És Um HOMEM, Se...
Se és capaz de conservar o teu bom senso e a calma,
Quando os outros os perdem, e te acusam disso,
Se és capaz de confiar em ti, quando de ti duvidam
E, no entanto, perdoares que duvidem,
Se és capaz de esperar, sem perderes a esperança
E não caluniares os que te caluniam,
Se és capaz de sonhar, sem que o sonho de domine,
E pensar, sem reduzir o pensamento a vício,
Se és capaz de enfrentar o Triunfo e o Desastre,
Sem fazer distinção entre estes dois impostores,
Se és capaz de ouvir a verdade que disseste,
Transformada por canalhas em armadilhas aos tolos,
Se és capaz de ver destruído o ideal da vida inteira
E construí-lo outra vez com ferramentas gastas,
Se és capaz de arriscar todos os teus haveres
Num lance corajoso, alheio ao resultado,
E perder e começar de novo o teu caminho,
Sem que ouça um suspiro quem seguir ao teu lado,
Se és capaz de forçar os teus músculos e nervos
E fazê-los servir se já quase não servem,
Sustentando-te a ti, quando nada em ti resta,
A não ser a vontade que diz: Enfrenta!
Se és capaz de falar ao povo e ficar digno
Ou de passear com reis conservando-te o mesmo,
Se não pode abalar-te amigo ou inimigo
E não sofrem decepção os que contam contigo,
Se podes preencher todo minuto que passa
Com sessenta segundos de tarefa acertada,
Se assim fores, meu filho, a Terra será tua,
Será teu tudo que nela existe
E não receies que te o tomem,
Mas (ainda melhor que tudo isto)
Se assim fores, serás um HOMEM.
Rudyard Kipling
“A LIBERDADE DE IMPRENSA É UM DOS GRANDES BALUARTES DA LIBERDADE E DA DEMOCRACIA QUE NUNCA DEVE SER RESTRINGIDA POR FORÇAS OU GOVERNOS DESPÓTICAS.” “NUMA ÉPOCA DE MENTIRAS UNIVERSAIS, DIZER A VERDADE É UM ATO REVOLUCIONÁRIO.” ―George Orwell
11.13.2010
NATAL DESFIGURADO PELO CONSUMISMO
NATAL DESFIGURADO PELO CONSUMISMO
Estamos a preparar a Festa do Natal que a partir da sua origem espiritual, assumiu uma dimensão acentuadamente social. Nada teria de negativo esta transposição para o campo social, se não tivesse caído nalguns erros próprios das sociedades modernas.
Um desses erros é o aparato consumista das compras e vendas, dos presentes dados e recebidos, da publicidade e dos gastos excessivos, do esbanjamento de alguns em contraste com a fome de outros.
É certo que nalgumas cidades, vilas e aldeias se organizam campanhas de apoio às famílias mais pobres, cabazes de Natal para os mais carenciados, festas de empresas com comes e bebes e com brinquedos para os mais pequenos. E também existe maior relação entre parentes e conhecidos com visitas e encontros que representam e originam maior fraternidade. Tudo o que conduza a uma vida comum mais fraterna é caminho para uma melhor vivência do Natal, e concretiza em cada pessoa, nas famílias e nas comunidades o espírito e a verdade do nascimento do Salvador.
Com esta mensagem que naturalmente não passará despercebida aos leitores deste Blog, em plena preparação da Festa de Natal, como ainda em plena realização de algumas expressões sociais humanistas, desejamos contribuir, ainda que modestamente, para uma melhor vivência do Natal e para prolongar o que ele tem de bom e todos os dias que se lhe seguem.
A titulo pessoal, quero agradecer a todos a atenção dispensada, o bom acolhimento que este Blog tem tido, ainda que os comentários não surjam, mas, temos a certeza de que é consultado por largas centenas de leiotres.
A todos os leitores desejo um Santo Natal e um Ano Novo de 2011 cheio de felicidade e das melhores bêncãos do céu.
