12.08.2010

AVEIRENSES ADEREM À DÁDIVA DE SANGUE

A Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro - ADASCA, desde sempre se preocupou em criar as melhores condições possíveis não só para prestar um bom acolhimento aos dadores, como ainda trabalhar as Brigadas de Colheitas no terreno, isto é, divulga-las ao máximo possível por todos os meios ao seu alcance, para que consegui-se a adesão de pelo menos 50 dadores por cada Colheita, pois no princípio chegamos a reunir mais de 100 dadores por cada Colheita de Sangue promovida nos Bombeiros de Aveiro, isso acabou.
Inicialmente isso foi sendo possível, mas perante à incapacidade de resposta no atendimento do Centro Regional de Sangue de Coimbra, os seus resultados começaram a diminuir. Quais as causas que são apontadas para esta redução? Muitos dadores nunca mais aderiram á dádiva de sangue, outros foram convidados a dirigirem-se a outros locais de Colheitas, onde estamos impedidos de nos deslocar. Desde sempre começamos a ser impedidos de promover Brigadas aos Domingos, mas uma associação do Concelho limítrofe pode promover aos domingos, chegando mesmo a promover duas Brigadas no mesmo dia, dentro mesmo horário, as escassos três quilómetros.
A seguir, existe em Aveiro uma outra organização que de protecção aos dadores de sangue nada faz, apenas se preocupa no "venham a nós, porque se tiverem problemas para resolver podem dirigir-se à ADASCA". Este grupo apenas promove uma Colheita de Sangue à primeira sexta-feira de cada mês, sem desenvolver qualquer trabalho no terreno para a sensibilização da dádiva, por estranho que possa parecer, consegue registar uma adesão nas Colheitas superior à ADASCA.
Este jet set conta com o proteccionismo do CRSC, quando reencaminha dadores dos nossos códigos de brigada para ali se dirigirem. Chegou-se ao cumulo da pouca vergonha ou onde não há nenhuma, quando se prejudica quem tanto trabalhou e trabalha para que as dádivas aumentem no Concelho de Aveiro, a favor de quem nada fez e nada continua a fazer. Para os Dadores de Sangue é tudo igual, ou seja, ir ali ou aqui é tudo igual, claro que os funcionários do CRSC ajudam á festa quando acrescentam: sim é tudo para o mesmo, é tudo igual, é tudo farinha do mesmo saco. É terrível ligar com estes procedimentos.
Há manifesto interesse em manter os dadores enganados, como fomentar esta rivalidade entre associações de dadores. Há mais, que de momento não é oportuno divulgar.
Em alguns lugares - fábricas - onde não se promovia Colheitas de Sangue, começaram a fazer-se depois de eu lá ir bater á porta. Porque a nós nos disseram não, e seguidamente foi aberta a porta para o CRSC entrara?

Joaquim Carlos
(1) Reportagem do Diário de Aveiro a 12/06/2010
(2) Jovem Tânia Melo, Enfª. Voluntária da ADASCA
numa a doar Sangue no Colheita.

