Telma Monteiro e profusamente divulgada na comunicação social.
Ao longo do mês de Agosto, com 7 Unidades Móveis estacionadas nas principais praias do país, inscreveram 3006 pessoas, colheram-se 2315 unidades e 914 pessoas deram sangue pela primeira vez.
No passado dia 14 de Outubro foi inaugurado o novo Centro Regional de Sangue de Coimbra, o que permitirá uma maior racionalização e eficácia da gestão de recursos humanos e materiais, nomeadamente em toda a rede de Sessões de Colheita a nível nacional.
Implementação de medidas que melhoraram o desempenho do IPS, IP
Foi criado, neste período, um stock de Emergência Nacional de 2.500 unidades de sangue que garante as necessidades em casos extraordinários e de calamidade ou acidente.
Após vários anos de inatividade, as câmaras de frio começaram a funcionar, sendo possível armazenar todo o plasma, o que resultará numa enorme poupança para o país
Durante o mês de Novembro está prevista a introdução da Metodologia Única de Validação de Componentes Sanguíneos Durante a Produção e de Controlo Estatístico do Processo para Melhoria da Produção.
A introdução da Abordagem Metrológica Única, já preparada para ser aplicada a partir de Junho de 2012, no âmbito do futuro IPST, significará também uma forte redução dos custos em ensaios por comparação.
Durante esta gestão foi preparada igualmente a aplicação de um novo modelo de Acreditação dos Métodos Laboratoriais, que pode ser usado a partir de Dezembro do próximo ano. Este modelo significará uma melhoria contínua do sistema de gestão da qualidade e está normalmente associado a um aumento do índice de satisfação dos clientes.
Foram celebrados protocolos com vários Hospitais para que o IPS, IP centralize as análises a todo o sangue colhido, permitindo através de uma economia de escala, grandes ganhos financeiros, pois dá uma maior margem de negociação com os fornecedores, sendo possível a aquisição de material a melhor preço.
Em síntese, o Conselho Diretivo do IPS, IP num período de cerca de dez meses de trabalho, contribuiu decisivamente para que estejam reunidas as condições para o novo Instituto Português do Sangue e do Transplante funcione em moldes europeus.
O novo Instituto Português do Sangue e do Transplante, fruto da fusão entre o Instituto
Português do Sangue, a Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação e os
Centros de Histocomptabilidade, tem um novo Conselho Diretivo presidido pelo Professor Doutor Heldér Trindade (atual Diretor do Centro de Histocomptabilidade do Sul) e pela Dra. Gracinda de Sousa (atualmente desempenha funções no Centro de
Histocomptabilidade e foi Diretora do Centro Regional de Sangue de Lisboa), médica de imunohemoterapia.
Dr. Hélder Trindade na imagem
O Professor Doutor Hélder Fernando Branco Trindade, nasceu a 8 de Novembro de 1953 e licenciou-se em Medicina em 1978, pela Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa. Em 1982, escolheu a especialidade de imunohemoterapia, área onde se tem destacado no seu percurso profissional, como um dos grandes especialistas.
O novo CD vai ter a seu cargo os destinos duma área da medicina, o Sangue e a Transplantação, em que a atividade desenvolvida em Portugal é reconhecida pela comunidade científica internacional.
Fonte: site do IPS
Data: 18/11/11
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