Concerteza que entraremos no próximo ano animados de esperança e vontade de bem servir os leitores deste Blog.
Lembro que está em marcha uma Campanha para angariação de géneros alimentares e donativos em dinheiro, a favor de famílias dadoras de sangue, numa parceria com a MOTRINDE, aliás como pode ser lido neste Blog.
Por favor colaborem e façam alguém que nem mesmo conhecem um pouco mais feliz nesta quadra natalícia. Nós sabemos onde existem essas pessoas...
Sobre esta iniciativa podem ser recolhidas mais informações através dos telefones: 234 914 411, Senhora Vera Paiva da MOTRINDE ou 234 338 018, sede da ADASCA, tal como através do e-mail: geral@adasca.pt
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
11.10.2010
MEDITANDO... QUEM SOU EU?
MEDITANDO... QUEM SOU EU?
Eu sou quem cogita todos os enredos, fabrica e exporta as maiores mentiras e germina as calúnias; passo dia após dia a especular a vida alheia, levando e trazendo de um para o outro lado tudo quanto é intriga e mexerico, pelos quais dou todos os minutos que são necessários e não perco uma oportunidade.
Eu sou quem semeia a discórdia entre irmãos, parentes, amigos, famílias e não perco um só instante para alimentar ódios, vinganças, rancores e desgraças, quando não sou a causadora directa dos mesmos.
Eu tal com o um grande incêndio tudo liquido, nada respeito, minha fome é infinita, tenho uma sede inextinguível.
Sirvo fielmente à inveja e à soberba; uso todos os meios de comunicação tais como: telefone, rádio, televisão, jornais, Internet, etc., para entre as nações fomentar guerras, germinando desentendimento entre aqueles que as dirigem, provocando ódio, rancor entre os povos. Vejam o que está acontecendo por este mundo fora... eu estou lá presente.
Não tenho estacionamento, de casa em casa ando denegrindo a reputação de todos.. "Nem os mortos eu deixo em paz, pois desenterro-os para saciar-me de carne corrompida, isto é, trago à luz seus vícios e pecados mesmo que já estejam julgados e perdoados."
Marco presença em todas as repartições públicas, tribunais, gabinetes, consultórios, hospitais, hotéis, partidos políticos, clubes de todo o tipo, praias, residências humildes e luxuosas, cumprindo minha tarefa diária, trazendo entre duas ou mais pessoas a discórdia, a desarmonia, espreitando até o que se passa no interior das igrejas...
Vejam só como funciono na Assembleia da República, sou como a espada de dois gumes, mas, poucos a sabem utilizar.
"Sou mais vingativa que a morte, pois esta detém-se ante o pó do sepulcro e nele descansa, mas eu continuo desempenhando a minha missão.
Sou de facto um mundo de iniquidades de mal e malícias."
Agora, depois de todo este paleio, sabe em quem sou EU?
Eu sou a MÁ LÍNGUA.
Joaquim Carlos
NB: Este livro pode ser requisitado ao Núcleo - Centro de Publicações Cristãs, Lda. Apartado 1, 2746 QUELUZ
11.09.2010
SOLIDARIEDADE ACTIVA NESTE NATAL
A ADASCA - Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro, pede ao leitor deste Blog um pouco da sua atenção para as observações que adiante vai formular e às quais no seu íntimo responderá:Que prefere o leitor neste Natal?
Dar/Colaborar/contribuir com o seu donativo ao acaso, sem nenhuma garantia de que será realmente profícua, ou doá-lo a uma associação que pela pelos seus objectivos na área da saúde, vem despertando a opinião pública para a máxima importância da dádiva de sangue, apesar da evolução tão avançada da ciência médica, mas que até ao presente ainda não conseguiu uma alternativa à transfusão sanguínea, como forma de superar as despesas que inevitavelmente são sempre certas?
O que prefere o leitor?