A POBREZA DO MUNDO = A MAIOR VERGONHA VERGONHA DOS DIRIGIENTES POLÍTICOS

Esta fraqueza torna-se mais evidente quando se estuda a horrível pobreza que existe no mundo oriental. Quem nunca saiu deste pais para fora, ou seja, quem nunca foi imigrante, como eu existem milhões que optaram por essa opção, sentem-se profundamente envergonhados com a situação a que o nosso País chegou. As reportagens na imprensa escrita e televisiva são disso um exemplo flagrante. Deixam-nos envergonhados.
Os governantes conduziram o meu País para uma situação vergonhosa, mas, tendo conhecimento de que nem tudo era assim como anunciavam, continuaram a mentir, a prometer ao povo o que era de todo impossível concretizar, e como se tudo isso não fosse o suficiente continuam delapidando as finanças do País. Deixam-nos envergonhados.
A corrupção minou
as mais altas figuras do Estado/Governo há muitos anos a esta parte. Todos até hoje se encobriram uns aos outros. Ninguém é penalizado judicialmente pela forma como conduziram os destinos deste mísero País. Impingem telenovelas e futebol aos portugueses como se esse veneno em que se transformou enche-se barrigas, ou eleva-se a moral de quem sofre directamente na pele. Deixam-nos envergonhados.
A fome alastra cada dia que passa, arrastando famílias inteiras, incluindo crianças quando lhes assiste o direito universal de serem felizes. Existe milhares de pessoas como eu que trabalharam uma vida inteira, fazendo descontos a pensar no futuro, agora vêem-se a um passo de mergulhar na miséria. De quem é a culpa? Não existe culpados? Sim existem. Mas, o País sempre teve governantes e apresentaram-se ao povo como cidadãos de bem. Em que é que se traduziu os
seus mandatos? O que foi feito em beneficio do País? Onde está os milhões de Euros que vieram da União Europeia?
A Senhora Ministra do Trabalho e Solidariedade Social, sendo uma senhora experiente no mundo do sindicalismo, surge agora com um discurso que não convence, que não agrada a ninguém. Afinal, porque aceitou o cargo que está a desempenhar sabendo que não iria sair bem sucedida? Para garantir uma reforma choruda, pomposa e o pobre que se lixe, foi para isso que aproveitou esta oportunidade, para constar no curriculum? Fica com um curriculum pobre, incómodo, que na minha opinião não deve ser exposto em gabinete algum.
Aconselho-a a ser prudente com as palavras, com a promessas, porque já ninguém acredita no que nos diz.
Por que razão aparece sempre na imprensa? O que ganha com isso? Fortalece a sua imagem pública. O Governo no seu conjunto está desacreditado pelo Povo, porque a confiança que os eleitores depositaram através do seu voto nas anteriores eleições saiu defraudada. Já ninguém confia em ninguém, não há confiança na palavra, o Povo/eleitor caiu no descrédito total.
Com escândalos de todo o género no seio governamental a seguir a uns aos outros, consideram-se que ainda reúnem condições legitimas para representar os portugueses lá fora e cá dentro. NÃO reúnem, o que está a ser feito por cada dia
que passa é igual a saquear a
s finanças que restam.

PORTUGAL TEM 300 MIL CRIANÇAS NA POBREZA - QUE VERGONHA!!!
Esta notícia veio divulgada no Correio da Manhã no dia 11/12/2010 e baseia-se num estudo apresentado pelo OCDE que passamos a transcrever.
- Relatório coloca jovens como os mais pobres da OCDE. Nos lugares mais baixos do ranking estão
ainda os vizinhos espanhóis e os italianos, países onde os apoios sociais têm menos impacto na redução da pobreza. Nórdicos estão no topo.
Portugal tem a ma
ior percentagem de crianças na pobreza entre os 21 países europeus da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), indica um relatório da UNICEF divulgado no dia 10 de Dezembro de 2010. A taxa de pobreza infantil no nosso País é de 18,7 por cento já depois das ajudas do Estado, subindo para 21,2 por cento sem esses apoios. De resto, em Portugal, os apoios do Estado têm muito pouco impacto na redução da pobreza, comparando com os restantes países analisados.
O relatório "Children Left Behind" (Crianças que ficam para trás), elaborado pelo Innocenti, um Centro de Pesquisas da UNICEF, considerou
crianças até aos 17 anos, que em Portugal são cerca de 1,8 milhões. Assim, os dados revelados pela UNICEF apontam para que cerca de 300 mil crianças portuguesas vivam na pobreza. Este estudo considera que vivem na pobreza crianças cujos agregados familiares metade ou menos do rendimento médio, sabendo-se que o salário médio em Portugal é de 840 Euros.
Depois de Portugal, Espanha é o país com maior taxa de pobreza infantil (18,5% antes dos apoios sociais e 12,2% se contabilizarmos as ajudas do Estado), seguindo-se a Itália (16,6%; 15,5%) e o Reino Unido (26,4%; 14,6%).
A liderar o ranking está a Finlândia, muito graças aos apoios estatais, que reduzem a percentagem de pobres de 15,2 por cento.
Os dados do relatório da UNICEF, agência das Nações Unidas que promove os direitos das crianças, indicam ainda que os três na cauda do ranking, Portugal, Espanha e Itália, são também aqueles em que o impacto dos apoios do Estado na redução da pobreza é menor.
No plano oposto, a Irlanda é o país onde as transferências para as famílias mais importância tem, permitindo que a taxa de pobreza infantil baixe de 34 para apenas 11 por cento.
O relatório analisou também o grau de desigualdades na Educação, Saúde e bem-estar material em 24 países da OCDE.
Agregando os três itens, Portugal fica a meio da tabela, juntamente com a Áustria, o Canadá, a França, a Alemanha e a Polónia. Oito países ficam mais bem posicionados do que Portugal e dez obtêm uma classificação inferior.

