12.06.2010

ENRIQUEÇA A SUA BIBLIOTECA


ENRIQUEÇA A SUA BIBLIOTECA

Há livros para a leitura dos quais se parte com expectativas reduzidas. Os motivos podem ser os mais variados: uma capa pouco atraente, um título desinspirado, referências negativas na Imprensa, ou naquele terrível crítico que é o boca-a-boca, experiências prévias desagradáveis com o autor, enfim, muita coisa.
Apesar de tudo há que saborear/apreciar o seu conteúdo, porque ler mais é saber mais como se lia há anos atrás por todo o lado na imprensa nacional, numa campanha de incentivo à leitura.
Ler é uma forma privilegiada de entender melhor o mundo, de entende-se um pouco melhor. Mais, a leitura cura. Contribui para erradicar a ignorância. Para preencher a sua Biblioteca com bons livros, temos para si 2 livros a não perder.
1) - Colectânea de Pensamentos Universais, com 194 páginas, do escritor já falecido Sílvio Pereira, onde nos oferece uma profunda reflexão cristã dos problemas que mais afligem o mundo ainda existem 95 volumes.


2) - História da Igreja de Deus Pentecostal em Portugal da autoria do Revº. Emanuel Fernandes. Este livro é de extrema utilidade principalmente à aqueles cristãos evangélicos e não só, na medida em que nos apresenta um historial rigoroso de mais de 38 anos desde que aquela Igreja Evangélica foi fundada, contém 132 páginas ilustradas, temos disponíveis apenas 15 volumes.
O preço de cada Livro é de 10 € com despesas de Correio incluídas. A receita da vendas destes livros reverte na sua totalidade a favor da ADASCA - Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro, pois foi nessa condição que nos foram oferecidos.
Quem estiver interessado pode em adquirir alguns exemplares pode fazê-lo por esta via, efectuando o seu pagamento por transferência bancária através do NIB da ADASCA: 0036 0189 9910001821.35, Montepio Geral, Balcão: Aveiro - Eucalipto, Rua de Anadia, nº. 10, Empreendimento Vila Jovem, 3810-208 Aveiro. Emitimos os respectivos recibos.

Joaquim Carlos

12.05.2010

PRECISAMOS DO SEU APOIO



















SÍNTESESÍNTESES

UMA PROPOSTA INOVADORA - REGIONALIZAÇÃO

Um projecto de Regionalização deve pensar em primeiro lugar nas populações, depois nos equipamentos a pôr ao seu serviço - porque toda a medida de progresso deve ser o Homem e a sua relação com a Terra. Esta, enquanto território, deve ser a segunda grande realidade a ter em conta.
Há portanto factores culturais e físicos determinantes num projecto de regionalização e não só económicos, porque é sempre muito forte e afectiva a ligação dos homens ao passado e ao meio. O futuro depende da conjugada acção desses três elementos. As civilizações têm sido feitas com eles e, se olhamos para a história, vemos que os homens, desde os primórdios, têm procurado a sua proximidade da água como elemento à sua fixação, o princípio mais elementar de regionalizar.
Ao levar em conta este conjunto de factores - bacia hidrográfica e demográfica - na sua proposta de regionalização, o cidadão Gilberto Madaíl, que ocupou o cargo e desempenhou funções de governador Civil de Aveiro nos anos 90, não se limitou à pedrada do charco. A nosso ver, jogou com os factores certos para um processo cheio de interesse. Por isso, porventura polémico, até porque propositadamente se parece alhear da carga política que não pode deixar de envolver a sua iniciativa.
É uma proposta a merecer estudo ponderado e análise serena, sem dúvida, e naturalmente sujeita a correcções que o seu autor não enjeitará. Suponho que esteja mesmo interessado em participar no aprofundamento do estudo que apresentou à Comunicação Social e que agora vai seguir o seu caminho. Não haverá também dúvidas, até pelo efeito surpresa e sentido inovador, que a proposta irá sempre ser contestada por certos sectores ou interesses.
O certo é que a Regionalização ou se faz ou não se faz. Ou a Constituição se cumpre ou é revista. Se for cumprida, a proposta de Gilberto Madaíl não pode deixar de ser levada em consideração por que ela é um subsidio valioso e lúcido - além de actual - sobre a Regionalização.
Além do mais, a proposta do processo, ou o processo proposto deixará quase intocáveis os actuais distritos e o campo livre à voz das populações. O que não é de pouca relevância.