Ser constantemente assediado com pedidos de toda a ordem, uns mais sérios que outros, ou praticar uma SOLIDARIEDADE dispersa, quando na verdade pode ajudar directamente a solidificar uma associação como a ADASCA, com objectivos estatutários claros nas áreas da Assistência Médica e Social a Dadores e Ex-dadores de Sangue, Promoção de Campanhas de Sensibilização para Novos Dadores e Promover Campanhas de Colheitas de Sangue, como ainda a manter a continuidade do Núcleo de Voluntários da ADASCA, os tais que levam a efeito os diversos Rastreios diversas vezes ao ano?
Se o leitor meditou nas observações acima explanadas e se na verdade quer prestar a sua valiosíssima colaboração para a concretização dos objectivos que norteiam esta associação, porque não nos dá o prazer da sua colaboração solidária ou visita à nossa sede?
Amigos, então o que fazer?
Se todas as pessoas que lerem este Blog, quiserem contribuir com o seu donativo, teríamos um bom início de Ano de 2011. Naturalmente que nem todos podem colaborar, mas, acreditamos na generosidade dos nossos leitores.
Os impossíveis não têm espaço na nossa área de acção, pois somos solidários a toda a hora, todos os dias, todos os meses, durante todo o ano, a solidariedade dos dadores de sangue "fervilha" nas suas veias, em prol do próximo que nem conhecemos.
Na verdade acreditamos que cada leitor irá fazer o seu melhor e de acordo com as suas possibilidades. Seguidamente damos a conhecer como é possível colaborar.
O nosso mais sincero OBRIGADO antecipado pela atenção dispensada, com votos de FELIZ NATAL e PRÓSPERO ANO NOVO.
______________________________
SIM, ESTOU INTERESSADO EM COLABORAR COM O MEU DONATIVO
Desejando colaborar a favor de uma causa tão humana como a que a ADASCA está a desenvolver em prol da comunidade doente, o meu donativo será de:
€______ ____
Nome/Empresa:____________________________________________
Morada:__________________________________________________
Código Postal:__________________ Telefone:_____________________
NIF:_____________________ E-mail:__________________________
Por favor recorte e envie para a ADASCA, Rua de Ovar, Mercado Municipal de Santiago, Loja G, 3810-208 Aveiro, ou por transferência Bancária, cheque nominativo ou débito directo: * NIB da ADASCA: 0056 0189 99100051821.35, Montepio Geral, Balcão: Aveiro-Eucalipto, Rua de Anadia, nº. 10, Empreendimento Vila Jovem, 3810-208 Aveiro.
* Emitimos recibo sobre qualquer valor.
Informações adicionais: http://www.adasca.pt/, E-mail: geral@adasca.pt ou Telef: 234 338 018
__________________________________________
RECOLHA DE NATAL
Aceitam-se os seguintes bens:
- Roupas de adulto e criança,
- Calçado de adulto e criança,
- Livros de todos os tipos e para crianças,
- Envelopes,
- Tinteiros para as impressoras,
- Resmas de papel A4,
- Canetas,
- Azeite,
- Vinagre,
- Enlatados,
- Arroz,
- Massas,
- Sal,
- Frutos secos,
- Farinha,
- Bolachas/Biscoitos,
- Leite,
- Chocolate em pó,
- Bolo Rei,
- Café,
- Chá,
- Copos de plástico,
- Colheres de plástico-
- E claro, donativos em dinheiro que convém ser depositado na conta acima referida, apresentando posteriormente o comprovativo para emissão do respectivo recibo.
Local de entrega: sede da ADASCA ou na Empresa MOTRINDE-Montagens Técnicas e Reparações Industriais. S.A.
Rua da Paz - Quinta do Loureiro -3801-601 CACIA - Telef: 234 914 411.