ESTUDO AINDA NÃO MEDE EFEITO DA CRISE
Os dados divulgados da UNICEF são anteriores à grave crise financeira de 2008, que afectou milhões de pessoas em todo o Mundo. Segundo os próprios autores do estudo, os dados apresentados sobre a desigualdade são "uma fotografia dos bons velhos tempos". Apesar de ainda não existirem dados que permitam perceber os impactos da crise nos crianças e nos jovens, sabe-se já que a taxa de desemprego entre os jovens da União Europeia passou de 15% para 20%.

NB: Perante estes dados surge uma questão que deve ser colocada: o que já fez o Governo Português para dar a volta a este drama infantil e juvenil? As crianças também contribuíram para a crise? Onde está o cheque da esperança, que serviu de bandeira nas anteriores eleições?
Já pensou o Governo se a fome em Portugal se transforma-se em música, quantas bandas de norte a sul teríamos? Em tempos atribuíram-se avultados subsídios aos agricultores para não cultivar determinadas culturas e até criação de gado, agora e perante este cenário em que é que ficamos? Somos obrigados a passar fome, a entrar pela porta da mendicidade, ser caloteiros de uns para com os outros? Há mais, muito mais miséria do que aquela que os nossos contemplam.
Se lermos de novo a Reportagem que o jornal Correio da Manhã publicou, constatamos que a situação a que se chegou é nem mais delicada do que se possa pensar. Casais desempregados vivem da ajuda dos pais e das organizações sem fins lucrativos. A classe média cai na pobreza. Até o distinto autarca Moita Flores dá comida aos mais desfavorecidos, Instituições prevêem o pior e claro, o fornecimento de refeições aos fins-de-semana nas escolas.
O futuro que nos espera é bem mais complicado, pois ninguém encontra uma boia para se salvar deste inferno. A fome é negra = à morte lenta.

Joaquim Carlos, uma vítima do sistema social/político.


O QUE LÊEM OS NOSSOS JOVENS


O QUE LÊEM OS NOSSOS JOVENS

Por o adolescente já não ser criança e ainda não ser adulto, acha-se incompreendido.
A criança encanta-se com o maravilhoso. Coloca-se a si própria no centro do mundo que constrói, ampliando-o, pouco a pouco, com descobertas que faz, de olhos espantados.
O adolescente debruça-se sobre si próprio. O estado intermédio entre estas duas fases da vida - a infância e da idade adulta - a ideia de não ser compreendido, leva-o à contemplação do seu íntimo. Despediu-se de um mundo encantador e simples para tomar contacto com outro cheio de complicações.