NB: Sobre este assunto, convém consultar o Jornal de Aveiro, edição nº. 642 de 20.12.90.

Empresas Amigas da ADASCA

A ADASCA mantém um Protocolo com Ergovisão desde o ano de 2007, que foi assinado no dia Mundial do Dador de Sangue, Comemorado no Hotel Milá.


Recentemente, também foi assinado um Protocolo com a RiaÓptica, localizada na Avenida principal da Costa Nova, sentido Vagueira.




















A ADASCA está aberta
a assinar mais Protocolos, desde que as condições sejam viáveis e vantajosas para os nossos associados e seus familiares mais directos.






12.02.2010

DOAR SANGUE FAZ BEM Á SAÚDE

DOAR SANGUE FAZ BEM À SAÚDE

Doar sangue é uma acção relativamente simples. Leva apenas alguns minutos e o desconforto, se há algum, é mínimo.

Existem, porém, outras formas de doação, de igual valor e importância. Na verdade, quer ocasionalmente doe ou não, um pouco do seu sangue, você está definitivamente classificado entre aqueles que são "nascidos para doar".

Lembramos que a necessidade de sangue faz-se mais sentir durante as Férias de Natal, Passagem do Ano, Carnaval e pela Páscoa, pelo que convidamo-lo a consultar neste Blog os dias e horários das Colheitas de Sangue que vão decorrer no Posto Fixo da ADASCA.
Se é saudável aceite o nosso Convite no sentido de aderir a esta elevada causa social e pública.

Dar sangue não engorda nem emagrece, não cria habituação, bem pelo contrário, transmite-nos uma agradável sensação pelo facto de estarmos a ser SOLIDÁRIOS para com o próximo que nem conhecemos, mas que poderia ser um de nós.

Não deixe de tomar o pequeno-almoço e faça-se acompanhar do B.I. para facilitar a inscrição junto do Administrativo do IPST.

Compareça, seja SOLIDÁRIO(A). Pode ainda consultar o site da associação site:www.adasca.pt

Joaquim Carlos

12.01.2010

TODOS SOMOS IGUAIS MAS...

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA
Decreto de Aprovação da Constituição de 10 de Abril de 1976
PREÂMBULO
A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.
A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.
A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.
A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República Portuguesa - que se não é devia ser conhecida de todos como a Tabuada na 1ª. Classe ou como o Código da Estrada, e isso não acontece.