Parceria Solidária com a Empresa MOTRINDE
Síntese: ORA TOCA A PARTILHAR - A actriz Catherine Keener, disse em entrevista à revista NS edição de 4/12/10 o seguinte: "(...) debate-se com a necessidade de ser solidária. Praticar a beneficência. Dar, conforme o título original sugere. Mas o que é isso da partilha com os mais desfavorecidos? São apenas actos isolados de dar esmola? Passa pela cultura da caridade? Num mundo cínico e com uma filha adolescente que quer sempre consumir mais, essas questões não lhe dão paz. A consciência dos americanos precisa do escape da solidariedade social, mas hesita quando lhe perguntamos se é cada vez mais difícil ser-se boa pessoa nestes dias. «O que é difícil não é ser-se boa pessoa, é sentirmo-nos bem connosco próprios num mundo cruel como este. As questões mais comuns é como somos capazes de viver com a nossa consciência, como é que dormimos tranquilos ao lado de tanto sofrimento» discorre. Esses são os típicos dilemas morais de uma comédia de Woody Allen.
Isso das obrigações morais é uma carga de trabalhos. Aqui temos a lição de uma prestigiada actriz. E, nós por cá como comportamos? Que acção solidária vimos praticando?
Síntese: ORA TOCA A PARTILHAR - A actriz Catherine Keener, disse em entrevista à revista NS edição de 4/12/10 o seguinte: "(...) debate-se com a necessidade de ser solidária. Praticar a beneficência. Dar, conforme o título original sugere. Mas o que é isso da partilha com os mais desfavorecidos? São apenas actos isolados de dar esmola? Passa pela cultura da caridade? Num mundo cínico e com uma filha adolescente que quer sempre consumir mais, essas questões não lhe dão paz. A consciência dos americanos precisa do escape da solidariedade social, mas hesita quando lhe perguntamos se é cada vez mais difícil ser-se boa pessoa nestes dias. «O que é difícil não é ser-se boa pessoa, é sentirmo-nos bem connosco próprios num mundo cruel como este. As questões mais comuns é como somos capazes de viver com a nossa consciência, como é que dormimos tranquilos ao lado de tanto sofrimento» discorre. Esses são os típicos dilemas morais de uma comédia de Woody Allen.Isso das obrigações morais é uma carga de trabalhos. Aqui temos a lição de uma prestigiada actriz. E, nós por cá como comportamos? Que acção solidária vimos praticando?
QUE NATAL PARA OS NOSSOS POBRES?

O meu coração, embora cansado de bater, transborda de ternura e de amor para com o seres e as coisas, nesta quadra festiva e evocativa. No entanto, nunca como nesta data, me sinto mais triste e angustioso. Lembro-me dos que nada têm, nem família ou parentes chegados, e que nesta altura se sentem como se nada fossem nesta vida e neste mundo onde se instalou a confusão.
A esses eu abro os braços, e todos os que sofrem, por várias razões, são a grande família que neles aperto de encontro ao meu coração. Mas sofro ainda mais porque não tenho possibilidade, de levar um pedaço de pão a todos os que têm fome, um agasalho aos que têm frio, uma palavra de conforto aos desesperados.
Eu sozinho, pouco posso fazer em favor dos famintos e dos desgraçados a quem a vida jamais sorriu. Mas tu, amigo, e tu aqueloutro e outro mais, todos nós em conjunto, se quisermos, somos capazes de realizar alguma coisa de belo e humano e erguer uma voz cujo eco repetirá pelas artérias congestionadas dessas grandes cidades.
As riquezas do mundo estão mal distribuídas, e em cada homem existe uma dose de egoísmo (excepção feita aos espíritos raros) que empalidece o brilho dos seus sentimentos.
Não é preciso ter a piedade de Jesus, a filosofia de Job ou a ternura de S. Francisco para dar a quem sofre. Para isso basta dedicar um único dos mil quatrocentos e quarenta minutos que o dia tem, analisar as nossas acções. Quantas iniquidades cometemos com o sorriso nos lábios, e valha a verdade, sem mesmo as avaliar. Perdulários, vaidosos e sôfregos de prazer, há homens e mulheres que consomem fortunas nas suas futilidades, quase sem discutir preço, mas pensam três vezes na modestíssima quantia com que hão-de subscrever um peditório.