Experimenta modificações físicas que o perturbam, que o tornam acautelado, desconfiado do seu próprio eu. É na adolescência que se registam suicídios, crimes e deformações morais em grande número.
Certamente, o adolescente que traz da sua infância uma boa formação, encontra muito menos dificuldade de adaptação nesta nova fase da sua vida. Por isso, nunca é de mais lembrar que a infância pode ser decisiva no desenvolvimento dum indivíduo. Impressões desagradáveis e fortes, gravadas na memória da criança, complicam as dúvidas do adolescente. A literatura infantil, como temos naturalmente verificado, tem um grande papel na orientação da criança, que se projecta para além da infância.
Uma das características mais pronunciadas do adolescente é o "andar à procura". Procurar coisas novas, revoltando-se contra as que existem. Procurar um ideal e um ídolo. O conhecimento destas características foi largamente aproveitado pelo regime nazista na Alemanha que introduziu nos espíritos dos jovens ideias falsas e místicas sobre o mundo e os ídolos.
O adolescente não se engana quando se considera um incompreendido. São raros os pais e os professores que se preocupam com o seu estado de espírito extremamente delicado. Quase sempre se arreliam com estes revoltados e insatisfeitos. Procuram dominá-los e castigá-los recalcando, deste modo, o que é natural. Assim, poucos ajudam o adolescente que nem na literatura encontra o que procura.
Qual a literatura de que necessitamos para os nossos adolescentes?
Evidentemente, aquela que vai ao encontro de todas as suas dúvidas e dos seus desejos. O facto de ele procurar um ideal e um ídolo não deve levar-nos à criação de mundos falsos e à mistificação de personagens. A consequência deste erro é a desilusão completa sobre os ídolos completa sobre os ídolos impostos que, mais cedo ou mais tarde, tem de surgir.
Para satisfazer o seu desejo de admirar temos muitos exemplos na história da Humanidade. Biografias de cientistas, artistas, técnicos, etc... que falam da suas lutas, da sua fé e persistência; descrição da vida dos anónimos que, silenciosamente, ajudam no progresso do mundo, sem que, por isso, o seu auxilio seja menos valioso, como enfermeiros, operários e tantos mais.
É necessário que, desde cedo, se saiba o que se passa em casa, fora de casa e longe de casa. As nossas crianças e os nossos adolescentes, ao erguerem o olhar, vêem o avião a passar e sabem que ele os pode levar em duas horas a Paris e em sete à América. Seria absurdo não fazermos tudo para que se abram as janelas que dão para o exterior.
As crianças, os adolescentes precisam não só de todo o nosso carinho e simpatia, mas também de toda a nossa inteligência e do nosso esforço paciente e sério para uma compreensão dos graus da sua evolução e dos seus problemas.
Se destruirmos o mundo infantil, a criança substituirá, sem o saber, o seu mundo por um outro, precoce, perigoso e torcido. Poderíamos chamar a este processo de substituição dos mundos íntimos da criança "o atrofiar da alma infantil".