"1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a Lei.
2 . Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de acedência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social."
Estas frases, belas, dignas de serem lidas mais do que uma vez, nobres, etc., etc. (acrescentem todos os adjectivos que quiserem), são nada mais nada menos que o artigo 13º. da Constituição da República.
"- Afinal, nós portugueses também defendemos o valor igualdade! Até temos na nossa Constituição um espaço para ele!", poderá estar a pensar o caro leitor, ao ler tão valiosas linhas. Porém... pense por uns minutos.
Contemple bem o Mundo à sua volta. De certeza que encontrará inúmeros exemplos que demonstram que o que está escrito no papel é bem diferente da realidade que conhecemos.
Vai ver que, muitas vezes, não aceita a opinião do seu vizinho pelo facto de ele ser de raça negra, ou, ainda, que a maior parte das vezes não dá razão à sua esposa (quando ela a tem) pelo facto de ela ser do sexo oposto; ou, então, "foge" de um colega ao vê-lo na rua pelo facto de ele ser de outra religião ou de ter outras convicções políticas. Nunca passou por nenhuma destas situações?
Bom, vejamos então por aquelas que já passou com certeza.
Quantas vezes foi a um Hospital, esperou cerca de meia hora (quando não é mais) para ser atendido e viu outro indivíduo que chega nesse mesmo instante, tem maiores posses monetárias, não espera nem cinco minutos e é logo chamado para ser atendido?
Quantas vezes foi a um restaurante e viu o empregado dirigir-se à mesa do lado com todo o requinte e honras da casa e a si trata-o "abaixo de cão"?
Quantas vezes foi a um tribunal acusar homens de grande prestigio comercial, por fraudes absurdas que cometeram, e no fim são absolvidos? - ficando você em apuros?...
Muitas sem dúvida!!!
Pois é caro(a) amigo(a), quando somos nós a rejeitar os outros, está tudo bem. Mas, e quando são os outros a rejeitarem-nos? Estará tudo bem? Já Henrry Becque: "O mal da igualdade é que nós só a queremos ter em relação aos nossos superiores."
Todos somos diferentes no aspecto físico, no aspecto psicológico, ideológico, enfim, em todos os aspectos que nos compõem. No entanto... deveríamos (note-se bem, DEVERÍAMOS e não SOMOS) ser todos iguais iguais perante a Lei, deveríamos ser tratados de forma igual pela sociedade, deveríamos todos ter iguais direitos.
Uma coisa é certa. a sociedade continua a dizer: TODOS SOMOS IGUAIS... mas nada de ilusões: UNS MAIS IGUAIS QUE OUTROS!!!
Ou estarei equivocado? Compartilhe connosco a sua opinião.