É verdade que os bens terrenos não têm uma divisão equitativa, mas eu não censuro os ricos... Nada disso. Que Deus lhes aumente ainda mais a riqueza! O que eu lhes peço é que se lembrem dos que nada têm e por eles distribuam um pouquinho da sua fartura.
É isso o que eu te quero dizer, amigo. Que o teu monte cresça; gasta ou amealha, conforme queiras, mas não te esqueças de que há tanta gente necessitada a quem as migalhas da tua mesa e as roupas quase esquecidas nas tuas gavetas, poderiam alimentar e agasalhar.
Na maioria das casas ainda não existe o chamado "quarto de arrumos" que melhor se chamaria o "cemitério das coisas". Durante anos, objectos e roupas ali envelhecem, se deterioram e quando o bolor e a traça completam a sua nefasta acção, vai tudo para o lixo. Isto só tem uma qualificação: procedimento criminoso. Nalguns casos raros, dá-se a um pobre um casaco já bafiento ou um par de sapatos com as solas esburacadas. No entanto, esse casaco, há anos, quando foi "arrumado" no tal quarto, era de aspecto decente e não tinha bafio; porque não se deu nessa altura a quem dele precisasse? Para que se deixou estragar? Os sapatos que se puseram de parte, ainda em estado de conservação aceitável, por que não se deram também nessa ocasião? Porque o egoístico sentimento de posse não o permitiu. Há quem estupidamente delire em dizer para si mesmo: "está ali, é meu"! "E o está ali" apodrece, não lhe serve para nada nem aproveita a ninguém!
Não se suponha que faço aqui a apologia de se exercer a caridade apenas na quadra do Natal. Os pobres precisam durante todo o ano, mas eu, amigo, é que aproveito esta oportunidade da Festa Familiar para falar ao teu coração, para lembrar aquilo que deves fazer sempre: DAR!
Há uns anos, numa digressão que efectuei ao Algarve, li um reclame que dizia assim: "Comer chocolates da marca tal é sempre Domingo". Porquê? Porque o domingo é o dia que nos agrada, é o dia que nos dá maior prazer. Ora, para termos o prazer de dar, é sempre domingo!
O prazer de dar suplanta todos os outros. Experimenta, amigo, e verás com que alegria dás aos necessitados o que a ti não faz falta! Contudo, dá o que pode ser imediatamente aproveitado e não, por exemplo, o par de sapatos esburacados; quem os recebe não tem dinheiro para a meias solas e, por isso, continua a andar com os dedos de fora; assim dá-lhe ao menos, o necessário para o sapateiro; isso será duplamente agradecido. Não basta dar; é preciso dar o que é útil.
O prazer de dar suplanta todos os outros. Experimenta, amigo, e verás com que alegria dás aos necessitados o que a ti não faz falta! Contudo, dá o que pode ser imediatamente aproveitado e não, por exemplo, o par de sapatos esburacados; quem os recebe não tem dinheiro para a meias solas e, por isso, continua a andar com os dedos de fora; assim dá-lhe ao menos, o necessário para o sapateiro; isso será duplamente agradecido. Não basta dar; é preciso dar o que é útil.
Dá com o coração e
com a cabeça e lembra-te sempre que "dar aos pobres é emprestar a Deus". Não te sentirás ufano em ser credor da Omnipotência? Pois olha que isso é fácil. Dá tudo o que não precisares, e dá também, se assim o entenderes, alguma coisa do que necessitas. Vê bem que os pobres, como tu, possuem um estômago e, como tu também, um corpo que precisa de ser vestido. Não alimentes nem estimules com o teu óbulo (donativo) a mendicidade industriosa, mas socorre a verdadeira miséria, e principalmente a miséria envergonhada, aquela que raras vezes estende a mão à caridade pública. Eleva um pensamento a tua mãe quando encontrares aquela velhinha trôpega, recorda-te dos teus filhos quando vires dois garotinhos andrajosos, de facezitas esquáticas, e lembra-te de i próprio se eles te pedirem esmola para o pai doente.