Joaquim Carlos

O MÊDO DA OPINIÃO PÚBLICA

O MEDO DA OPINIÃO PÚBLICA

Poucas pessoas podem ser felizes se a sua existência e a sua concepção do mundo não forem aprovadas, no conjunto, por aqueles com quem têm relações sociais e mais especialmente por aqueles com quem vivem. É uma particularidade das sociedades modernas o facto de estarem divididas em grupos que diferem profundamente entre si, tanto nos seus princípios morais como nas suas crenças religiosas.
Devido às diferenças de opinião, uma pessoa inclinada a ter gostos e convicções pode sentir-se praticamente exilada se viver no seio de um grupo determinado, ao passo que noutro será recebida como um ser humano perfeitamente normal. Muitos sofrimentos, especialmente entre os jovens, nascem assim. Com dificuldade imaginam que noutro lugar ou noutro grupo as opiniões que não ousam confessar, com medo de serem considerados inteiramente perversos, seriam tomadas como vulgares lugares-comuns da época. Devido à ignorância do mundo, suportam-se muitos tormentos desnecessários, às vezes só na juventude, mas frequentemente também durante toda a vida. O isolamento a que se é condenado em tais circunstâncias, não somente é origem de sofrimentos, mas ainda de grandes desperdícios de energia para manter a independência mental contra o ambiente hostil e em noventa e nove por cento dos casos produz certa timidez em acompanhar as ideias, até as suas lógicas conclusões.
A opinião pública é sempre mais tirânica para aqueles que a temem verdadeiramente do que para os que se lhe mostram indiferentes. Um cão ladra com mais força e morde mais facilmente quando as pessoas se assustam do que quando manifestam indiferença, e a sociedade humana tem qualquer coisa que se lhe assemelha. Se vos mostrais assustados, dais-lhes a esperança de uma boa caçada, ao passo que se vos mostrais indiferentes eles principiam a duvidar do seu próprio poder e deixar-vos-ão tranquilo.
As pessoas convencionais ficam furiosas com o desprezo pelas convenções, principalmente porque o olham como uma crítica à sua própria conduta. Perdoarão muitas negligências, mas apenas a alguém que seja bastante jovial e simpático para tornar evidente que não tem nenhuma intenção de as criticar.
As pessoas que não vivem em harmonia com as convenções do seu próprio grupo tendem a tornar-se desagradáveis e de difícil tratamento e carecem de bom-humor expansivo. Essas mesmas pessoas, transportadas para outro grupo onde as suas opiniões não sejam consideradas estranhas, parecem mudar inteiramente de carácter. Os sérios, tímidos e reservados tornam-se alegres e seguros de si próprios; os ríspidos tornam-se através e simples; os egocêntricos tornam-se sociáveis.
Uma vez que um homem esteja lançado na carreira da sua escolha e viva num ambiente conforme os seus gostos pode, na maior parte dos casos, evitar a perseguição social, mas, enquanto for jovem e os seus méritos não tiverem sido experimentados, arrisca-se a estar à mercê de indivíduos ignorantes que se consideram capazes de ser juízes em assuntos que não conhecem e que se sentem ultrajados se lhes disserem que um jovem pode conhecê-los melhor do que eles com toda a sua experiência do mundo.
Muitas pessoas consideram que a perseguição feita aos jovens talentos não pode causar muitos prejuízos, mas não há qualquer fundamento para aceitar essa doutrina. É como a teoria que diz que se descobre sempre um assassínio. Evidentemente, todos os assassínios que conhecemos foram descobertos, mas quem pode saber quantos houve de que nunca se ouviu falar? Da mesma forma, todos os homens de génio de que ouvimos falar triunfaram das circunstâncias adversas, mas isso não é razão para supor que não tenha havido muitos outros que sucumbissem na juventude. Além disso, não se trata apenas do génio, mas também do talento, que é igualmente necessário à comunidade. E não se trata somente de emergir seja como for, mas sim de emergir sem rancor e com a energia intacta. Por todas estas coisas não se deveria tornar o caminho da juventude demasiado árduo.
Deve-se em regra respeitar a opinião pública, mas tudo o que ultrapasse certos limites é uma submissão voluntária a uma tirania inútil, susceptível de embaraçar a felicidade, de muitas formas.
Não há nenhum proveito em escarnecer deliberadamente da opinião pública; é ainda estar sob o seu domínio, embora num sentido inverso. Mas ser-lhe francamente indiferente é, não só uma força, mas uma causa de felicidade. E uma sociedade que não se vergue demasiado às convenções é muito mais interessante do que uma sociedade em que toda a gente proceda da mesma maneira. Não quero dizer com isto que as pessoas devem ser intencionalmente excêntricas, o que é tão pouco interessante como ser convencional. Quero dizer, sim, que as pessoas devem ser naturais e devem seguir os seus gostos espontâneos na medida em que não sejam francamente anti-sociais.
O medo da opinião pública é opressivo e impede o progresso. Enquanto um medo desta espécie se manifestar é impossível adquirir essa liberdade de espírito em que consiste a verdadeira felicidade, pois é essencial à felicidade que a nossa vida nasça dos nossos próprios impulsos e não dos gostos e desejos acidentais daquele que por acaso são nossos vizinhos ou mesmo nossos amigos.
É certo que o medo da opinião dos vizinhos é agora menor do que era antigamente, mas apareceu uma nova espécie de medo: o medo do que podem dizer os jornais. Este medo é tão terrificante como na Idade Média o era o da caça às bruxas. Quando os jornais decidem tomar uma pessoa inofensiva como bode expiatório, os resultados podem ser terríveis. Felizmente a maior parte das pessoas escapa ainda a esse perigo devido à sua vida obscura, mas à medida que a publicidade aperfeiçoa os seus métodos, aumenta o perigo dessa nova forma de perseguição social.
Este é um assunto demasiado grave para ser tratado com desdém pelo individuo que dele é vitima, e seja o que for que se possa pensar do grande princípio da liberdade da imprensa, suponho que a questão tem de ser encarada com maior rigor do que na actual lei contra a difamação. Tudo o que torne a vida intolerável às pessoas inocentes terá de ser proibido, mesmo que por acaso elas tenham feito ou dito qualquer coisa que, publicada com malévola intenção, as torne impopulares. O único e último remédio para este mal, é, no entanto, o aumento da tolerância é multiplicar o número de indivíduos que gozem de verdadeira felicidade e cujo principal prazer não seja causar sofrimentos aos outros homens seus irmãos.