Por Joaquim Carlos


A PUREZA MORAL

TRÊS ARGUMENTOS MORAIS

As provas morais são assim chamadas, não por se contentarem com uma certeza aproximada, mas porque se deduzem da natureza moral do homem.
Reduzem-se a três: a prova social e histórica, que se funda na universalidade da crença em Deus; a prova psicológica, que se baseia nas aspirações da razão humana; e a prova propriamente moral deduzira da existência do dever.
I - Prova do consenso universal
É um facto: a humanidade no seu conjunto admite unanimemente a existência da divindade ; ora esta unanimidade supõe a verdade supõe a verdade do seu objecto: logo Deus existe.
1 - A primeira prova-se pela História das religiões. Com efeito, esta ciência tem feito tantos progressos que pode assentar com a verdade estas conclusões: em toda a parte encontramos a ideia de Deus sem podermos verificar como ela se formou; esta fé num Ser Supremo é o fundamento da religião dos povos primitivos.
A Escola evolucionista inglesa com Andrew Lary, a Escola etnológica católica com o P. Schmidt afirmam esta verdade. Todas as civilizações, todos os «ciclos culturais» dão testemunho deste facto. Mais recentemente, os habitantes da Terra do Fogo descobriram o seu segredo e confirmavam o que se conhecia de todos os povos africanos: Bantos, Hotentotes, Pigmeus e Australianos. Este mesmo deísmo se encontra em todas as civilizações históricas. China antiga, Assíria e Babilónia, raças Smíticas, Fenícias, Egipcíacas e Indo-Europeias. Os congressos de Etnologia e de História das religiões recolhem cada ano factos novos e comprovativos. Se das massas passarmos ao escol intelectual, veremos, como afirma Elias de Cyon que todos os inventores das ciências positivistas adoravam Deus. Um estudo feito sobre o século XIX época em que mais dominou a incredulidade entre as pessoas ilustradas, conclui: «para nos referirmos só aos grandes iniciadores da ciência, 4% eram ateus e 96% crentes (A. Eymieu, La part des croyants dans les progrès de la science).
2 - Quanto à menor do argumento, devemos confessar que a constância e a perpetuidade de um testemunho de si não provam directamente a verdade da coisa atestada, mas somente a permanência na natureza humana de uma razão de crer nessa coisa. Procuremos, pois, essa razão a fim de lhe conhecermos o valor. Ora nós sustentamos que nenhuma das teorias modernas dá razão cabal do facto. Passemos em silêncio, por serem pouco científicas, as que recorrem ao engano e ao equívoco. As teorias evolucionistas julgam ver no facto religioso uma actividade ascensional e progressiva, que procede de formas vagas e primitivas. Mas as hipóteses que se fazem opõem-se às próprias teorias. Supõem que o culto religioso é evolução da magia: ora, a magia supõe já um culto religioso; - o totemismo, o respeito dos tabos, supondo que eram primitivos e universais, exigem previamente o sentimento de dependência essencial, que serve de ponto de partida a todas as provas morais; finalmente, o animismo e o pré-animismo só fazem sentido enquanto revelam o sentimento profundo que o homem sempre teve da sua impotência, e o seu instinto de procurar a razão última das coisas.
Este é o verdadeiro valor do argumento tirado do consentimento universal; mostra-nos a alma humana eternamente e braços com os mesmos enigmas, o coração humano que procura compreender este dever que lhe é imposto e ao qual se não pode subtrair, o espírito humano que deseja apreender o que se encobre com as aparências, isto é, a última razão das coisas; deste modo chegamos às provas baseadas na contingência, na finalidade e na moralidade.
II - Argumento das aspirações da alma humana
Como já observamos ao demonstrar a imortalidade da alma, é facto constante a tendência do homem para o infinito com todas as forças da sua alma.
Ora, esta aspiração irresistível para um bem sem limites, exige uma razão suficiente que explique a sua existência. Este desejo profundo da nossa natureza, este amor de si, que é amor do Ser, e que nos é tão íntimo como nós mesmos, não é coisa vã. Como todos os outros dados reais, está submetido aos princípios de razão suficiente e de finalidade e por eles deve ser explicado.
A presença destas aspirações infinitas em nós, unida aos princípios de razão suficiente e de finalidade, vem reduzir-se, como a prova precedente, nos argumentos fundados na contingência e na finalidade. Notemos além disso, que esta é a raiz pela qual se fixam mais facilmente na alma humana os argumentos tradicionais; é o que dá a esta prova o cunho de originalidade e o valor que possui.
III - Prova tirada da lei moral
1 - A obrigação moral é um facto. Resume-se em que eu não sou moralmente livre para cumprir ou não certo acto; e que, cumprindo-o, vou contra a minha natureza de ser racional, à qual não posso renunciar sem ao mesmo tempo renegar aquilo a que a minha natureza tende necessariamente como a seu fim. Assim o bem moral, a ordem moral impõe-se-nos primeiramente dum modo necessário; só depois se apresenta a razão a comprovar o facto e a sancioná-lo.
2 - Com efeito, no acto fundamental pelo qual o «eu» toma consciência de si próprio, apreende-se a si mesmo como orientado, necessariamente e por sua natureza, para o seu aperfeiçoamento moral.
3 - Apreendemo-nos, pois, a nós mesmos como submetidos a uma lei moral, que nos é imposta pela nossa vontade profunda e que nós não podemos abolir ou mudar. É um novo aspecto da nossa contingência; mas como se vê facilmente, esta contingência é de ordem moral; é dependência, heteronomia radical que não se pode explicar senão pela existência e influência duma vontade pessoal absoluta, legisladora moral, e simultâneamente causa primeira. O princípio de razão suficiente, que na ordem ontológica nos permite ascender do ser contingente ao ser necessário, obriga-nos aqui a remontar-nos da vontade essencialmente dependente à vontade absolutamente autónoma.
4 - Este argumento, fundado no dever, é, com o argumento das causas finais, o que mais vivamente impressionou Kant, como ele mesmo declarou, apesar de não lhe ter dado o seu verdadeiro valor.
O céu estrelado por cima de nossas cabeças, alei moral centro de nós, mesmos são dois objectivos que enchem a alma de admiração e respeito sempre renascentes.

(artigo em construção)