com a cabeça e lembra-te sempre que "dar aos pobres é emprestar a Deus". Não te sentirás ufano em ser credor da Omnipotência? Pois olha que isso é fácil. Dá tudo o que não precisares, e dá também, se assim o entenderes, alguma coisa do que necessitas. Vê bem que os pobres, como tu, possuem um estômago e, como tu também, um corpo que precisa de ser vestido. Não alimentes nem estimules com o teu óbulo (donativo) a mendicidade industriosa, mas socorre a verdadeira miséria, e principalmente a miséria envergonhada, aquela que raras vezes estende a mão à caridade pública. Eleva um pensamento a tua mãe quando encontrares aquela velhinha trôpega, recorda-te dos teus filhos quando vires dois garotinhos andrajosos, de facezitas esquáticas, e lembra-te de i próprio se eles te pedirem esmola para o pai doente.Ah! Tu já tens lágrimas nos olhos! Bom sinal! Eu bem sabia que tinhas coração, amigo. Aproveita então esta oportunidade do Natal e faz uma revista ao "quarto de arrumos", compartimento, aliás, que agora penso que já existe nas novas casas, visto que os técnicos negaram em tempos e com razão, a sua "utilidade". Quer tenhas quer não, abre os armários, as gavetas e as malas. O que ai há de roupa que não usas! Vestido de tua mulher, fatos teus, calçado, um mundo de coisas entregues à volúpia da traça, por mais naftalina que lhe ponhas.
Não haverá ao pé da tua porta pessoas a quem sejam altamente úteis essas tuas inutilidades? Não tens a quem dar? Então despacha isso para nós, melhor entregue tudo isso na nossa associação. A ADASCA sabe onde a miséria vive; nós conhecemos pobres que necessitam do teu auxílio, aqueles a quem as coisas velhas, sem préstimo para ti, vão servir de coisas novas, cheinhas de utilidade.
Procede como te digo e, aliás como o teu coração manda. Quando vires pela porta fora os velhos trastes e roupas do teu "cemitério das coisas", sentirás um imenso alívio na consciência e um aleluia bem fundo no coração. O teu fato com que embirravas, e por isso não vestias, em vez de jazer no túmulo duma mala, vai de novo servir para cobrir um ser igualzinho a ti, mas a quem a fortuna não bafejou. Isto não te alegra? Certamente que sim. Verás como este Natal terá um novo encanto!
Sentado à mesa farta, no aconchego da tua casa e rodeado pela tua família, pousarás os olhos no Menino rosado do presépio, que, desde as palhinhas do seu berço, te sorri com elevo.
O olhar de Jesus Cristo cai sobre ti, e o seu coração, como o meu e o teu, transborda de ternura e alegria, ao ver que os homens não esqueceram de todo a verdade do Seu Verbo, nem em vão Ele viveu uma existência terrena de martírio, a pedir para os que têm fome e têm frio.
Boas Festas, amigo, e em nome dos deserdados que, nesta quadra, devem a ti um pouco de conforto, a eterna gratidão do amigo de sempre.
Por Joaquim Carlos.
11.04.2010
OS OUTROS ESTÃO A COMER AS NOSSAS BOLACHAS OU NÓS AS DELES?
OS OUTROS ESTÃO A COMER AS NOSSAS BOLACHAS OU NÓS AS DELES?
Um dia destes, chegou às minhas mãos um artigo que julguei ser bastante oportuno. É meu desejo compartilha-lo com os leitores deste Blog pois espero que crie impacto em vós, a fim de reflectirmos e ponderarmos nas acções e palavras que constantemente expressamos.
Sabendo que somos (refiro-me à ADASCA) referência e influência para tantas pessoas à nossa volta, talvez, depois de ler este artigo, possamos tomar a decisão de estar mais atentos à maneira como reagimos, para que sejamos mais justos e sensatos, sem que nos tenhamos que arrepender de actos e palavras irreflectidas.