Autor: Bertrand Russell
Transcrito do Livro: «A Conquista da Felicidade»
«Guimarães Editores» -Lisboa



O QUE É A ADASCA?

O QUE É A ADASCA?

A Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro, mais conhecida pelas iniciais ADASCA, foi registada no Registo Nacional de Pessoas Colectivas, a 22 de Novembro de 2006, conforme atesta o respectivo Certificado emitido naquela data.
A ADASCA teve como seu principal ideólogo e impulsionador o autor deste Blog, assumindo todas as despesas dai decorrentes. A ADASCA rege-se pela total imparcialidade em matéria política e religiosa, pelas disposições dos presentes Estatutos e nos casos omissos pela legislação aplicável.
A associação tem por objectivo, a assistência médica e social a dadores e ex-dadores de sangue, a promoção de campanhas de sensibilização para novos dadores, promover campanhas de colheitas de sangue.
A associação tem ainda por objectivo a dádiva desinteressada de sangue a toda a comunidade sem qualquer distinção.
Para melhor prossecução dos seus objectivos, a Associação deverá colaborar com o Instituto Português do Sangue, Serviços de Imuno-Hemoterapia e outras entidades.
A Associação exercerá a sua actividade na área do Concelho de Aveiro e poderá constituir núcleos de associados em todas as Freguesias, conforme o caso.
Esta Associação é constituída pelos seguintes Órgãos Sociais: Direcção, Conselho Fiscal e Assembleia-Geral.
No dia 7 de Fevereiro do ano de 2007 foram oficializados os seus Estatutos, no Cartório Notarial de Aveiro na presença da Dra. Deolinda Rolo, tendo para o efeito comparecido o seguintes elementos na qualidade de sócios fundadores e componentes da Comissão Instaladora:
1 - Joaquim M. C. Carlos - Presidente,
2 - Manuel António de Castro Sá Oliveira - Vice-Presidente
3 - Isabel Maria Valente Marques da Silva - Secretária e,
4 - Annie Mary Boyder da Silva - Tesoureira.

Estes são os
primeiros elementos constantes nos respectivos Estatutos que regem a ADASCA desde o seu início até ao presente, sentindo-se a necessidade de proceder a algumas alterações. Mais tarde, outros elementos não menos relevantes do que estes vieram a integrar as actividades desta Associação, que com o passar do tempo foram-se distanciando, pelo que presentemente nenhum destes faz parte dos Órgãos Sociais existentes, o que não deixa de me incomodar bastante ainda hoje.

A Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro - ADASCA tem a respectiva Certidão publicada no Diário da República, 2ª. Série nº. 110 de 8 de Junho de 2007, extracto nº. 3417/2007.
Há data de hoje em que estou a dar a conhecer um pouco do historial desta Associação, a mesma congrega cerca de 2.188 dadores associados de pleno direito, num período de 3 anos e 10 meses, não
pagando jóias nem cotas.
As receitas da Associação serão constituídas por:
a) - Subsídios oficiais e donativos em dinheiro;
b) - Receitas angariadas para fazer face às despesas extraordinárias;
c) - Heranças;
d) - Produtos de festas ou outras actividades associativas;
e) - Campanhas de Peditórios
f) - Outros.
A ADASCA conta ainda conta ainda com dois Embaixadores a saber: Artista Magui Mateus, natural de Vagos e o Artista João Claro, natural de Aveiro. A missão destes dois Embaixadores visa a divulgação das actividades da ADASCA como ainda a realização de espectáculos para angariação de fundos a favor desta.
A ADASCA tem sede e Posto Fixo localizados no 1º. piso do Mercado Municipal de Santiago e conta para o efeito com o apoio da Câmara Municipal de Aveiro, tanto nesta área como noutras no sentido de concretizar as suas actividades sempre abertas à comunidade no seu geral.
A titulo informativo, a sede funciona em pleno e o Posto Fixo encontra-se devidamente equipado com 4 Cadeiras para Colheitas de Sangue, ali colocadas pelo IPS, aquecedores, ventoinhas e recentemente com a oferta de um televisor.
De acordo com uma informação do Centro Regional de Sangue de Coimbra (CRSC) esta é a Associação de Dadores da zona Centro com mais resultados tem apresentado no ambito do
aumento de dádivas de sangue.
Entretanto, nem tudo são rosas, pois a ADASCA está impedida de promover Colheitas de Sangue nas seguintes Freguesias: Aradas, S. Bernardo, Oliveirinha, Senhora de Fátima, Eixo, Nariz, Cacia, Requeixo, Esgueira, Vera Cruz, S. Jacinto, embora tenha-mos deslocado por duas vezes a esta última Freguesia onde temos promovido alguns Rastreios gratuitos a favor da comunidade.
Portanto, é fácil compreende que a ADASCA está condicionada somente à Freguesia da Glória, onde surgiu no ano de 2006.
As alegações para este tipo de tratamento administrativo aplicado pela senhora Directora do Centro Regional de Sangue de Coimbra, não colhe a nossa concordância, na medida em que nos sentimos discriminados pela negativa, faz-nos crer que habitamos uma casa que não nos pertence, estamos aqui talvez por empréstimo.
As influências, compadrios, interesses mesquinhos e outras coisas mais permitem tudo isto, o que não deixa de ser vergonhoso... A ADASCA é tratada como se fosse filha de um deus menor. Afinal uns são mais iguais que outros, ou não é verdade?
Quem mais trabalha neste País menos valorizado é. De alguma forma sou levado a crer que nem o Concelho de Aveiro nem o Centro Regional de Sangue de Coimbra, são dignos da existência desta Associação, ou então votar-se ao comodismo como a maioria faz, optar ainda por cruzar os braços e aguardar que os outros façam o trabalho por nós.
Os nossos associados beneficiam ainda de cerca de 31 Protocolos sendo os mesmos extensíveis aos seus familiares mais directos. Querem mais?

Joaquim Carlos

12.06.2010

COMO DAR SANGUE


COMO DAR SANGUE

Como dar Sangue? Aqui está a pergunta que nos é colocada com frequência. Podem dar sangue todas as pessoas com bom estado de saúde, com hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50kg e idade compreendida entre os 18 e 65 anos. Para uma primeira dádiva o limite de idade é aos 60 anos, fazendo-se sempre acompanhar do B.I. e do Cartão de Dador...
Os homens podem dar sangue de 3 em 3 meses (4 vezes/ano), e as mulheres de 4 em 4 meses (3 vezes/ano), sem nenhum prejuízo para si próprios. Dar sangue não engorda, não enfraquece e não causa habituação.
A dádiva de sangue não deve ser efectuada em jejum. Deve-se tomar como por exemplo uma
sanduíche e um sumo.
O candidato a dador é sempre observado pelo médico, que avalia o seu estado de saúde mediante a história clínica e os seus hábitos de vida. A entrevista médica tem como objectivo salvaguardar a saúde do próprio dador bem como a saúde do doente que irá receber o sangue. Depois da história clínica, o dador é submetido a um exame sumário com medição do pulso, da tensão arterial e doseamento da hemoglobina, para ver se os glóbulos vermelhos são suficientes para dar sangue sem prejuízo para a sua saúde. Se houver alguma anomalia o dador poderá ser suspenso temporária ou definitivamente dependendo da situação.
Devido ao comportamento e ao estilo de vida, algumas pessoas não devem dar sangue por estarem mais expostas a determinados agentes infecciosos, que podem comprometer a segurança da transfusão.