«Era uma vez uma jovem que estava à espera do seu comboio na sala de embarque de uma grande estação ferroviária. Como ainda tinha de esperar algumas horas, resolveu comprar um livro para ajudar a passar o tempo. Comprou também um pacote de bolachas. Sentou-se numa cadeira, na sala de espera da dita Estação, para que pudesse descansar e ler sossegada.
Ao seu lado sentou-se um homem. Quando ela pegou na primeira bolacha, o homem também pegou numa. Ela sentiu-se indignada, mas não disse nada. Apenas pensou: "Mas que grande lata! Se eu tivesse com outra disposição, dava-lhe um soco num olho para que ele nunca mais se esquecesse!!!"
A cada bolacha que ela pegava, o homem também pegava numa. Aquilo deixava-a tão indignada que não conseguia reagir. Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou: "O que será que este abusador vai fazer agora?"
Então, o homem dividiu a bolacha ao meio e deixou a outra metade para ela. - "Ah! Isto era demais!" - Ela soprava de raiva! Pegou no seu livro e nas suas coisas e dirigiu-se ao local de embarque. Quando se sentou, confortavelmente, no seu lugar, já interior do comboio, olhou para dentro da mala para ir buscar um rebuçado, e, para sua surpresa, o pacote de bolachas estava lá... ainda intacto, fechadinho!!! Sentiu tanta vergonha!
Só então percebeu que a errada era ela, sempre tão distraída! Ela tinha-se esquecido que as bolachas estavam guardadas dentro da mala...
O homem tinha dividido as bolachas dele sem se sentir indignado, nervoso ou revoltado, enquanto ela tinha ficado muito transtornada, pensando estar a dividir as dela com ele. E já não havia mais tempo para se explicar... nem para pedir desculpas!
Quantas vezes, na nossa vida, estamos a comer as bolachas dos outros e não temos a consciência disto e vice-versa?
Antes de concluir, observe melhor! Talvez as coisas não sejam exactamente como pensa! Não pense aquilo que não sabe sobre a pessoa.
Existem quatro coisas que não se recuperam:
1 - A pedra, depois de lançada;
2 - A palavra, depois de proferida;
3 - A ocasião, depois de perdida
4 - E o tempo, depois de passado.»
Joaquim Carlos
(Adaptado)
10.28.2010
DAR E RECEBER
DAR E RECEBER
Dizemos que existe maior prazer em dar do que receber. Mas, na realidade, gostamos sempre de ser lembrados e, muito especialmente, gostamos de receber uma lembra de alguém que nos quer retribuir gratidão e reconhecimento, por alguma coisa que tenhamos feito.
Neste tempo que vivemos, cada um trava solitariamente as suas próprias lutas e conquistas da vida, procurando satisfazer, em primeiro lugar, as suas próprias necessidades, não sobrando tempo nem dinheiro para ajudar outros que precisam e que estão muito mais carenciados. A rande maioria das pessoas trabalha para "o ter" e para a "realização pessoal e profissional", desejando alcançar, no mais curto espaço de tempo, a segurança, a estabilidade e o conforto que o dinheiro e os bens parecem proporcionar. Mas porque não pensamos nos outros que não têm oportunidades, que têm menos que nós, completamente desfavorecidos, mas que também são pessoas? Será que se trata de uma observação descabida?
Isto é chocante, mas é a realidade, para que nos lembremos também da nossa condição, e deixemos de estar assim tão distantes, olhando por cima do nosso ombro. É preciso compreender que é preciso dar de nós para depois recebermos dos outros.
É por razões como estas e outras que não consigo encontrar motivos de orgulho ou vaidade, porque tenho sempre presente um pensamento que nunca me deixa: "Tu podia ter sido um destes. Estás a orgulhar-te de quê?".
Tenho uma imensa gratidão a Deus pelas suas dádivas e pelas oportunidades que me tem concedido, quando coloca no meu caminho situações que se tornam oportunidades de dar. Sem o sabermos, muitas vezes, quando damos, rasgamos a lista das "coisas em falta de alguém, convertendo isso na bênção de dar e receber. O desespero converte-se em confiança, a instabilidade em segurança.
Fico facilmente comovido quando vejo vidas totalmente transformadas que, com gratidão e como dádiva pelo que fizeram por elas, estão a dar os melhores anos da sua vida, deixando carreira e empregos, investindo na vida dos outros, mas percebendo que a maior recompensa é dar.
Há coisas que damos por ser hábito, por tradição, e para ficarmos bem vistos, quando não devia ser assim...
Damos às vezes aquilo que não nos faz falta, que não gostamos, que já não nos serve ou que não presta. Estamos a dar o excesso, ficando ainda assim felizes pela nossa boa acção. Aquilo que não serve para nós, não deveria servir para mais ninguém.
Quando estou a falar em dar, não me refiro a "ofertas" com um significado relativo, que não traduzem o verdadeiro prazer de dar sem esperar receber nada em troca. Se o que esperamos é sempre a recompensa pelo que fazemos, ficaremos frustrados e, pessoalmente, já teria desistido há muito tempo, porque muitas vezes não consegui colher logo o que semeei há bastante tempo.
Recordo-me muito bem, quando no ano de 2006 iniciei a fundação da Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro - ADASCA, tendo investido tudo neste Projecto, sem calcular bem as consequências que teria de suportar. Parecia quase impossível ir receber o que tinha dado com a angústia e paciência, mas valeu a pena não desistir e esperar para ver esta obra crescer.
Tenho recebido muito mais de Deus do que lhe tenho dado. Da mesma forma também, tenho recebido mais de outros, do que jamais dei a alguns.
Nestes últimos tempos, mais conhecedor das grandes responsabilidades e apertos financeiros da ADASCA, coloquei diversos objectivos de apoio a este trabalho, em áreas onde possa ser mais útil aos dadores de sangue, que para muitos tem sido incompreensível.
Devido à recessão financeira que atravessamos, parece não fazer sentido dar o que por vezes não temos, quando para nós também não chega. Temos medo de dar o que ganhámos, porque nos faz falta. Não damos também porque nos pode faltar na nossa casa ou no nosso negócio. Não damos também porque nos pode fazer falta no futuro. Mas qual é o nosso problema em dar, se até já recebemos primeiro? Afinal, quem nos tem dado tudo aquilo que temos? Se não damos a outros daquilo que Deus nos tem dado não somos reconhecidos: somos ingratos, insensíveis para com as necessidades dos outros à nossa volta.
É neste contexto que uma promessa de Deus: "Dai e ser-vos-á dado, com boa medida, recalcada, sacudida, transbordante". A promessa vai ser cumprida a seu tempo, se não desistirmos, e não vai ser esquecida por Deus que tudo conhece em todos, porque Ele esta a zelar individual e continuamente por cada um. Se cuidarmos de alguns, muitos cuidarão de nós.
Faz parte do lema e apelo da ADASCA afirmar. "A DÁDIVA DE SANGUE É UM GRANDE GESTO DE SOLIDARIEDADE PARA COM O PRÓXIMO QUE NEM CONHECEMOS".
Há um provérbio que também diz o seguinte: "Se a tua visão é para 1 ano, semeia flores. Se a tua visão é para 10 anos, semeia árvores. Se tua visão é para toda a vida, semeia em pessoa."
Por Joaquim Carlos
(Adaptado)
Pensamento: "Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que vê quando tira os olhos do seu objectivo." (Henry Ford)
Máxima: "O dinheiro faz homens ricos, O conhecimento homens sábios e a humildade faz homens grandes".
(Autor desconhecido)
Pensamento: "Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que vê quando tira os olhos do seu objectivo." (Henry Ford)
Máxima: "O dinheiro faz homens ricos, O conhecimento homens sábios e a humildade faz homens grandes".
(Autor desconhecido)
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