Para a segurança do doente não dê sangue se:
• Alguma vez utilizou drogas por via endovenosa;
• Teve contactos sexuais a troco de dinheiro ou drogas;
• Sendo homem, teve contactos sexuais com homens;
• Teve contactos sexuais com múltiplos (as) parceiros (as);
Se foi parceiro sexual de:
• Qualquer dos grupos anteriores;
• Seropositivo para o Vírus de Imunodeficiência Humana – VIH;
• Portador crónico do Vírus da Hepatite B e Hepatite C – VHB, VHC;
E, ainda, se:
• Tem história familiar de Doença de Creutzfeldt-Jacob e variante – DCJ, vDCJ;
• Fez tratamento com hormona de crescimento, pituitária ou gonadotrofina de origem humana;
• Fez transplante de córnea ou dura-máter;
• Tem Epilepsia, Diabetes insulino-dependente ou Hipertensão grave;
• Teve Paludismo/Malária nos últimos 3 anos;
• Teve parto nos últimos 12 meses;
• Fez transfusão nos últimos 12 meses;
• Foi operado nos últimos 6 meses;
• Fez Endoscopia nos últimos 12 meses;
• Fez tatuagem ou piercing nos últimos 6 meses;
• Teve um novo(a) parceiro(a) sexual nos últimos 6 meses.
Recordamos que a Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro – ADASCA, promove entre as 09 e as 13 horas no seu Posto Fixo, quatro Colheitas por mês, nomeadamente ao primeiro sábado de cada mês. Associe-se a nós e beneficie dos nossos Protocolos, que também são extensíveis aos familiares mais directos do(a) dador(a) de sangue. Estes Protocolos não são acumuláveis com outros da ADSE ou a ACASA. Para usufruir dos mesmos ser-lhe-á entregue um Cartão de Sócio, sem obrigação de cotas ou jóias. Contudo, se alguém desejar, pode contribuir com o um donativo.
Mais informações através do site: www.adasca.pt e pelo e-mail: geral@adasca.pt


* Presidente da ADASCA
Tome nota: Dê sangue hoje porque amanhã pode ser tarde...


ENRIQUEÇA A SUA BIBLIOTECA


ENRIQUEÇA A SUA BIBLIOTECA

Há livros para a leitura dos quais se parte com expectativas reduzidas. Os motivos podem ser os mais variados: uma capa pouco atraente, um título desinspirado, referências negativas na Imprensa, ou naquele terrível crítico que é o boca-a-boca, experiências prévias desagradáveis com o autor, enfim, muita coisa.
Apesar de tudo há que saborear/apreciar o seu conteúdo, porque ler mais é saber mais como se lia há anos atrás por todo o lado na imprensa nacional, numa campanha de incentivo à leitura.
Ler é uma forma privilegiada de entender melhor o mundo, de entende-se um pouco melhor. Mais, a leitura cura. Contribui para erradicar a ignorância. Para preencher a sua Biblioteca com bons livros, temos para si 2 livros a não perder.
1) - Colectânea de Pensamentos Universais, com 194 páginas, do escritor já falecido Sílvio Pereira, onde nos oferece uma profunda reflexão cristã dos problemas que mais afligem o mundo ainda existem 95 volumes.


2) - História da Igreja de Deus Pentecostal em Portugal da autoria do Revº. Emanuel Fernandes. Este livro é de extrema utilidade principalmente à aqueles cristãos evangélicos e não só, na medida em que nos apresenta um historial rigoroso de mais de 38 anos desde que aquela Igreja Evangélica foi fundada, contém 132 páginas ilustradas, temos disponíveis apenas 15 volumes.
O preço de cada Livro é de 10 € com despesas de Correio incluídas. A receita da vendas destes livros reverte na sua totalidade a favor da ADASCA - Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro, pois foi nessa condição que nos foram oferecidos.
Quem estiver interessado pode em adquirir alguns exemplares pode fazê-lo por esta via, efectuando o seu pagamento por transferência bancária através do NIB da ADASCA: 0036 0189 9910001821.35, Montepio Geral, Balcão: Aveiro - Eucalipto, Rua de Anadia, nº. 10, Empreendimento Vila Jovem, 3810-208 Aveiro. Emitimos os respectivos recibos.

Joaquim Carlos